domingo, 25 de março de 2012

Todos têm uma estrada

Todos têm uma estrada
Cada um segue o seu caminho

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Nesse mundo de modelos de globalização alternativos, de interdependências políticas e culturais, sociais e econômicas, científicas e tecnológicas, de relacionamentos interativos compartilhados com conteúdos de conhecimentos de possibilidades variadas e de potencialidades diversas, vivemos um processo de construção de valores e princípios da nossa boa consciência e de uma liberdade geradora de saúde física, mental e emocional, e bem-estar material e espiritual, caminho que nos causa felicidade dependendo de nossa boa e razoável visão da realidade e de nosso ponto de vista descobridor de acontecimentos que qualificam nossa interpretação dos fatos cotidianos, oferecendo-nos uma experiência de vida capaz de nos ajudar na produção de uma existência cujo sentido significante seja um momento de trabalho produtivo, uma relação familiar saudável e agradável, onde tornamos nossos instantes de rua e nossos afazeres do dia a dia estrada para o crescimento interior e realização profissional e satisfação de nossos desejos e necessidades humanas e naturais. Assim fazemos o nosso caminho de vida. Nele, criamos as condições indispensáveis para o nosso progresso sustentável, evolução da consciência e desenvolvimento da liberdade. Nossa estrada então possui muitas alternativas de trabalho e diversas opções de atividade que nos fazem bem e nos tornam bons perante a sociedade. Nessa caminhada de construção do bem e da paz está a nossa felicidade interior e externa.

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Talvez a nossa grandeza nesse mundo de realidades temporais e definições históricas seja o fato de não sermos nada para as pessoas que estão ao redor de nós, e assim ninguém depender de nós, ninguém estar preso a gente, ninguém se tornar escravo de nossa consciência positiva cercada de boas intencionalidades e interesses que configuram nossa saúde mental, física e emocional, e nosso bem-estar material e espiritual. Sim, agradeço sempre a Deus o vazio em minha vida do espírito, o nada que eu sou, e a determinação de não representar coisa alguma para o meu cotidiano envolvido pela violência urbana e rural, e por turbulências sociais e ambientais, e confusões políticas e econômicas, o que me dá uma certa liberdade perante os outros, que deste modo podem viver suas experiências de vida do jeito que quiserem, livres para percorrer sua estrada de existência e seu caminho de virtualidades e benefícios que a Providência Divina põe à nossa disposição. De fato, todos têm a sua estrada de vida e cada qual segue o seu caminho de alternativas variadas, de opçóes diversas, de possibilidades novas e diferentes e de potencialidades sempre originais e criativas. Temos a nossa estrada. Cada um tem o seu caminho. Que o bem e a paz, a tranquilidade do corpo e da alma e o repouso do espírito possam sempre nos acompanhar nessa caminhada cotidiana. Precisamos estar tranquilos para bem viver esta vida ainda que os problemas nos persigam, os conflitos nos acompanhem e as dificuldades anseiem por estar junto a nós. Todavia, calmos podemos levar nossa realidade adiante sem temer a rua ou as adversidades na família e no trabalho. Um pouco de fé em Deus nos ajuda muito nessa estrada de virtudes e vícios ao mesmo tempo, de altos e baixos, de bem e de mal, de paz e de guerra. Com efeito, é preciso tranquilidade.

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Nesse tempo de independências relativas e de interdependências globalizantes e interativas, parece que nós temos um destino comum: a liberdade de uma consciência eterna, evolutiva, que cada vez mais e melhor abstrai conteúdos de conhecimento de qualidade e apreende princípios éticos e valores espirituais identificados com a estabilidade das ações e atividades, a tranquilidade de atitudes saudáveis e agradáveis e a segurança de uma realidade cotidiana sustentável onde a primazia do espírito ocupa a dianteira dentro da hierarquia da natureza. Nesse intervalo de instantes sombrios e momentos tenebrosos, a sociedade evolui, configurando uma consciência construtora de uma liberdade que produz, que compartilha boas atividades e interage com todos e cada um a fim de garantir a sustentabilidade de uma vida baseada na alma e no espírito. Caminhamos assim. Construindo a quase perfeita liberdade. Produzindo uma quase absoluta consciência de nossos limites ideológicos e fronteiras psicológicas, ao mesmo tempo criando um mundo novo e diferente de possibilidades cujas alternativas ultrapassam as definições da razão e os determinismos da natureza, superando as barreiras do conhecimento e mergulhando em um grande universo de opções transcendentais onde reina a inteligência orientadora de nossos bons comportamentos, genitora de nossas potencialidades de saúde relativa e bem-estar permanente. Deste modo se definem nossos caminhos cotidianos e se faz a nossa estrada real e atual. Tendemos ao crescimento espiritual. Evoluimos na consciência. E nossa liberdade parece querer superar todos os obstáculos e transcender as sujeições temporais e históricas. E então nadar em direção ao oceano da eternidade e mergulhar em seu mundo de riquezas infinitas, de grandezas insuperáveis e de belezas transcendentes. Buscamos o eterno. Para lá caminhamos conscientemente. Nessa direção aponta a nossa liberdade. Nosso destino é o eterno.

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No dia a dia, vivemos de metas, objetivos e resultados, que definem nossas atitudes éticas e ações espirituais, determinam nosso comportamento diário e noturno, nossas boas relações com as pessoas, grupos e indivíduos, configurando um quadro azul de vivências saudáveis e experiências agradáveis, em função das quais construimos um ambiente de virtudes, de fraternidade e solidariedade, razão de nosso estar-no-mundo, princípio de nossa saúde mental e emocional e bem-estar físico e espiritual. Deste modo geramos intervenções positivas no cotidiano possibilitando sociedades de bem com a vida e em paz consigo mesmas. Desta maneira, empreendemos novos e diferentes jeitos de pensar e viver a vida, de sentir o momento presente e projetar um futuro de mais qualidade de vida, riqueza de conteúdo cultural e excelência de ideologias que defendem uma boa política e uma economia razoável, culturas alternativas de aprendizagem e uma maneira diversa e nova de se viver e existir em sociedade. Assim construimos nosso aqui e agora, dando sentido aos nossos sentimentos e atitudes, convivendo com todos e cada um de modo que em comum todos tenham vida em abundância, suas lutas renovadas, seus direitos respeitados e sua dignidade venerada com unhas e dentes. Construimos assim pois nosso destino, que tende para a eternidade. Vivemos já em consciência o que seremos amanhã, gerando pouco a pouco hábitos e costumes que se sustentarão e se consolidarão para sempre. Essa consciência positiva sobreviverá e superará a morte constituindo-se em consciência eterna, raiz de uma liberdade produzida com respeito e responsabilidade. Esse é o nosso ideal. Ainda que a realidade muitas vezes nos diga o contrário.

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Cercados por ideologias diversas e até contrárias umas às outras, convivendo com movimentos sociais diferentes e adversos, suportando as loucuras da vida cotidiana, definindo padrões de comportamento e sendo determinados pela luta dos trabalhadores e a busca de melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, de todas as sociedades, prucurando outros, novos e diferentes tempos e espaços e um lugar saudável e agradável no convívio humano, interferindo em favor de mais saúde e mais bem-estar para todos e cada um, enfim, intervindo para que nossas situações de trabalho, de rua e de família sejam as melhores possíveis, assim vivemos o nosso dia a dia, em busca de metas, objetivos e resultados que nos façam crescer e evoluir como pessoas humanas e fazendo de nosso conhecimentos, éticas comportamentais e espiritualidades naturais, um processo libertador, onde todos tenham voz e vez para seguir e definir suas experiências de vida, processar uma estrada de luz, em que se procura a vida em plenitude, de qualidade suportável, estável e sustentável, de lutas por dignidade e qualidade de vida, determinando direitos que nos realizem profissionalmente e nos satisfaçam em nossas vocações para a vida, o bem que devemos fazer, e uma existência direita, de respeito e responsabilidade social e familiar, desejando assim evoluir na consciência carregada de pluralidades mentais e polivalências físicas, riquezas materiais e belezas espirituais, uma consciência direcionadora de nossas ações, atitudes e atividades em prol de bem-estar social para todos. Assim definimos nosso caminho de vida. Sustentamos nossa estrada cotidiana cheia de créditos e débitos, de pontos negativos e positividades, de momentos otimistas e instantes de pessimismo, tristeza e angústia. Assim é a vida. Em meio a esse oceano de possibilidades, fazemos a nossa estrada e encaminhamos nossa caminhada de vícios e virtudes, certos de que temos uma eternidade diante de nós, onde os bons e que fazem o bem podem ser felizes, e os maus e plenos de transtornos e distúrbios sofrerão um eterno mundo de desequilíbrios internos e externos, de circunstâncias diárias e noturnas onde o mal-estar acompanha quem não tem juizo e sofre as carências do bom-senso e de uma vida sem equilíbrio. Nesse processo, Deus quer caminhar conosco e nos ajudar a seguir pelo caminho do bem e da paz, da tranquilidade interior e da calma psicológica, social e espiritual. Portanto, diante desse quadro negro-azul de alternativas cotidianas definimos nossaestrada de vida e tomara com a consciência e a liberdade de que sabemos o que estamos fazendo. Nessa caminhada, o nosso destino para sempre.

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Todos seguem o seu destino.
Fomos feitos para a liberdade.
Nesse processo de vida cotidiana, de muitas tendências e diversas possibilidades, de várias alternativas e potencialidades diferentes e novas, devemos caminhar livremente, pois fomos feitos para isso segundo a nossa natureza, e viver de tal modo que ninguém se aprisione a nós nem seja escravo da gente, como igualmente nós não devemos nos sujeitar e subordinar a nada nem ninguém, mas seguir a nossa estrada com liberdade, fazendo o bem e vivendo em paz, trabalhando com otimismo e equilíbrio, usando o bom-senso das coisas e existindo com a alegria de quem sorri para a vida certo de que Deus é o condutor da história e Senhor do tempo, e define a cada um a sua estrada e determina a cada qual o seu caminho, trilhado com respeito e direito, com o compromisso responsável de quem busca na realidade as coisas boas da vida, a bondade das pessoas de bem, e uma existência onde a sensatez deve ser a marca registrada de nossa jornada cotidiana. Nessa consciência histórica e social, a nossa eternidade. Caminhamos conscientes de que somos eternos e fomos feitos para a eternidade, sem que nos aprisionemos e sejamos escravos de qualquer coisa ou de alguém. Nessa trajetória real, viva e atual, definimos nossas opções de vida e trabalho, seguimos livremente, conduzidos pelo nosso destino eterno. De fato, nessa estrada podemos ser dependentes uns dos outros, todavia sem cair na prisão patológica ou na escravidão doentia. Devemos saber que todos são livres e fomos feitos para a liberdade de acordo com a nossa natureza humana, animal e vegetal. Sim, nosso destino é a liberdade. Deus, a nossa libertação.

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No decorrer de nossa jornada cotidiana de todos os dias, noites e madrugadas, a cada hora, minuto e segundo produzimos novos e diferentes saberes e conhecimentos, culturas e mentalidades, consciências diversas e liberdades variadas, que por sua vez interagem com nossas atividades e trabalhos do dia a dia, com nossas relações com a família e a rua, com amigos, parentes e familiares, transformados então em comportamentos de saúde e bem-estar quando compartilhamos uns com os outros esse universo de globalizações locais e regionais, gerando ora pensamentos criativos, idéias e ideais originais, interpretações da vida e da realidade novas, surpreendentes e descobridoras sempre de um outro jeito de viver, de um modo novo de agir e se comportar, de uma maneira diferente de construir nossos instantes de aqui e agora e nossos momentos de sensatez e equilíbrio mental e emocional, físico e psicológico, material e espiritual. Nesse mundo de transformações positivas reside o progresso da humanidade, a evolução das consciências, a geração de uma liberdade respeitosa e responsável, a criação de valores e princípios que bem orientam a nossa vida diária e noturna. Em meio a essas mudanças de pensamento, de sentimento e de comportamento, crescemos como pessoas humanas, obtemos qualidade e dignidade de vida, lutamos por direitos inalienáveis e fundamentais, e assumimos compromissos com atitudes, ações e atividades que nos fazem bem uns aos outros. Assim evoluimos em sociedade. Construindo e reconstruindo novos mundos e diferentes realidades, novas consciências do tempo e novas atividades onde a liberdade imprime sua marca registrada na constituição da história. De tal modo, mudamos para melhor, nos transformamos positivamente, que a nossa metamorfose temporal e histórica se identifica com a procura de uma felicidade grande, gigante como as iniciativas de saúde interpessoal, bem-comum das sociedades e bem-estar social e coletivo. Nesse campo de metamorfoses, a nossa felicidade.

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Nosso destino eterno se faz a partir dessas transformações sociais e culturais, políticas e econômicas, morais e religiosas, científicas e tecnológicas, que formam e informam a nossa consciência, evoluindo para a constituição de uma liberdade sadia e luminosa, definindo assim nossas raizes cotidianas, metamorfoseadas em princípios e valores temporais, dando origem a nossa boa criatividade e determinação em assumir responsavel e comprometidamente nosso caminho histórico, nossa estrada de créditos e débitos sociais, fazendo-nos mergulhar em atitudes e comportamentos capazes de orientar nosso processo de vida, nossa caminhada cotidiana, quando então podemos respirar melhor e distinguir o que nos pertence, o que nos faz, satisfaz e realiza, e assim determinar nossa trajetória real e atual construindo novas e diferentes possibilidades de existência, outras alternativas de trabalho, grandes opções de vivências otimistas e equilibradas, potencializando pois nossa estrada de bem e boa para percorrer porque coincide com a nossa vocação natural para a liberdade, base da verdadeira felicidade, dentro de um contexto ético e espiritual onde a transparência de virtudes, a verdade dos conhecimentos e a autenticidade da consciência nos encaminham para objetivos de plenitude física e mental, emocional e psicológica, o que nos define como seres humanos em busca da nossa felicidade eterna. Nesse processo de vida, procuramos assumir uma consciência positiva, diretriz de nossa liberdade, orientadora de nossas ações e iluminadora e fortalecedora de nossa boa saúde espiritual. Então, crescemos. Estamos sempre evoluindo. O Progresso é a nossa marca.

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A Caminhada de todos e cada um deve ser feita com liberdade, base da verdadeira felicidade. E liberdade é saber escolher o caminho, conhecer a estrada preferida e sustentá-la com princípios bem definidos e estáveis, com valores bem determinados e permanentes de modo a garantir a tranquilidade do processo, a segurança da trilha, a estabilidade do percurso feito com firmeza, fortaleza e sobriedade, disciplina e austeridade, sem vacilar no caminho, ainda que a transitoriedade e o fator descartável dos acontecimentos nos persigam e atrapalhem, mesmo que o provisório dos fatos e dos fenômenos do cotidiano incomodem nossa opção fundamental por uma experiência de liberdade ativa cuja consciência a administra como rocha inabalável. Assim nossas atitudes e comportamentos devem estar seguros e tranquilos, e garantidos por raizes éticas e espirituais onde reinam a estabilidade das ações e a sustentabilidade das atividades de maneira que não haja ”furo” nem vacilação na determinação de nossas ações pessoais e sociais, interpessoais e coletivas. De fato, precisamos de princípios estáveis e absolutos, e de valores constantes e permanentes, a fim de que nessa caminhada não caiamos do cavalo e fiquemos a sós na estrada, e sejamos bem orientados no que devemos fazer. Bem definidas nossas ações e atitudes, sigamos com equilíbrio e otimismo o nosso caminho, e façamos da nossa estrada de vida um processo em que possam imperar a ordem da consciência, a disciplina moral e uma espiritualidade natural forte e firme, condições de uma liberdade saudável a todos e agradável a cada um. Nisso, a nossa felicidade. Felicidade eterna.

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Nesse processo de vida cotidiana, de construção de relações e comportamentos, de investimentos em trabalho, educação e saúde, geramos uma consciência positiva acerca dos fenômenos de nossa realidade social, política, econômica e cultural, quando então definimos nosso jeito de ser livres, produtores de uma liberdade orientada por uma consciência de princípios duradouros e valores estáveis e permanentes. Essa consciência é relativa pois tende para o Absoluto, evoluindo no tempo e no espaço, progredindo em virtudes e direitos, dignidade e qualidade de vida, conduzindo assim a vida humana para sua plenitude de uma natureza que busca sempre sua saúde social e bem-estar coletivo. Deste modo, evoluimos espiritual e existencialmente. Caminhamos para a frente e para o alto. Procuramos a Deus, sentido de nosso viver e razão de nosso existir. Desta maneira, geramos vida em abundância mudando para melhor nossas atividades diárias e noturnas e qualificando nossos trabalhos, atitudes e empreendimentos. Assim vamos crescendo, buscando o melhor, o que é bom para nós e nos faz bem. Geramos saúde em torno de nós. Vamos desenvolvendo criatividades, talentos e carismas, vocações para a vida e o trabalho e profissões que nos oferecem uma vivência digna, agradável e saudável. E vamos evoluindo no tempo e para a eternidade. Esse progresso é eterno. Assim construimos nosso caminho alternativo e empreendemos nossa estrada de construções positivas e otimistas, equilibradas e sensatas. No equilíbrio, o nosso crescimento no corpo, na alma e no espírito. Somos evolução permanente.

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Em função da liberdade, construimos nosso destino neste mundo e para a eternidade, produzimos outros, novos e diferentes programas, conteúdos e matérias de conhecimento, experiências éticas e espirituais elevadas, aumentando a nossa auto-estima e astral, nos animamos para a vida cotidiana, desenvolvendo nossa criatividade na geração de talentos e carismas que já nos são naturais, evoluindo na consciência que abraça princípios e valores orientadores da nossa vivência de cada dia e de toda hora, gerando atividades e ações que nos fazem bem e é tudo de bom em termos de saúde e educação, respeito mútuo e responsabilidade recíproca, progredindo na interação com grupos e indivíduos que qualificam nosso atual estado de vida, e assim crescemos de bem com a vida e em paz com a nossa consciência. Tal o caminho feito para cada um e que todos devem seguir a fim de que a tranquilidade do espírito reine e impere a paz do corpo e da alma, a calma social e o bem-estar das populações. Deste modo, caminhamos nesta vida de todos os dias. Tal o nosso destino comum e individual. Buscamos o mesmo Deus. Procuramos alternativas de saúde e possibilidades diversas de bem-estar e bem-viver em sociedade. Nossas sociedades também têm um destino: a eternidade. Esse o nosso processo temporal: buscamos o eterno. Tal o nosso destino que nos faz livres e felizes. Caminhamos para a felicidade, que evolui sempre, caminha crescendo em nosso corpo e mente, alma e espírito. Vivemos para a vida para sempre. Somos eternos.

sábado, 17 de março de 2012

Tranquilidade

Primeiro, minha tranquilidade

Prefiro ficar tranquilo no meu canto enquanto ao meu lado chove um
monte de balas perdidas na guerra entre polícia e bandidos nas ruas do
Rio de Janeiro.
Ainda que os ventos soprem em contrário, manterei a calma interior e o
meu repouso espiritual.
Ainda que a violência se instale dentro de casa ou no meu condomínio,
ou no trabalho que exerço ou no dia a dia de meus afazeres, ações e
atividades, mesmo assim confiarei em Deus, acreditarei na sua Divina
Providência controlando os excessos da minha consciência e as
extravagâncias da minha liberdade.
Ainda que um temporal caia sobre a Cidade e a tempestade destrua tudo
e a todos, continuarei firme na minha fé mais forte que as
turbulências do meio-ambiente e superior aos furacões das noites
endiabradas sem a lua dourada para iluminar as quentes madrugadas.
Ainda que os contrários da vida, as doenças da mente e os distúrbios
da inteligência me incomodem ou atrapalhem minhas atitudes diárias e
noturnas, permanecei sólido nos meus princípios de bondade que eleva,
do bem que exalta e da paz que ameniza as tensões diversas e adversas
e as pressões diferentes e contrárias.
Ainda que o combate da realidade cotidiana insista em me amedrontar,
afligir ou desesperar, ficarei tranquilo como a rocha mais forte das
montanhas do Everest no Sul e Norte da Ásia.
Ainda que as chuvas arrasem as avenidas do meu bairro, ou o
aquecimento global invente as secas e as enchentes de cada dia, noite
e madrugada, estarei rezando descansado certo de que Deus é maior que
a violência da natureza e melhor que os transtornos do universo.
Ainda que minhas garotas me desprezem, ou minhas gatas insistam em me
levar para a cama, ou minhas paqueras desejem arduamente misturar sexo
com bebida, cachaça com guaraná, ou vinho com coca-cola, ainda assim
beijarei santamente minhas namoradas e as abraçarei como seu Príncipe
Encantado louco de amor por elas.
Ainda que os amigos se afastem de mim, ou meus colegas de trabalho
ignorem minhas advertências e minha aspiração por melhores salários e
condições de trabalho razoáveis, mesmo assim hei de continuar lutando
por minha estabilidade, segurança no trabalho e tranquilidade na
família.
Ainda que o mundo acabe, ou o sol não se acenda mais, ou a lua não
brilhe mais nas madrugadas da vida, hei de permanecer fixo na minha
tranquilidade certo de que Alguém gerencia o tempo e governa a
história dos humanos e terrestres.
Então, ficarei tranquilo, porque sei que Deus existe.

sábado, 10 de março de 2012

Geografia da Mulher

Geografia da Mulher
A Alma Feminina em seus detalhes

O que caracteriza hoje a mulher aqui e agora é a sua forte sexualidade e o seu desejo louco de chegar ao orgasmo, o prazer sexual.
Depois, a sua beleza natural, que mostra que não existem mulheres feias, pois todas são lindas diante de Deus e dos homens.
A seguir, a sua profunda sensibilidade, que a torna capaz de sentir as necessidades dos outros, os seus interesses mais fundos e as suas intencionalidades mais verdadeiras.
Após, o seu rico sentimento interior, que a faz possuir virtudes éticas bem consolidadas e uma espiritualidade de tamanhas dimensões que a transforma naturalmente em uma mulher de Deus.
Ainda, a sua força de trabalho e o seu poder de criatividade, razão de suas operações físicas e mentais bem fundamentadas e sentido de seus exercícios racionais, cordiais e experienciais bem estabilizados.
Também, a sua inteligência fecunda, criadora de idéias novas e diferentes e produtora de conhecimentos que fazem a diferença entre os seres da realidade e as coisas da experiência real cotidiana.
Outrossim, a sua educação moral onde sobressaem o respeito às pessoas ao seu lado e ao seu redor, e a responsabilidade em construir o bem e a paz que nos libertam e renovam, e nos abrem para a felicidade mais rica, mais completa e mais perfeita.
A sua maternidade, eis um dos caracteres mais importantes da mulher, possibilitadora da alegria do casal, da reprodução familiar e da continuidade da espécie humana.
O seu jeito de ser, o seu modo de viver e a sua maneira de fazer as coisas, eis o seu carisma privilegiado, que atrai o amor dos homens, que cativa os parceiros de cama e contagia os seus companheiros de vida e caminhada, além de propiciar a criação de colegas de trabalho que participam de sua intimidade e comungam com a sua natureza livre e feliz.
A sua solidariedade e capacidade fraterna de ajudar as pessoas em torno de si, a sua potencialidade viva de se relacionar bem com grupos e indivíduos, a sua alternativa predileta de interagir com quem lhe faz bem e é bom para ela, e a sua possibilidade de compartilhar com outros de sua confiança os seus interesses mais secretos, os seus sentimentos mais espertos, os seus valores mais sérios, autênticos e transparentes, as suas virtudes mais belas e bonitas, e as suas vivências e experiências de amor e sexo com outros, os seus machos de plantão e de rotina cotidiana, são mais alguns elementos de sua constituição feminina e de seu ambiente de relações e produções reais e atuais, temporais e históricas, locais e regionais, globais e universais.
A sua atividade produtiva capaz de resolver os mais diferentes problemas da realidade e de solucionar os mais diversos e até adversos questionamentos de sua vida íntima e de sua existência familiar, social e comunitária, também são propriedades que definem o seu universo cheio de opções naturais, de alternativas culturais e de possibilidades políticas, econômicas e sociais.
O seu aconselhamento psicológico e espiritual, que colabora com a boa saúde das pessoas e o bem-estar da humanidade.
Enfim, a sua atitude de equilíbrio em seus relacionamentos mais variados, o seu bom-senso comportamental, o controle de sua mente e de suas emoções e o domínio de si mesma, eis a mulher madura, responsável, direita e de respeito.
Sem falar é claro da mulher de fé que coloca Deus em primeiro lugar na sua vida de cada dia.
Eis portanto a geografia da mulher de nossos dias atuais, sempre romântica, sensível e sentimental, louca e apaixonada pelos homens, de desejos ardentes e amores quentes, a profissional de diferentes cargos e funções no mercado de trabalho, a vocacionada para o amor e o sexo, a bela pessoa humana que ela representa para toda a sociedade.

sábado, 3 de março de 2012

a Pedagogia das Diferenças

A Pedagogia das Diferenças

1. Sentido e Significado

O Processo educacional que visa a globalidade do conhecimento, a excelência ética e a riqueza de uma espiritualidade natural, nelas enxergando as diferenças entre os alunos e as alunas, sua criatividade humana e os dons, talentos e carismas de cada um, orientando-os pouco a pouco em sua vocação fundamental e seu lado profissional, de modo a fazer sobressair a interatividade entre eles, o debate em sala de aula, a pesquisa individual ou em grupo, a leitura silenciosa e o trabalho de redação e monografias, o compartilhamento de idéias e saberes, sentimentos e experiências, o planejamento escolar, o conteúdo rico da base curricular e a interdisciplinaridade, planos de aula e de curso bem feitos e quase perfeitos, enfatizando então a didática diferencial e detalhista, em que se respeite as diferenças entre os estudantes e se valorize os pontos de vista de todos e cada qual, sua visão da realidade e da sociedade, a interpretação da vida e dos seres e das coisas reais e cotidianas, fazendo-se assim a construção do bem pedagógico e da grandeza educacional, princípios de sustentação de uma vivência presente e futura de qualidade social e familiar, desconstrutora da violência na escola e da agressividade que ali possa reinar, geradora da paz na sociedade, da ordem social, hierárquica e institucional, de uma vida de equilíbrio, segura e tranquila, origem de pessoas de bem e bem formadas e bem fundamentadas moral e espiritualmente. Tal a fonte da Pedagogia das Diferenças para a qual todos e cada um dos Profissionais da Educação concorrem, desenvolvendo uma educação de qualidade sustentável onde as diferenças são o motor que faz movimentar uma educação rica de conteúdo cultural. Eis a novidade hoje da realidade escolar de nossos dias.

2. Um compromisso com a liberdade

Tendo em vista que a liberdade de um indivíduo, grupo ou comunidade é a condição para a sua felicidade, a atividade escolar então aqui e agora deve ser a construtora de escolhas bem feitas e quase perfeitas, de opções realizadas com sucesso e prosperidade, de alternativas buscadas a partir do bem que se deve fazer e da paz que se deve viver em sociedade, de possibilidades geradoras de saúde física e mental e bem-estar material e espiritual, e de tendências positivas no campo da política e das ideologias, da sociedade e suas ações culturais, da economia e suas tentativas de créditos e lucros financeiros, favores e benefícios de ordem capitalista e que são a base fundamental de uma experiência de tranquilidade, estabilidade humana e social e segurança existencial, trabalhando assim a comunidade estudantil e docente para que as fontes de uma aprendizagem livre e responsável sejam potencializadas e satisfeitas, suas diretrizes programáticas coincidam com uma vivência cotidiana em que a liberdade de ir e vir seja realçada, o trabalho técnico e profissional seja incentivado, as boas relações humanas e sociais sejam bem motivadas e cultivadas, e suas necessidades básicas e desejos, anseios e aspirações principais sejam levados à realização dentro das estruturas sociais das comunidades humanas. Assim, o colégio incentive a busca da liberdade, longe de prisões físicas e escravidões mentais, engajando todos e cada um na luta por defender a vida da consciência em sua trajetória de evolução na ordem da existência humana, produzindo nela conteúdos, programas, sentimentos e experiências que elevem a auto-estima dos alunos e alunas, carreguem positivamente o seu bom astral e energizem o seu entusiasmo jovem fortalecendo e fortificando suas iniciativas de criatividade e boa amizade no interior de suas famílias, convívios e comunidades. O bem que fizerem será motivo para expor a sua liberdade, construtora de felicidade. Nesse processo libertador, as diferenças se fazem presentes, definindo a dinâmica da liberdade e determinando o movimento em prol da felicidade mútua e da saúde e bem-estar recíprocos. Desta maneira se constrói a cultura da liberdade e a mentalidade do bem e da paz na escola e na sociedade.

3. Uma visão positiva e otimista da história

Para algumas pessoas, a vida é um processo evolutivo da consciência em busca de sua liberdade relativa, caminho esse feito com otimismo e alegria, percorrendo essa estrada positiva com o bem e a paz que devemos fazer e viver, transformando sempre para melhor nossas realidades cotidianas cujas sociedades progridem material e espiritualmente, seguindo as leis da natureza e a ordem do universo, um desígnio de Deus quem sabe cujo desenvolvimento é sustentado pelo desejo humano de crescer sempre construindo o que é bom e faz bem para o ser humano em geral. Essa alternativa otimista move a sociedade à procura de melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, para seus integrantes, o que faz da comunidade escolar a motora desse desenvolvimento, a interventora mais gabaritada para metamorfosear a dinâmica social e econômica, política e cultural, produzindo então os movimentos socio-culturais responsáveis pela introdução em nosso meio das inovações científicas e tecnológicas, das surpresas artísticas e filosóficas, e das originalidades morais e religiosas, interferidoras desse processo histórico, gerado com a sabedoria de um tempo onde impera a bondade das criaturas e suas identidades conformadas à convergência dos fatos e à concordância dos acontecimentos, refletindo assim a mobilização em vigor atualmente nas estruturas e sistemas de sociedade em que se cultiva primordialmente a auto-estima das pessoas e o bom astral que deve reinar nos grupos, indivíduos e comunidades que compõem e integram a vida e o trabalho dessas sociedades humanas, interessadas em seu progresso físico, mental e espiritual. Tal visão positiva da temporalidade mexe com a educação e seus currículos escolares, programas de ensino e aprendizagem, planejamentos de aula e de curso, e demais conteúdos pedagógicos, tornando seus agentes e educadores os pilares e fundamentos da mudança para melhor de nossas sociedades. Essa ótica positiva move as sociedades e seus processos educacionais.

4. Aprender com alegria

Constituindo diferenças dentro e fora de sala de aula, os estudantes aprendem melhor seus conteúdos de conhecimento, seus dados sobre a ética que devem desenvolver em sociedade e suas informações geradoras de uma espiritualidade natural firme e forte onde Deus tenha voz e vez na vida dos alunos e alunas, a fim de que sua formação cultural, psicológica e ideológica seja feita com alegria, de forma lúdica, conciliando e fazendo interagir então atividades artísticas e científicas, recreativas e esportivas, laboriais e de lazer, o que refletirá na realidade estudantil como incentivo à sua criatividade, ao desabrochar de seus talentos e carismas naturais, despertando sua vocação na vida cotidiana e seu lado técnico e profissional, condições para o aumento da auto-estima e elevação do astral, situações que farão personalizar a existência dos docentes e discentes e demais profissionais de educação, ressaltando ainda a fecunda produção de pontos de vista diferentes e contrários, de opiniões diversas e adversas, e de visões da realidade originais e interpretações da vida, do mundo e da sociedade profundamente autênticas, transparentes e verdadeiras. Tudo isso é condição para uma aprendizagem alegre e um ensino de qualidade, de conteúdos ricos em interdisciplinaridade, onde as matérias e disciplinas interagem umas com as outras e compartilham sua excelência de repertórios interculturais. É a Pedagogia da alegria que faz nascer uma educação qualitativa. Porque o mais importante de tudo é o bom conteúdo abstraido e a ótima cultura apreendida. O resto é consequência.

5. Sorrindo para a vida e o cotidiano

Trabalhar com as diferenças de alunos e alunas, sua criatividade natural, sua personalidade e caráter originais, sua vocação específica e profissão tendenciosa, seu lado técnico e ponto de vista pessoal, sua visão da realidade e interpretação própria dos seres e das coisas, sua auto-estima voluntária e bom astral, tem como consequência na vida escolar e da sociedade a vivência de uma cultura da liberdade e de uma mentalidade cujos valores morais e religiosos e princípios sociais, éticos e espirituais propiciam a coincidência com um espírito de felicidade, da qual participam estudantes e mestres, os demais profissionais da educação – diretores, coordenadores e inspetores – os funcionários da escola, as famílias dos discentes, a comunidade local e toda a sociedade em vias de usufruir os benefícios, créditos e favores de uma pedagogia voltada para as singularidades da personalidade estudantil e as particularidades de seu caráter, suas opiniões sobre a vida e o mundo, seu individualismo característico como também sua capacidade de inserção em atividades de grupo e convívio com sua comunidade de origem. Assim, buscar o diferencial na vida discente exige do professor caminhar à procura dos detalhes que qualificam alunos e alunas, enriquecem seu conteúdo cultural e os predispõem a uma experiência de virtudes elevadas, de bem com a vida e em paz com suas consciências. Deste modo, os estudantes personalizam o seu cotidiano, investem no seu jeito próprio de ser, viver e se comportar, engajam-se em sua maneira específica de lidar com as coisas, a família e o trabalho, a escola e a rua, construindo pois seu modo personalizado de enfrentar a vida, viver em sociedade e construir serviços, trabalhos e esforços por um mundo melhor para si e os seus. Tal o efeito positivo de uma pedagogia das diferenças em que os estudantes são conhecidos, ensinados e programados, avaliados e trabalhados segundo as expectativas de cada um a partir de que os docentes elaboram suas aulas presenciais ou virtuais enfocando a subjetividade de cada qual e sua natural disposição para interferir na vida social, política, econômica e cultural, e intervir em uma educação alegre quando se aprende brincando e jogando, sorrindo e se alegrando, com o otimismo de uma formação escolar cujas informações pedagógicas levam em conta a saúde estudantil e o bem-estar de toda a comunidade de ensino e aprendizagem. O Diferencial de cada um possibilita a visão global do mundo e da sociedade que todos devem possuir.

6. Em busca de uma vida saudável e agradável

Ao enfatizarmos a cultura da diferença na vida do estudante descobrindo-lhe seus talentos e carismas, revelando sua capacidade de interferir na realidade social com seus pontos de vista personalizados e suas opiniões diversificadas, usando sua criatividade para intervir nos destinos políticos e econômicos de sua sociedade, estamos na verdade oferecendo aos alunos e alunas uma oportunidade para adquirirem uma visão global do cotidiano, entendendo o todo a partir de suas partes, compreendendo a totalidade por meio de suas singularidades e particularidades, obtendo a identidade de um acontecimento de acordo com as diferenças que o torna possível, enriquecendo assim a mentalidade estudantil com um repertório de saberes e idéias, conhecimentos e práticas, sentimentos e experiências que transformarão sua vida escolar em conteúdo de qualidade excelente, para o qual contribuem a profundidade da rede interdisciplinar, os programas e matérias curriculares, o material escolar feito com planejamento e boa gestão, além de dar aos mestres e mestras a condição de também realizarem em suas existências docentes “vivências diferenciais”, fundamentos de uma interpretação do tempo e da história de forma globalizada e integrada com suas identidades singulares. Deste modo, se produz uma vida estudantil saudável e agradável onde todos ganham com a cultura da diferença sendo mentalizada e praticada por todos e cada um. Vence a globalização das coisas.

7. Ser bom e fazer o bem

A Escola Diferencial anseia por fazer a diferença dentro da realidade cotidiana preferindo aquilo que ninguém mais faz, optando por práticas virtuosas pedagógicas onde uma visão positiva da história substitui a interpretação negativa das coisas e fenômenos do dia a dia, o otimismo comportamental ocupa o lugar do pessimismo das pessoas e a alegria de viver, estudar e trabalhar toma o tempo da tristeza do convívio social, apelando para forças espirituais e energias psicológicas que exaltem a bondade que eleva e anima, a concórdia que entusiasma e a convergência de opiniões que incentivam a solidariedade e a colaboração recíproca entre grupos, indivíduos e comunidades. Tais exemplos de realidades positivas e otimistas fazem a diferença na vida dos estudantes, e os ajuda a sentir e agir de modo a que a saúde social e familiar se transforme em bem-estar para todos os que vivem e convivem em sociedade neste mundo em que vivemos, onde a diferença é o bem que fazemos e a capacidade de ser bom e viver em paz já que o comum é a maldade de indivíduos e a violência das ruas, a confusão das consciências e a irracionalidade das inteligências, o que exige de nós o preparo adequado para metamorfosear nossas relações humanas e fazer desabrochar nas comunidades em que estamos inseridos contextos de bondade – que não se pratica mais – culturas de paz e tranquilidade – pois o comum é a agressão entre as pessoas e o desejo de briga e conflito - e mentalidades engajadas e comprometidas responsavelmente com uma espiritualidade natural onde a virtude são os bons conhecimentos obtidos e as ótimas idéias adquiridas, a riqueza de produção de conteúdos culturais de excelência ética e a grandeza de comportamentos em que se priorize a justiça social, a qualidade de vida e a luta por dignidade de uma consciência elevada e em paz consigo mesma. Esse diferencial faz parte da filosofia da Escola das Diferenças.

8. Construir e não destruir

Outro aspecto que torna a Pedagogia diferencial é a sua possibilidade de ser construtiva – e se recusar a destruir o saber e as pessoas, se comprometer com a violência escolar e com a agressividade de todos os envolvidos no processo educacional, buscando então a evolução da consciência, de seus princípios, normas e valores orientadores da boa prática pedagógica, o progresso da liberdade e seus fatores de crescimento individual e em grupo como a criatividade de alunos e alunas, sua auto-estima elevada, a geração de pontos de vista pessoais, a criação de talentos e carismas postos em comum, e quaisquer artifícios e estratégias que propiciem a ótima aprendizagem e um ensino de qualidade para todos os estudantes. Deste modo estaremos construindo uma sociedade de bem com a vida e em paz com sua consciência, saudável e agradável, justa e fraterna, pacífica e ordeira, solidária e colaborativa, interativa e cooperadora para o surgimento de saúde social efetiva e bem-estar coletivo, de cujas abordagens todos podem usufruir com respeito mútuo e responsabilidade recíproca. É a Pedagogia procurando na metodologia das diferenças um caminho alternativo de progresso ideológico, psicológico e espiritual cujos frutos e favores beneficiarão toda a sociedade. Constrói-se pois desta maneira uma vida de plenitude cuja abundância é a boa educação desenvolvida e a pedagogia trabalhada com cordialidade e racionalidade, equilíbrio e bom-senso. Faz-se um trabalho pedagógico construidor de pessoas direitas e de respeito, base do diálogo e do ótimo convívio social.

9. Fugir da violência e da agressividade

Uma Escola Diferencial precisa fazer diferente do comum do cotidiano, praticar o bem e a bondade, fugir de atitudes violentas e ações agressivas, concordar com as coisas boas e convergir com práticas virtuosas, escolher a liberdade com responsabilidade e o direito com respeito como condições de uma vida saudável e agradável, onde o bem-estar seja para todos e cada um, cada qual contribua com suas aptidões e talentos, dons e carismas, para um presente e futuro de tranquilidade social, estabilidade política, otimismo financeiro e equilíbrio cultural e ambiental, tornando assim a existência humana harmõnica com a natureza e em sintonia com o universo, abrindo então um tempo e espaço para o Criador, Autor da Vida, comungar com suas criaturas e participar ativamente de suas decisões, intervenções nas sociedades e interferências no comportamento cotidiano das pessoas. Esse diferencial positivo é uma das qualidades e virtudes da Escola das Diferenças, renovada pelo bem que abraça e liberta da agressão e das turbulências de uma cultura real que ainda se sujeita a uma mentalidade violenta em que balas perdidas percorrem as ruas cheias de cidadãos e cidadãs, as contradições culturais determinam doenças e mal-estar, e as adversidades entre si geram turbulências morais e religiosas, sociais e de toda espécie. Assim, a Pedagogia das Diferenças quer contribuir para um mundo melhor, de justiça social e transparência ética e espiritual. Ignorando a violência, ela passa a trabalhar na construção de uma humanidade feliz onde a liberdade é o fundamento dessa felicidade. Liberdade responsável.

10. Longe da prisão ideológica

Trabalhar com as diferenças na escola junto aos alunos e alunas é procurar incentivar a sua criatividade em sala de aula, desenvolver talentos e carismas quando se realiza feiras de ciência e tecnologia, eventos de arte e espetáculos de música, atividades de esporte, arte e lazer, formar e informar os estudantes sobre a tarefa de construir seu próprio ponto de vista pessoal, nos debates e trabalhos de grupo desabrochar a visão de cada um sobre a vida e a realidade, sua interpretação dos acontecimentos do cotidiano, animar sua auto-estima e elevar o seu astral, evoluindo para a geração de uma consciência em que a liberdade é buscada com responsabilidade, o respeito se une à prática de uma vida direita, se faz o bem e é bom, fugindo de ideologias que escravizam e aprisionam, ignorando a violência em seu entorno nas ruas, no trabalho e na família, produzindo sim uma existência diferente, onde a bondade das pessoas é dada como o mais importante na realidade, se cresce na concórdia e na crítica construtiva, se concorda ou discorda quando é preciso, fazendo da consciência crítica e dialética um estado de vida construtor de outras possibilidades, novas alternativas de vida e diferentes oportunidades de negócio e realização de ações geradoras de bem-estar social e familiar e saúde coletiva e individual. Assim se progride para a produção de uma sociedade de bem com a vida e em paz com sua consciência. Deste modo, se supera doenças sociais e turbulências físicas e mentais; transcende-se distúrbios de comunidades violentas e se ultrapassa as fronteiras de uma cultura ignorante e de uma mentalidade agressiva que só faz atrasar o progresso da humanidade. Desta maneira, a Escola das Diferenças cria um mundo novo, saudável e agradável, onde a liberdade condiciona a verdadeira felicidade.

11. Fora da escravidão psicológica

Buscar uma mente sadia onde os fenômenos da consciência, seus princípios e valores contribuem para uma boa orientação na vida, igualmente é o desejo de uma filosofia educacional que visa diferenciar o cotidiano, nele inserindo uma ética positiva e otimista e uma espiritualidade natural que leve em conta a justiça social, a liberdade com responsabilidade e o direito com respeito. Assim construimos uma sociedade de auto estima elevada, de compromisso com o bem-estar das pessoas e com uma saúde social e familiar em que sobressaem o ponto de vista das pessoas, que deste modo transformam em realidade o sonho de uma sociedade fraterna e solidária, ordeira e pacífica, de bem com a vida e em paz com sua consciência. Gera-se pois desta maneira uma Escola Diferencial que procura alimentar em todos os envolvidos com o processo pedagógico um ensino e uma aprendizagem onde a qualidade de conteúdo das matérias e disciplinas edifica um saber que dá importância ao bem que devemos fazer e à paz que devemos viver socialmente, estrada essa que faz a diferença no convívio das pessoas acostumadas a um ritmo de realidade violento, turbulento e agressivo. É a Escola das Diferenças trabalhando para um presente e futuro de qualidade de vida para todos os que constituem e integram a sociedade. A Diferença é a sua pedagogia da liberdade que constrói coisas boas para o bem e felicidade de todos e cada um. Um ensino diferencial.

12. Respeitar as diferenças

Uma Pedagogia inovadora sabe primeiramente ser diferente e respeitar as diferenças, os detalhes, as particularidades, os pontos de vista diversos e adversos, a criatividade de cada um, o caráter de uma pessoa e sua personalidade equilibrada, o bom-senso das coisas, a estrutura racional que todos carregam, as singularidades como identidade, endereço, família, trabalho, documentos, atividades de cada dia, opções de vida, alternativas de emprego, escolaridade, profissão, seu lado vocacional, os talentos e carismas, enfim, cria as condições indispensáveis para que a liberdade caminhe com respeito mútuo e responsabilidade recíproca, se desenvolvam a solidariedade e a fraternidade, o coleguismo, a participação e a comunhão de idéias, princípios e valores, a colaboração social e familiar, a cooperação da sociedade e de comunidades na evolução da consciência escolar, no progresso de seus alunos e alunas, no crescimento real, virtual e atual, no desenvolvimento de ações individuais e coletivas que produzam a integração escola-comunidade, educação-sociedade, ensino-aprendizagem, de tal maneira que as diferenças sejam reverenciadas e contribuam para o bem-estar dos estudantes e a saúde dos profissionais de educação e todo o sistema de ensino, de currículos renovados, de avaliações corretas, de planejamentos sustentáveis, de uma didática criativa e integralizadora onde todos e cada um cresçam estudando, possam emergir de uma vida complicada para uma existência simples e saudável, bonita e agradável, a partir de que todos gostem de viver e ser felizes, existir com qualidade de conteúdo moral, social e cultural, os conhecimentos sejam apreendidos com solicitude e assiduidade, a ética seja abstraida com bom desempenho escolar e se construa uma firme e forte espiritualidade natural em que os estudantes aprendam a gostar de Deus, das coisas sagradas, da vida eterna, imortal e infinita, dos valores absolutos e necessários, e dos princípios que condicionem uma boa orientação para a realidade cotidiana. Esses são os frutos, efeitos e consequências de um verdadeiro respeito pelas diferenças dos estudantes que deve atingir os professores, funcionários e demais profissionais que realizam o binômio escola-comunidade. Assim se constrói uma Pedagogia da liberdade onde ser diferente é uma necessidade e o respeito pelas diferenças o princípio da justiça e da felicidade comum. Tal a proposta de uma Pedagogia da liberdade em que as diferenças são exaltadas gerando a unidade da sociedade e a comunhão quase perfeita entre grupos e pessoas. Porque somos diferentes. A Diferença nos marca, é o nosso registro no tempo e na história. Somos a Diferença.

13. Fazer boas escolhas

Ao se buscar uma Pedagogia que respeite e valorize as diferenças entre alunos e alunas, os detalhes de seus pontos de vista pessoais, seu mundo próprio de criatividades e construção de visões do mundo e da realidade peculiares a si mesmos, se anseia por propiciar aos estudantes um contexto de vida e de oportunidades em que possam fazer suas opções de vida e trabalho, suas escolhas de uma liberdade respeitosa e responsável, suas alternativas de produção de uma saúde e bem-estar coletivo e individual, visando assim possibilitar um universo de viabilidades a partir de que os discentes auxiliados por seus mestres gerem um ambiente a sua volta de potencialidades construtoras do bem e da paz e desconstrutoras da violência escolar e da agressividade interestudantil, priorizando-se então valores como a interatividade e o compartilhamento de programas e conteúdos interdisciplinares, e princípios como a fraternidade e a solidariedade, o coleguismo e o espírito de equpe, a colaboração e a cooperação recíprocas, razões de uma experiência pedagógica de sucesso e de prosperidade para o presente e futuro educacional. Assim se define uma Educação Diferencial onde se privilegia o otimismo estudantil e a alegria escolar, o equilíbrio do magistério e o bom-senso dos profissionais de educação e o bom juizo dos estudantes. É uma Pedagogia que dá valor ao respeito entre as pessoas e à responsabilidade mútua que deve existir na construção do processo educacional. Quem ganha com isso certamente é a sociedade em seu entorno e a humanidade a curto, médio e longo prazos. É uma Educação Sustentável.

14. Escolher o bem

Buscar valores baseados no bem e nas virtudes, desenvolver princípios como a auto-estima pessoal, a criatividade, o respeito e a responsabilidade, o ponto de vista próprio, a visão da realidade personalizada, cultivar o bom caráter, abstrair conteúdos e disciplinas interessantes, apreender atividades saudáveis e agradáveis, realizar ações interativas e compartilhadas, ser solidário e progredir na fraternidade, procurar a paz e a tranquilidade, evoluir no caminho da bondade, da concórdia e da convergência, enfim, crescer fazendo opções de acordo com sua natureza vocacional e profissional, eis a proposta de uma Pedagogia fundamentada nas diferenças, detalhes e particularidades dos estudantes, tornando-os capazes de abraçar sua cidadania na sociedade e seu anseio por uma vida de saúde física e mental e bem-estar material e espiritual, transformando assim as matérias e disciplinas das escolas, seus currículo e planos de aula e de curso em estrada para o aperfeiçoamento de sua dignidade humana, qualidade de vida e luta por melhores condições de trabalho em seu meio urbano e rural. Feito isso, se possibilitará a construção de comunidades sem violência, progressivas e de bem com a vida, em paz consigo mesmas e voltadas para a emegência social e cultural, a emancipação ética, política e espiritual, o desenvolvimento econômico e financeiro sustentáveis, respeitando-se uns aos outros, venerando a realidade ambiental, a boa sintonia com o universo e a ótima harmonia com a natureza. Crescerão assim todos e cada um no caminho do bem e da paz. Tal o objetivo final da Pedagogia educadora das diferenças de alunos e alunas.

15. Viver em paz

A Diferença é a marca registrada dessa Nova Pedagogia que busca o respeito aos alunos e alunas, a valorização de seus pontos de vista pessoais, o cultivo da auto-estima e a procura por uma vivência de qualidade e dignidade humana dentro e fora da escola, fazendo da liberdade a fonte da verdadeira felicidade. Cria-se pois deste modo uma educação para o bem do estudante e de todos os Profissionais do ensino, construindo-se então saúde e bem-estar para todos, a justiça social, o direito de ser direito, e uma vida onde a transparência das virtudes éticas e espirituais é a verdade autêntica do ser, pensar e existir. Produz-se então uma educação que ignora o bullyng, a violência interescolar e a agressividade entre os agentes pedagógicos. Procura-se uma Pedagogia de qualidade de currículos criativos, planejamentos interativos e didáticas bem construidas com avaliações que tendem a quase perfeita correção do processo de ensino e aprendizagem. Sim, estamos construindo a Nova Escola – o ensino do presente e futuro – com mais dignidade entre seus membros, os direitos de todos respeitados ao mesmo tempo que cada qual cumpre com suas obrigações, compromissos e responsabilidades. É a Escola do Bem cujo fruto é a paz.

16. Procurar a tranquilidade e o repouso

Se queremos o diferencial de uma vida nova em sociedade, então abracemos o repouso do corpo e da alma, e a tranquilidade do espírito, vivendo segundo as diferenças que nos fazem ignorar a violência a nossa volta e uma experiência de agressividade, quando muitos se afligem e se vêem transtornados com doenças, moléstias e enfermidades, carregados de distúrbios de ordem mental, física e emocional, moral e espiritual, social e cultural, política e econômica, sofrendo os efeitos de uma cultura social incômoda e maléfica que nos faz abdicar de nossos princípios de bem e de paz e nos deixar levar por valores de discórdia entre grupos e divergência entre pessoas e indivíduos. Buscar uma mentalidade baseada nas diferenças que nos fazem bem significa nos engajarmos no compromisso respeitoso e responsável pelo bem de nossas comunidades locais e regionais, concebidas a partir da Pedagogia das Diferenças que torna a Escola e a Universidade como ferramentas da boa aprendizagem e instrumentos de um ensino de qualidade de conteúdo excelente, solução para os nossos problemas sociais, dificuldades financeiras e conflitos de família, de rua e de trabalho. Tal a Educação Diferencial de nossos dias atuais.

17. Fazendo a diferença na sociedade

17.a. Viva a Diferença!

Se o seu dia a dia vai mal, então semeie o bem e seja bom com as pessoas.
Seja diferente!
Se no seu local de trabalho ou no seu ambiente de família, todos lhe são adversos ou contrariam você, ou discordam da sua maneira de viver e se comportar, então crie as condições necessárias para que a paz e a concórdia reinem ao seu lado e em torno de você.
Seja diferente!
Diante da tristeza e da angústia, seja alegre e contente.
Seja diferente!
Perante a maldade e a violência cotidianas, ilumine e fortaleça os outros.
Seja diferente!
Se o clima está pesado com a doença e a enfermidade em sua volta, então sorria para as pessoas, anime os desanimados, motive os deprimidos, incentive os aflitos e perturbados, console os desesperados e se aproxime de quem está aparentemente infeliz.
Seja diferente!
Se na sua frente só há destruição e tragédia, briga e confusão, então gere amor e amizade, construa o direito e a justiça, pratique o respeito e a responsabilidade, produza o equilíbrio, o juízo e o bom-senso.
Seja diferente!
Na falta de fé, acredite em Deus.
Na dúvida e incerteza, confie no Senhor.
Na insegurança e instabilidade, seja firme fazendo o bem e seja forte construindo a paz.
Seja diferente!
Se o mal-estar invade a sua alma e a sua casa, tenha calma e espalhe a tranqüilidade, gere um ambiente seguro e confiante em si e em seu círculo de amigos.
Seja diferente!
Construa ao invés de destruir.
Em meio à divisão entre grupos e indivíduos, seja amigo e generoso, fraterno e solidário.
Se o orgulho e o egoísmo prevalecem, prefira a o amor e a humildade.
Se os complicados confundem, use a simplicidade para iluminar e a inteligência para fazer a diferença entre as coisas.
Seja diferente!
Seja luz onde existe a escuridão.
Seja alegria onde invadir a tristeza.
Seja entusiasmo onde houver a fraqueza.
Seja corajoso onde insistir a covardia.
Seja amor e vida onde imperam o ódio e a morte.
Seja bom quando fazem o mal.
Gere bem diante dos seus contrários e adversários.
Faça o jogo do bem diante do mal.
Utilize a malandragem do bem nessa hora.
Seja diferente!
Você não é obrigado a ser feio e ruim, por isso escolha ser bom e bonito.
Troque o seu pessimismo pelo otimismo de quem está de bem com a vida, e o seu negativismo pelo pensamento positivo de quem curte com prazer e alegria as boas coisas que a vida tem.
Eleve a sua auto-estima e elimine o seu baixo-astral.
Seja diferente!
Seja amigo da verdade e inimigo da mentira.
Procure a liberdade onde só há escravidão.
Busque a felicidade sempre e a guerra jamais.
Construa saúde perante a doença que lhe ameaça.
Arrisque no bem que você constrói e na paz que você vive, quando os conflitos forem fabricados e as contradições forem industrializadas.
Que Deus o ajude quando a maldade lhe perseguir e a violência desejar estragar a sua vida.
Deus existe.
Mas o mal também.
Seja diferente!

17.b. Faça a diferença hoje

Neste dia que amanhece, não queira ser o comum do dia a dia.
Não viva a rotina diária e noturna.
Não seja igual aos outros.
Mas seja diferente.
Faça a diferença na sua vida hoje.
Enquanto quase todos estão tristes e deprimidos, abatidos e
cabisbaixos, seja você alegre e contente, esteja de bom-humor ainda
que os contrários da vida insistam em derrubar você.
Enquanto quase todos estão negativos e pessimistas, faça você a
diferença vivendo aqui e agora de maneira positiva e otimista mesmo
que muitos digam "não".
Enquanto a maioria vive de violência e é agressiva, você
diferentemente faça o bem e seja bom com todos e cada um, até com seus
adversários.
Enquanto várias pessoas teimam em ser más e ruins, você faça diferente
e abrace o sorriso no rosto e beije a vida fazendo da liberdade a
fonte da felicidade.
Enquanto alguns preferem a discórdia de opiniões e a divergência nos
relacionamentos, procure você convergir quando possível e concordar
sempre que achar necessário.
Enquanto vários passem o cotidiano destruindo a vida dos outros, você
ao contrário não faça isso, todavia sempre construa a bondade que
edifica e a paz e a tranquilidade mais fortes que as más intenções da
consciência e as grandes confusões da inteligência.
Seja racional e cordial, enquanto outros se satisfaçam com a
irracionalidade dos pensamentos ou a frieza e a geladeira das
atitudes.
Seja um fogão sempre aceso ainda que o inverno chegue mais cedo ou as
pedras de gelo da realidade anseiem por estragar seu entusiasmo e
animação diante da existência.
Seja diferente na rua, na família e no trabalho.
Quem sabe assim você erga os angustiados, ou levante os aflitos e
medrosos ou anida anime e incentive os desesperados e com pânico
perante as coisas e os acontecimentos.
Quem sabe você ganha mais um para Deus.
Quem sabe você salve uma vida.
Quem sabe você assim liberta alguém da prisão ou da escravidão.
Seja diferente.
Faça hoje a diferença na sua vida.
Vale a pena ser um diferencial quando o importante é fazer alguém feliz.
Felicidade hoje é fazer a diferença.
Seja diferente.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Ser e o Vazio 1

O Ser e o Vazio

1

Ouvir a voz do tempo

A Existência humana e sua realidade cotidiana nos apresentam os conteúdos do ser natural e universal, e os detalhes de sua essência globalizadora e as diferenças de sua substância totalizante.
À margem desses conteúdos pensantes, discernentes e cognoscentes está o vazio da vida indefinida e o nada dos ambientes indeterminados.
No vazio do ser, a irrealidade de um viver sem sentido e a irracionalidade de um existir sem razões suficientes para se constituir, se propagar, se consolidar e se estabilizar.
Ali, o nada é a presença, o vazio é a essência, o silêncio é a transparência, a ausência é a consciência, a falta é o todo, o abismo é o mais fundo da realidade e o mais profundo da eternidade.
Sim, entre as fronteiras do ser e suas manifestações simbólicas e imaginárias, eidéticas e eustáticas, intencionais e insofismáticas, vivenciais e experienciais, e os limites do nada que nada para o mergulho no oceano das coisas vazias e dos seres faltantes, das instâncias silenciosas e das aparências ausentes, se encontram as relações entre as pessoas, as suas conexões internas e externas, a sua interatividade com a realidade, o tempo e a história, o seu compartilhamento de tudo o que é bom e faz bem à vida humana, à natureza criada e ao universo gerado, a cooperação mútua entre grupos e indivíduos que comungam das mesmas idéias e conhecimentos e participam dos mesmos interesses em jogo, a colaboração recíproca entre comunidades distantes e sociedades locais, regionais e globais, o intercâmbio de atividades conscientes e de exercícios reais e racionais, temporais e históricos.
A Realidade da experiência cotidiana nos oferece essa possibilidade de vida e essa alternativa de trabalho: ser mediadores entre o ser e o vazio, intérpretes das concordâncias ou não entre a essência e o nada, visualizadores das discórdias ou não entre a substância vivente e o vácuo sem alma.
Somos pois na vida intercessores junto a Deus, realizando e construindo o ser, o pensar e o existir, e ignorando e destruindo os antagonismos da existência, as antinomias da humanidade, as contradições da vida, as adversidades da realidade e as contrariedades da consciência, da experiência e da existência, identificados com a cultura do mal, da morte e da violência e com uma mentalidade que despreza a saúde das pessoas e o bem-estar pessoal e social.
Nessas relações de vida, que fazem a conexão entre o ser e o vazio, se acha a energia vital, a dinâmica do mundo, o movimento da natureza e o processo de vida móvel do universo.
Somos relações vivas.
Vivemos em situações intercambiantes.
Existimos a partir de interatividades que se completam e em função de compartilhamentos que se enriquecem e aperfeiçoam na ajuda de uns aos outros.
Somos operações interdependentes.
Tal verdade real nos afasta de uma vida sem sentido.
Então, o vazio foge de nós e o ser se enche de conteúdo humano e natural.
Até as pedras se integram dentro dessa realidade interativa.
Tornam-se pedras vivas.
Ajudam na construção do edifício do bem e da paz, o principal conteúdo do ser.
Somos essas pedras vivas, produzindo no seio das sociedades humanas a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos.
É como se Deus viesse habitar no meio de nós.
Ele, o Ser sem vazio.

2

O Silêncio da Madrugada

Às vezes calar é melhor do que o ruído das palavras e o barulho das letras, pois temos necessidade de ordem interior, de disciplina mental e emocional, e de organização nos pensamentos e conhecimentos, e nada melhor do que uma vida de silêncio dentro de uma madrugada de obscuridades, de noite sem muitas estrelas, de trevas que fecundam a possibilidade de um amanhecer cheio de luz quando o sol chega para carregar de vida nossos nadas existenciais e nossos vazios espirituais. Então, silenciamos. E a madrugada faz-nos descobrir momentos luminosos que brilham diante da escuridão, gritando o farol de uma música celeste que chega para desvelar nossas noites sem chão nem teto, sem portas nem janelas, mas cujos princípios respeitam a grandeza de uma natureza iluminada por valores permanentes, absolutos e necessários, condições de um viver com sentido e de uma experiência que tenha significado profundo e verdadeiro para todos e cada um de nós. Ora, precisamos desses instantes esvaziantes que nos fazem sentir a falta da luz, que no vazio se transforma no melhor de uma vida transparente cuja razão de ser tem como alternativa um vazio de sentido autêntico pleno da verdade de nosso ser, pensar e existir. Sim, necessitamos do vazio ainda que o ser trabalhe com a plenitude das experiências reais e metafísicas e sua lógica permita a abundância de uma lógica onde os fenômenos ontológicos brilham a necessidade de se buscar preencher esses vazios físicos e sentimentais, materiais e espirituais, a fim de que nossas vivências temporais e históricas atinjam a riqueza de conteúdos onde o absoluto ocupa o tempo e o lugar de nossas faltas lingüísticas e faz-nos penetrar na essência da realidade de significado revelador de um ser e existência que se completam a partir dos vazios temporais de alternativas de possibilidade que nos fazem encontrar o sentido da vida. Nessas horas, até Deus tem um lugar, uma voz e uma vez em nossa interioridade. Somos vazios para a plenitude, nadas que se carregam da abundância do ser. Vivemos nessa dialética lógica e ontológica: a possibilidade de nossas vazios serem preenchidos pela totalidade e universalidade do ser e seus vazios potencializadores das possíveis belezas de uma vida interior de opções de qualidade, de conteúdo rico em substâncias ontológicas. Somos Ontologias perambulantes, que não ignoram seus vazios possibilitadores da abundância de uma experiência carregada de plenitude. De fato, precisamos do silêncio e de uma madrugada de vazios.

3

A Vida em Metamorfose

A Tradição filosófica e a metafísica ocidental, os parâmetros lógicos da Ontologia clássica e o modo de tratamento das categorias do pensar e agir, sentir e existir, defenderam um “além da física” estável e absoluto, eterno e necessário, constante e permanente, olhando pois o vazio da alma de forma tranqüila e segura. Todavia, os efeitos da globalização real e atual e as atividades e relações de interdependência entre povos e nações, comunidades locais e regionais, e sociedades abertas, nos revelam que o vazio do espírito convive com as diferenças da realidade e as mudanças e novidades do cotidiano, participando portanto de um mundo de metamorfose constante onde as ações humanas se dispõem ao lado de um universo de polivalências naturais e históricas, e de uma natureza de multifuncionalidades e culturas transitórias, céticas e relativistas, indeterministas e individualistas, ateístas e niilistas, refletindo por conseguinte uma realidade em transformação para melhor é claro, mas que suporta as contingências e efemeridades do tempo, as medidas provisórias da história, as instabilidades das pessoas, e a maneira insustentável de viver e se comportar de grupos e indivíduos variados, diversificados de região por região, obedecendo às definições da consciência e às indeterminações de uma racionalidade bastante vacilante, inconstante e sem chão, característica de uma modernidade tremendamente descartável. Tal ambiente de mentalidades obscuras e de culturas da instabilidade revigoram e nos fazem mergulhar no vazio da existência pois então vivemos a ansiedade por plenitude do ser e de uma vida de abundância no corpo e na alma, na matéria e no espírito. Assim caminhamos no nada espiritual e no vazio de uma existência cercada de transitoriedades e atitudes descartáveis, um universo de realidades contraditórias, de éticas inseguras e espiritualidades fracas, débeis e frágeis. Nesse intervalo de comportamentos instáveis e insustentáveis surge o vazio de uma vida sem fundamentos porém que busca por princípios e valores capazes de bem orientá-la para a existência. É um campo de vida onde as alternativas são obscuras, as oportunidades viáveis e as possibilidades ameaçadas por um contexto de neutralidade que anseia por sufocar os apelos da consciência humana por liberdade em todas as áreas da vivência de todos os dias, noites e madrugadas. Assim se impõe uma vida de vazio à procura de plenitude ontológica e abundância temporal e histórica. Abre-se então pois um mundo de novas e diferentes possibilidades.

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O Nada existe

Hoje de tarde, depois do almoço, seitei-me no sofá da sala de estar do meu apartamento para descansar um pouco e refletir sobre a vida e o trabalho, as pessoas e a sociedade, o movimento das ruas, a confusão dos supermercados e shoppings do bairro, a violência de bandidos e policiais em choque, as balas perdidas voando nas praças e avenidas da Cidade, o silêncio e a natureza dos campos, as boas relações entre as pessoas, minhas paqueras de sempre, minhas namoradas de plantão, o cotidiano carregado de problemas, conflitos e dificuldades, sonhos e realidade, desejos e necessidades, o tempo e a história, e o além na eternidade. Então fiz silêncio, Do meu lado, ouvi passarinhos cantando, os vizinhos brigando, o som das caixas dágua se movimentando, os gritos de crianças brincando e o bate-papo alegre e sábio de velhinhos e aposentados conversando como se estivessem de bem com a vida e em paz com as pessoas em seu entorno. Observei que no fundo do pensamento, na calma da alma e na tranquilidade do espírito, algo insistia em falar, mas que não era ouvido nem percebido, e apesar de ser ignorado tinha voz e queria vez nos ouvidos dos homens e nos olhares românticos das mulheres. Não sei o que era. Era alguma coisa que não conseguia identificar, contudo tinha vida, parecia desejar insistir em viver, existir e se manifestar a alguém. Gritava mas não escutava. Dizia algo mas acho que não dava para ouvir direito suas palavras e mensagem. Foi então que subitamente descobri que não era nada. Ou que era simplesmente o vazio das profundidades do ser e o nada das essências da realidade. Estava dentro do cotidiano, entretanto sua voz conseguia estar apagada, eram negros seus dizeres, ficavam mortas as suas palavras. Quem sabe um cemitério andante investido de velórios constantes e enterros permanentes. Mas não era nada. Sim, o nada existia. Seu manifesto se fez silêncio. No silêncio, acordei para aquela realidade. O Nada existe e é real.

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Hoje, esvaziei-me

Em casa, quando o silêncio tomou conta de mim, ignorei meus instantes na rua ou minha presença junto à família ou minha insistência no trabalho, e ausentei-me de mim mesmo, me esqueci do meu eu, e então ouvi lá fora o barulho dos carros gritando ruídos sem cessar, os passarinhos cantando uma linda melodia de entardecer, as pessoas e os vizinhos conversando como se estivessem em um botequim, as bombas de água do edifício onde moro soltando sons elevados como o rugir dos leões em plena floresta da África Setentrional. Eram 4 horas da tarde. Sentia-me oco por dentro e por fora. O Nada mergulhou em mim de um tal modo que minha consciência parecia não ter fenômenos mentais, meu pensamento estava sem idéias, meus conhecimentos desapareceram simplesmente, e olhei-me e me vi nu dentro do meu quarto de dormir. E olhava para as paredes tentando encontrar uma saída para aquele vazio profundo onde o silêncio vociferava alto e o nada insistia em se apossar de mim. Ali, encontrava-me dentro do oceano de uma existência carente, sem sentido algum, angustiada e triste, sem razões aparentes para se constituir em realidade cotidiana. Não havia significado para aquele momento. Via-me burro. Não entendia nada. As paredes talvez quisessem me falar alguma coisa. Então, pensei em Alguém Superior que pudesse me ajudar a sair daquela situação de crise espiritual, antes que o medo da vida se achegasse a mim, ou a aflição e o desespero se atirassem perante o meu corpo cansado, a minha alma fadigada e a minha mente esgotada de tanto tentar saber o que então estava acontecendo comigo. Estava nu espiritualmente. Surpreendentemente, uma luz interior sacudiu o meu espírito e acordei do meu sono metafísico. Novamente, brilhava a minha inteligência. E foi assim que fugi daquela prisão interna e deixei a escravidão da minha alma. Era Alguém que tocava o meu ser, movia o meu pensamento em lágrimas, e transformava para melhor aquelas circunstâncias indefinidas de realidades indeterminadas. Sai da confusão mental e emocional e outra vez voltei ao meu ego, agora controlador do meu íntimo e dominador das minhas experiências de dentro e de fora. E ao anoitecer lembrei-me de Deus, e em paz adormeceu a minha vida. No vazio, Alguém apareceu. Não sei o seu nome. Mas posso chamá-Lo de luz. Ele iluminou-me naqueles minutos e segundos de terror. O Terror da alma.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sofística 4

S o f í s t i c a
A A r t e d e F i l o s o f a r

P r e l i m i n a r e s

Tendo como pano de fundo os Professores Protágoras, Górgias e Isócrates, Mestres Sofistas, os primeiros a desenvolver a Sofística nas regiões gregas da Antiguidade, séculos IV e V a.C., buscaremos aqui mostrar e demonstrar como se faz Filosofia, como fundamentar pontos de vista e pensamentos importantes, articular idéias novas e conhecimentos diferentes, sempre apresentando o modo filosófico de construir teorias, palavras e ideologias, a partir do Modelo Sofista, cujo conteúdo servirá de paradigma para a "A Arte de Filosofar". Assim de acordo com o exemplo da Sofística, conjunto de ideologias financiadas por capital, bancadas por reis, governadores e presidentes, de definições incertas e duvidosas, de princípios sem base científica, desvirtuadores do povo e alienadores da realidade, indeterministas até certo ponto e niilistas até demais. Deste modo, mostraremos aqui como se constrói o Filosofar tendo como raizes a Sofística, sua importância no dia a dia, e como é capaz de se tornar a base fundamental de teorias de toda espécie, ideologias diversas e pensamentos variados, que vão interferir nos destinos da sociedade, nos caminhos de comunidades inteiras e na vivência e prática de quase toda a humanidade. Portanto, a partir da Sofística, vamos Filosofar!


1 . A s R e g r a s d o D i s c u r s o

O s g r a n d e s S o f i s t a s e s e u s s e g u i d o r e s c o m o G ó r g i a s , P r o t á g o r a s e I s ó c r a t e s , c o m o t e m p o e s u a p r á t i c a r e t ó r i c a d e s e n v o l v e r a m a s p r i n c i p a i s r e g r a s d o d i s c u r s o f e i t o c o m p e r s u a s ã o , i n t e n ç õ e s n e m s e m p r e b e m d e f i n i d a s e i n t e r e s s e s t a l v e z m a l r e s o l v i d o s , p o i s l u c r a v a m c o m s e u c o m é r c i o d e i d é i a s e i n t e r c â m b i o d e p a l a v r a s , a p e l a n d o p a r a u m a a r g u m e n t a ç ã o q u e m s a b e c h e i a d e e r r o s e f a l t a s , m a s q u e p o s s u i a m a s a b e d o r i a d e q u e m f a l a v a e m p ú b l i c o , d i s c u r s a v a c o m a p r u d e n t e a r t i c u l a ç ã o d a s l e t r a s , i m p u n h a m c a t e g o r i a s d e p e n s a m e n t o q u e f a z i a m d e s e u s p o n t o s d e v i s t a p e s s o a i s d i g n o s d e c r é d i t o p o r p a r t e d o p o v o , d e c o n f i a n ç a q u a s e a b s o l u t a e d e f é q u a s e q u e n e c e s s á r i a , a i n d a q u e a s e r v i ç o d e g o v e r n o s e l í d e r e s , q u e l h e s p a g a v a m p o r s u i a i n d ú s t r i a d e s a b i d a s i d e o l o g i a s e p o s s i v e l m e n t e s á b i a s t e o r i a s , d e p r i n c í p i o s r e l a t i v o s e d e v a l o r e s d e s c a r t á v e i s . E m b o r a c o n f i á v e i s a p a r e n t e m e n t e m a n t i n h a m l e i s d o d i s c u r s o q u e o t o r n a v a m a p t o a s e r a b s t r a i d o p e l o s o u v i n t e s e a p r e e n d i d o p o r s e u s i n t e r l o c u t o r e s . N o r m a s c o m o a r e l a t i v i d a d e d a s i d é i a s , o i n d e t e r m i n i s m o d a s p a l a v r a s e o n i i l i s m o d a s l e t r a s a s s i m c o m o o c e t i c i s m o d e s u a s a b o r d a g e n s c r e s c e r a m n o m e i o p o p u l a r e f i l o s ó f i c o c o m o f u n d a m e n t o s d e s c a r t á v e i s s e m c h ã o n e m t e t o s e m p o r t a s n e m j a n e l a s c o n s t r u i n d o u m a r e t ó r i c a c u j a r a c i o n a l i d a d e f a z i a a a p o l o g i a d o s i n t e r e s s e s e m j o g o t o d a v i a r e v e l a d o r e s d e u m a l ó g i c a d i s c u r s i v a b a s t a n t e c o n f i á v e l . A s s i m e r a m o s S o f i s t a s , a r t i c u l a d o r e s d a S o f í s t i c a , a C i ê n c i a d a L ó g i c a r e l a t i v i s t a o n d e a s p a l a v r a s s ã o i n c e r t a s e a s i d é i a s d u v i d o s a s , p o r é m c r e d i t a n d o f é e c o n f i a n ç a p a r a s e u s A u t o r e s . N a s c i a a s s i m a I d e o l o g i a d a I n s e g u r a n ç a p e s s o a l , t a l o o b j e t i v o d e s s e g r u p o d e m e s t r e s s o f í s t i c o s .

2. Uma Lógica insegura

O Filosofar é uma maneira de ser e de viver das pessoas, um modo de se comportar a partir de uma ideologia de vida fundamentada em princípios firmes e sólidos e em valores geralmente estáveis e permanentes, absolutos e necessários, um estilo de pensar e existir no cotidiano segundo regras de uma racionalidade cujas raizes são o indeterminismo dos acontecimentos, o lado cético de conceber a realidade, o modelo niilista de tratar indivíduos e parceiros de estrada e companheiros de caminhada, o tipo de vivência onde a instabilidade das palavras e a inconstância das idéias tornam a existência descartável, o que confere à filosofia de vida e seu jeito novo e diferente de viver uma articulação de pensamentos leves, de letras macias, de palavras doces e idéias suaves, pois o filosofar deve ser manso e equilibrado, bastante sensato, seguindo as raizes de um pensar transformado em canal de saúde e bem-estar para quem faz dele sua norma de vida, o sentido do seu cotidiano e o significado mais fundo e profundo de seu encontro com a realidade de cada dia, noite e madrugada. É o que faziam os mestres sofistas e seus seguidores. Porque da Sofística pode-se apreender o verdadeiro filosofar, abstrair dela as técnicas de persuasão, as regras do discurso, os fundamentos da argumentação bem feita e os princípios de uma retórica cujas raizes são a racionalidade e sua relação com a realidade cotidiana, de onde se constrói o autêntico filosofar de todos os dias, e de cada hora, minuto e segundo. Sim, os Sofistas nos ensinaram a filosofia fácil, a linguagem do povo, o modo correto de interpretar os fenômenos do dia a dia. Assim se constitui a filosofia original propriamente dita, a filosofia pura, em que seu discurso é brando e manso, suave como a música dos passarinhos, leve como as borboletas dos campos, doce como o sonho da padaria e macio como o perfume das rosas vermelhas da primavera. Eis o filosofar verdadeiro. Sua transparência vem da Sofística. Dela nasce a boa interpretação insofismável ainda que a tradição filosófica erroneamente atribua aos Sofistas uma falta de ética e espiritualidade que possuiam a tendência de corromper seus discursos. Os Sofistas, ao contrário, os verdadeiros filósofos.

3. A Instabilidade da Argumentação

A História da Filosofia Ocidental e Oriental tem nos ensinado, a partir dos Sofistas e seus alunos, discípulos e seguidores espalhados pelo mundo afora, certamente, que se precisamos para filosofar de princípios estáveis e valores permanentes sustentadores do discurso filosófico igualmente esse trabalho processual de produzir filosofia se faz por meio de retóricas inseguras e indefinidas, de argumentos sem chão e sem fundamento algum, de raciocínios céticos e indeterminados, de oratórias niilistas e vazias, frágeis e vacilantes, de uma lógica descartável onde as idéias pulam e gritam por um discurso polivalente, de múltiplas funções transitórias, de palavras provisórias e teorias e ideologias cujos princípios, fontes e raizes são a relatividade das coisas, a indeterminação dos fatos cotidianos e o vazio dos dizeres sem bases psicológicas e sem sustentação segura ainda que suas raizes sejam absolutas e seu mundo sustentador seja tranquilo e estável porque trabalha com pensamentos necessários, categorias eternas e uma logística de origem bem consolidada com o tempo e espaço filosóficos. Daí a instabilidade da persuasão sofista gerando conferências duvidosas e inseguras e incertas todavia que refletem o modo de fazer filosofia ontem e hoje. Tal o estilo criativo de desenvolver a atividade filosófica. Esse o jeito dos filósofos filosofarem. De fato, a Sofística nos faz abstrair dela o verdadeiro discurso da lógica e hermenêutica filosóficas. Assim podemos filosofar com facilidade, naturalidade e tranquilidade. Grande Protágoras de Abdera cuja Antropologia Social deu à humanidade o entendimento da natureza humana e a compreensão de seus limites psicossociais, fronteiras ambientais, outras maneiras de aceitar os homens e mulheres e seus problemas, conflitos e dificuldades. A Sofística fez o homem ressurgir.

4. Uma Retórica sem fundamentos

Sofistas como Pródico, Protágoras de Abdera, Antifonte, Trasímaco, Górgias, Hípias, Isócrates e Crítias, de cultura relevante e polivalente, de mentalidade aberta, bastante renovada e liberta de preconceitos o quanto possível, que ignorava superstições religiosas e culturais, fugiam da violência local e regional, circulavam pelas cidades com grande fama de persuadores, gente argumentadora de bons conteúdos filosóficos, profissionais liberais, os primeiros advogados da história da Grécia Antiga, mestres da retórica inteligente, pedagogos surpreendentes e educadores de primeira, gigantes como professores ambulantes, enfim, os produtores de um modo de filosofar original, construíam o saber de modo surpreendente, inovando nas articulações de idéias e palavras, em uma atitude em que sua ética não possuía fundamentos seguros, tranqüilos e estáveis, todavia se firmava em um comportamento indeterminista e cético, incerto e duvidoso, onde o vazio das teorias defendidas e o nada de seus pontos de vista advogados pareciam carecer de uma ideologia substancial embora seus discursos se misturavam com os conhecimentos dos pré-socráticos e de Sócrates, mais tarde Platão e Aristóteles, e ainda os teóricos da filosofia oriental de povos antigos como o Egito e a Mesopotâmia, a Fenícia e os Hebreus, os Caldeus e os Babilônios, e outras nações da época, por volta dos séculos III, IV e V a.C. Como observamos, os Sofistas trabalhavam não só por interesse ou distração, mas igualmente por uma certa vocação para o filosofar, e com isso ganhavam dinheiro para suas necessidades, adquiriam créditos sem fim junto a governos e autoridades, sendo financiados por gente grande e gigante perante essas regiões circunvizinhas. Assim eram os Sofistas. Deste modo surgiu a Sofística e esse seu jeito novo e diferente de filosofar. Desde então, filosofia é algo fácil, leve e natural, cujas idéias e pensamentos brotam de maneira criativa e original, zelando pelo bom conteúdo filosófico, ainda que liberal na sua exposição, inovador na sua produtividade, diferente na sua abordagem e fundamental na sua fidelidade aos jeito lógico e coerente de os filósofos trabalharem a própria filosofia. Criou-se então a Sofística. Creio eu, o verdadeiro e autêntico filosofar, baseado em princípios fortes e valores firmes porém soltos pelo ar, livres pra voar, inocentes sustentadores das indefinições e indeterminações da racionalidade. Tal o modo transparente de fazer e produzir filosofia.

5. A Dúvida construtora do Pensamento

Quem sabe a dúvida e a incerteza não foram artifícios sofistas em busca de uma melhor estratégia de discurso, persuadindo seus ouvintes e interlocutores sobre as matérias discutidas, argumentando em favor dos interesses de quem lhes pagavam bem para falar em público. Assim os mestres da Sofística construiam um pensamento certo e original e criativo, de conteúdo alegre e festivo, de retórica inteligente e bem distribuida, inovando na conquista do seu povo, trazendo-o para as intencionalidades mais obscuras, tendencialmente não transparentes, mas que talvez fossem verdadeiras no seu ponto de vista e autênticas na sua visão da realidade. Em suas viagens e movimentos permanentes, os professores indeterministas criavam interpretações diversas e adversas, diferentes e contrárias, sobre os variados assuntos e temas do dia a dia, de acordo com as razões da sua clientela e freguesia, que lhes creditavam não só dinheiro ou capital todavia inúmeros favores e grandes benefícios em prol da realização de suas metas e objetivos e satisfação de seus anseios, desejos e necessidades, aspirações que os Sofistas gostavam de dispor na consecução de seus resultados de opiniões bem geridas e argumentos bem colocados. Deste modo, os pensamentos se geravam, a defesa de seus clientes se operava, e sua advocacia se exercia com autoridade, competência e legitimidade, pois os docentes da Sofística tinham a idoneidade, a capacidade e a funcionalidade de que gozavam os filósofos da época sobretudo Sócrates, Platão e Aristóteles. Com Protágoras de Abdera, os Sofistas passaram a ser bem remunerados.

6. O Saber Indeterminável

Qualidades, virtudes e bons sentimentos e atitudes não faltavam nos mestres da Sofística, que, em Pródico, se refletiam na sua criatividade e originalidade de argumentos; em Hípias, a solidez do discurso e a variabilidade de idéias e conhecimentos; em Górgias, a coerência lógica e a persuasão dialética; em Antifonte, a firmeza dos pensamentos junto com o seu poder cético de misturar teorias e desenvolver ideologias diversas e adversas; em Isócrates, a beleza das formas e a riqueza de conteúdo; em Tamasico, a construção positiva e o otimismo de uma retórica feita de diferenças e contrários; em Crítias, a evolução das palavras bem articuladas; e enfim em Protágoras de Abdera, a experiência do bom comportamento capaz de gerar pensamentos que valiam grandes somas de capital. Assim, os Professores Sofistas ganhavam fama nas cidades por onde passavam, fazendo progredir a cultura das regiões, movimentando a economia ainda instável e fortalecendo a política de grupos e comunidades interessados em poder e imagem junto a seu povo. Cresciam então as atividades comerciais, o artesanato e a música, as artes marciais e a luta livre, o culto religioso e a moral descartável. Nesse mundo rico de mentalidades plurais, sobressaia a docência sofista, desenvolvendo pois um novo e diferente estilo de filosofar, feito com um jeito outro de abordar as matérias filosóficas sobretudo enfatizando os fenômenos da realidade cotidiana, como por exemplo a política urbana e rural, a vida social, as relações comerciais, o trabalho de cada dia, a vivência familiar, o pagamento de taxas e impostos, a circulação da moeda e do dinheiro, os debates em praça pública, o intercâmbio de opiniões, pontos de vista e bate-papos nas esquinas das cidades; o troca-troca de idéias e pensamentos e outras coisas mais. . Desta maneira, progredia a vida dos cidadãos de Atenas e afins. Seus discursos não tinham uma determinação rígida, austera e rigorosa. Ao contrário, tudo era indeterminável.

7. O Complexo das questões indefiníveis

A Arte da Sofística ao nos ensinar os fundamentos do verdadeiro filosofar nos mostrou que a filosofia é feita dentro da realidade cotidiana embora seus temas e assuntos predominantes também se façam fora dela nas categorias do ser, do existir e do pensar, nas instâncias dos sentimentos mais profundos e das experiências éticas e espirituais mais fecundas, nas realidades da vida de cada instante e na sociedade em que estamos inseridos em suas esferas política e econômica, social e cultural. Deste modo, nos ofereceu os princípios de um filosofar estável e criativo, tranquilo e polivalente, consolidado com o tempo e seguro em suas abordagens diversas, em suas interpretações céticas e niilistas, em sua visão da realidade bastante indeterminista de indefinições constantes e de instabilidades permanentes, porém sustentadas por uma riqueza de conteúdo onde sobressaem a liberdade de expressão, a universalidade de idéias, a relatividade do discurso, um jogo de palavras indefinível, sujeito às regras da indeterminação, construido com a desconstrução da violência dos conceitos e a agressividade das definições, um processo de criação em que os Sofistas acreditavam na beleza das letras, na riqueza do conteúdo e na grandeza da arte filosófica, para isso empreendendo trabalhos, esforços e empenhos em gerar um estilo de filosofar muito aberto, renovador de argumentos e liberto das tiranias dos preconceitos e das atitudes supersticiosas complicadoras do discurso enquanto tal. Com efeito, surgiu um novo modo de abordar a filosofia com pensamentos livres e soltos, idéias criativas e originais, argumentos sólidos, firmes e fortes, e uma ação persuasiva bem fundamentada, dirigida por valores constantes e regras estáveis mesmo que garantindo o desenvolver da relatividade do discurso, do ceticismo das idéias, do niilismo das palavras e do indeterminismo das questões e respostas levantadas. Nasceu pois um filosofar novo e diferente, belo como a arte, simples como a filosofia, e rico como os conteúdos desenvolvidos. É a arte de filosofar com a simplicidade de palavras baseadas no discurso de um filosofar característico dos grandes mestres da Sofística como Protágoras de Abdera, Górgias, Pródico, Hípias e Isócrates.

8. Nadar no Vazio das Idéias e das palavras

Se pudéssemos definir a Sofística, o que diríamos ? É a Arte da persuasão e do convencimento sob argumentos vazios e nadantes, de idéias vacilantes e palavras instáveis, descartáveis e insustentáveis, onde o discurso é transitório sem fundamentos permanentes, de retórica solta no ar e livre para voar, liberta das amarras de princípios absolutos e de valores necessários, permanecendo como que uma viagem das letras que mergulha no oceano das palavras sem chão nem teto sem portas nem janelas, livre para defender os interesses em jogo e advogar as intencionalidades mais obscuras em troca de dinheiro ou de créditos diversos e plurais, garantidores das necessidades e anseios de quem trabalha com a argumentação dos pensamentos. Assim , os Sofistas circulavam pelas regiões gregas e circunvizinhas desenvolvendo um outro jeito de filosofar, um novo modo de abordar a filosofia, uma diferente maneira de fazer conteúdos filosóficos. Dizem os especialistas, que se trata do verdadeiro filosofar, de princípios orientadores da boa argumentação de idéias conectadas entre si e articuladas de tal modo que possam cumprir seus objetivos de defender não a verdade mas os interesses de seus credores financeiros, autoridades e governos constituidos, como o pagamento de impostos por exemplo. Era o Reino dos Sofistas entre nós.

9. A Linguagem personalizada

A Grandeza da Sofística e o que de bom mais a caracteriza é a sua capacidade de personalizar as palavras, individualizar a linguagem, oferecer um caráter pessoal aos argumentos expostos, aos discursos empreendidos e às idéias criadas com a originalidade dos pensamentos muitas vezes sem conteúdo e sem fundamento algum, todavia que tem na beleza da forma como se faz filosofia e na sua riiqueza de expressão a chave de um filosofar autêntico cuja transparência é a verdade das letras livres definidas pela sua indefinição linguística. Deste modo, surgem as idéias, os conhecimentos se fazem e as palavras se constroem com a sabedoria de quem transforma a liberdade da argumentação em segredo para o bom sucesso da retórica metamorfoseada pela criatividade do filósofo. Assim as palavras brotam com fecundidade fazendo germinar o verdadeiro sentido do filosofar propriamente dito. Então, a filosofia se faz arte, a arte da argumentação bem feita de princípios sólidos, fundos e fortes. Sua firmeza convive com o lado descartável das palavras e a transitoriedade das letras. Assim se constrói um filosofar novo e diferente.

10. Vivemos de pontos de vista

Um dos aspectos positivos da Sofística é a viabilidade de desenvolver pontos de vista diferentes, criando-se argumentos originais de idéias interativas e palavras que compartilham conteúdos ricos de repertório cultural, possibilitando o intercâmbio de pensamentos, que se relacionam produzindo cabeças boas interligadas por visões da realidade de excelente matéria filosofática. Foi o que fizeram os Sofistas, articuladores de pontos de vista, de onde surgiam ideologias novas e teorias diferentes, convergentes e concordantes ainda que tendencialmente contrárias umas às outras. No entanto, os professores Górgias e Protágoras de Abdera possuiam a arte de filosofar com originalidade e criatividade, fazendo da liberdade o caminho de produção de idéias interativas e de um jogo de palavras convergentes entre si. Deste modo, o povo era convencidso de suas intencionalidades defensoras dos interesses de grupos e autoridades que lhes pagavam um bom capital para que eles argumentassem em favor de seus governos. Com isso, ganhavam fama e crédito junto ao povo e aos poderes constituidos. Os Sofistas eram mestres da persuasão positiva embora a mentira e o ceticismo muitas vezes tomassem conta de suas retóricas descartáveis, inseguras e inconstantes. Contudo, sua busca por uma argumentação sadia contagiou a tantos, que abraçaram esse jeito novo de fazer filosofia. Filosofavam livremente. Daí a crítica de Sócrates, Platão e Aristótelews e outros especialistas da arte de filosofar.

11. Visões da realidade diferentes e até contrárias

Entre os mestres sofistas o jeito de argumentar variava, o modo de discursar era diverso e adverso e a maneira de persuadir era diferente e até contrária umas às outras, fazendo de cada sofista um verdadeiro criador de argumentos, inventor de uma lógica incomparável, produtor de uma retórica bem articulada e elaborada, de literatura distribuida, de conteúdo interativo, que convencia as multidões, deixadas se levar por palavras aparentemente confiáveis, de crédito duvidoso, de fé insegura, mas que serviam para garantir os interesses das autoridades e governos constituidos, apologia essa que guardava as boas ou más intenções dos mais poderosos. Deste modo, idéias valiam grandes somas de capital, discursos eram de moeda grande, e suas orientações e advocacias sustentavam os desejos e necessidades desses professores da Sofística. Filosofavam sim com gigantesca sabedoria, faziam arte com as letras, enriqueciam seus discursos com pensamentos criativos e originais, garantidores da boa persuasão e da excelente argumentação. Sua verdade era as idéias bem produzidas e as palavras bem articuladas. Sua preocupação era com o convencimento do povo não se importando com o erro ou acerto do discurso e das palavras empreendidas. Queriam sim seu objetivo: convencer as sociedades dos interesses do rei. E não é que conseguiam!

12. Interpretar da minha maneira

Um dos caracteres fundamentais para a compreensão e entendimento da cultura e mentalidade dos Sofistas é sem dúvida a sua capacidade e vocação para interpretar a realidade cotidiana e assim defender os interesses de seus financiadores e fazer a apologia de suas intencionalidades obscuras mas que tornavam os professores da Sofística campeões de audiência pública, famosos por suas persuasões bem articuladas e suas argumentações muito sofisticadas, o que os transformava em mestres da retórica convincente, que fazia a cabeça das multidões, monitorava sua consciência em dúvida e carregava de incertezas sua inteligência aparentemente boba e explorada pelos argumentos nem sempre bem intencionados dos docentes sofistas, que deste modo ganhavam mais seguidores, adeptos e simpatizantes de sua filosofia descartável, de ideologia vagante, efêmera e inconstante, de teoria transitória e sem sustentabilidade, de letras voadoras e que viviam sem bases fundamentais onde a linguagem tinha como princípios a abordagem instável e uma linguística sem raizes permanentes, já que então, naquele período da história grega antiga, séculos IV e V a.C., tudo era sem chão nem janelas, sem portas nem teto, discursos feitos de surpresa, improvisados, e eis que de repente surgiam as idéias, os pensamentos voavam libertados por uma inteligência criadora de conteúdos originais, polivalentes e multifuncionais. Assim se desenvolvia a Sofística, a Arte de Filosofar.

13. Superar desvios e aberrações

Talvez o grande pecado dos mestres sofistas foi o de não levar um comportamento ético adequado e desenvolver atividades de boa índole material e espiritual, preferindo quem sabe alternativas como o desvio de atitudes, a aberração de princípios e valores, o compromisso mais com o capital do que com a saúde mental e emocional, a preferência por ações desviantes como defender os interesses de governadores fazendo a cabeça do povo, advogar idéias e pensamentos descartáveis abraçando uma lógica sem sustentabilidade psicológica e social, o que os tornava embora “amigos da gente” pessoas sem interesse pela boa compostura e sem a opção de buscar um bem-estar moral e religioso que fosse satisfatório, saudável e agradável. Por isso mesmo, ainda que “os preferidos das populações visitadas” possuissem uma conduta duvidosa, algo que os identificava como indivíduos interesseiros sem uma desenvoltura social e coletiva, abstraindo suas operações de pontos de vista pessoais e visões da realidade onde o personalismo e a individuação sobressaiam mais que as intencionalidades públicas, mesmo que lutassem por ideais que não eram os seus. Faltou-lhes entretanto esse lado ético saudável e uma espiritualidade agradável que os transformassem em gente transparente, identificadas com a verdade de suas argumentações e a autenticidade de suas persuasões, ainda que sua retórica por diversas vezes advogasse a mentira, os distúrbios de caráter e as alterações de personalidade, já que sua defesa de aumento de impostos e elevação de taxas e salários de funcionários custassem sim sua boa condição ética e sua força moral diante das autoridades, financiadoras de sua profissão discursiva. Mesmo que o erro e a falta os perseguissem em suas viagens e locomoções pareciam pessoas bem intencionadas até verdadeiras pode ser. Gosto dos Sofistas como cidadãos que trabalhavam para a boa filosofia embora seus discursos por muitas vezes mantivessem a má estrutura de ação de seus comportamentos céticos, niilistas e relativistas, e igualmente indeterministas. Sim, estou com os Sofistas. Aprecio sua conduta amante da boa prática filosófica.

14. Ultrapassar limites e fronteiras

Criar idéias e desenvolver pensamentos, articulando argumentos e produzindo uma persuasão lógica, fazer brotar a filosofia com fundamentos nem sempre seguros e tranquilos, talvez seja uma das vias de possibilidade da Sofística, que ao formalizar a retórica e defender interesses alheios, advogar intencionalidades obscuras e lucrar com o financiamento de capitais elevados, define como pode ser o filosofar original e criativo onde os conhecimentos são ricos de conteúdo e sua articulação lógica e ontológica parece transformar a consciência pensante, cognoscente e discernente, em canal de criações de palavras em que as idéias surgem com liberdade, criatividade e universalidade, tornando a apologia aprovada pela mente popular e abraçada por gentes de todos os tipos, recebendo os mestres sofistas, como Protágora de Abdera e Górgias, em suas andanças, viagens e locomoções pelas regiões da Grécia Antiga, determinando ideais relativistas e sonhos niilistas, imaginações céticas e teorias indeterministas, colorindo com a beleza das formas e a grandeza dos discursos, a riqueza da matéria filosófica propriamente dita. Deste modo, se superavam as fronteiras da inteligência e se transcendiam os limites da racionalidade, ultrapassando então as definições linguísticas e as determinações da linguagem. Então, o filosofar se tornava arte e a filosofia uma ciência com caracteres universais e necessários. Era a Sofística que crescia no meio do povo, que aprovava sua intervenção filosófica nos assuntos , temas e realidades do dia a dia. A Sofística então fez-se bela.

15. Transcender a falta de ética

16. Os Argumentos, um bom capital

Para os Sofistas do século IV a.C. em pleno regime pré-Pólis da constituição das Cidades Gregas como Atenas e suas circunvizinhas, as palavras valiam dinheiro e o grande capital era a medida de uma ótima defesa e apologia quando se defendiam os interesses de autoridades e governos fazendo-se uma gigantesca argumentação muitas vezes sem fundamento algum, sem princípios sustentáveis e sem raizes na própria filosofia comumente dita. Sua retórica era vazia e nadante, seus argumentos livres para "inventar" letras e discursos radicalmente inseguros, intranquilos e sem garantia alguma de base ideológica. A Sofística se desenvolvia por meio de grandes moedas, capitais e dinheiro que seguravam as idas e vindas desses Professores da Ginástica Sofística de idéias perambulantes e de teorias em movimento, articuladoras da apologia e da defesa de governos constituidos, autoridades competentes e empresários ricos capazes de oferecer garantias financeiras a esses mestres argumentadores que recebiam uma boa "grana" para advogar o aumento de impostos das Cidades, a elevação necessária do salário dos funcionários públicos, a cobrança de altas compensações econômicas pelos serviços oferecidos pelas Prefeituras e o incremento de obras financiadas pelo dinheiro dos mais poderosos. Assim, a Sofística concebia os argumentos como grandes mercadorias de troca quando então faziam intercâmbios de cultura com moedas de alto valor financeiro. Sim, a cultura e os conhecimentos valiam dinheiro. E deste modo os docentes da Sofística lucravam grandes capitais para a satisfação de seus desejos e a realização de suas necessidades. Assim cresceu esse novo modo de fazer filosofia. De letras livres, de palavras sem compromisso e de idéias mobilizantes. Eles mobilizavam as sociedades gregas.

17. Filosofia, uma Arte

Filosofia e Arte se encontram na Sofística. Nela, os Sofistas, artistas e filósofos, fazem um jeito novo e diferente de abordar o discurso dos amigos da sabedoria, carregando-o da liberdade de expressão, da leveza e maciez das palavras, da doçura das idéias e pensamentos, da suavidade de conteúdos ricos de um conhecimento plural e variável onde o tempo e o espaço cedem seus lugares para que a arte do filósofo se desenvolva em meio ao ceticismo de alguns, o relativismo de outros, o niilismo de tantos e o indeterminismo de alguns poucos. Parece que os professores Górgias e Isócrates, Protágora de Abdera, Pródico e Hípias, Tamasico e Crítias, e Antifonte, inventam a lógica da argumentação, produzem uma retorica descartável, sem princípios nem fundamentos, sem raizes nem bases científicas, ignorando a estabilidade da persuasão que se transforma na transitoriedade das letras e na instabilidade da linguagem, sustentadas por valores filosóficos como a universalidade, a criatividade, a liberdade, a originalidade, a particularidade, a singularidade, a simplicidade, a luminosidade, a abertura, a novidade, a riqueza de conteúdo, a excelência de virtudes, a beleza das formas, a grandeza do discurso, a segurança da argumentação, a tranquilidade da retórica, o repouso da persuasão, o movimento das idéias, a articulação lógica das palavras, letras inflamadas de pensamentos quentes soltos pelo ar e livres para voar. Assim era a Sofística. Hoje, a filosofia que se transforma em arte. A Arte do Discurso. Arte e Filosofia se encontram.

ANEXO – A

O “Ápeiron” de Anaximandro de Mileto e a Sofística de Protágoras de Abdera – Interações Positivas

Os séculos IV, V e VI a.C. refletem para nós um contexto filosófico e social onde os Sofistas como Protágoras de Abdera e Górgias discutiam com os pré-socráticos e Sócrates a possibilidade da verdade e do conhecimento, tendo a Sofística original posto em dúvida essa viabilidade enquanto que os primeiros filósofos defendiam a transparência do saber feito com autenticidade onde a verdade do ONTÓS caminhava de braços dados com a verdade do LOGOS. Entre eles, Anaximandro, discípulo de Tales, propunha o Princípio Indeterminado, o “ÁPEIRON” que, mais tarde, fez com que alguns mestres de lógica e metafísica, relacionassem esse Princípio Indefinível com a atividade sofista, pois em seus discursos itinerantes, argumentações vazias e sem fundamento e retóricas transitórias e duvidosas, os Sofistas pressupunham o Indeterminismo, o “ÁPEIRON”, como fonte de suas oratórias nadantes e de seus pensamentos céticos e niilistas, talvez assim os tornassem creditáveis perante o público, de confiança diante dos Chefes de Estado e de fé popular, transformando-se então em advogados da persuasão, criadores de idéias e produtores de palavras tontas, vacilantes e sem raizes sustentáveis. Abraçando o “ÁPEIRON”, os Sofistas desenvolveram com seu teórico principal, Protágoras, toda uma Antropologia Social que segundo o mestre faz do “homem, a medida de todas as coisas”. Tal falar inconstante e instável de oratórias infundadas e passageiras fez da Sofística a base do verdadeiro Filosofar, constituindo-se posteriormente os bons princípios e valores da consciência humana, estáveis e seguros, tranquilos e absolutos, orientadores da conduta humana por toda a presente e futura jornada da humanidade. Tal a relação interativa entre o “ÁPEIRON” e a SOFÍSTICA.

ANEXO – B

A Sofística, uma realidade cotidiana atual

No meio dos estudantes universitários, na luta e discussão de partidos políticos, nas políticas públicas de Prefeituras e Órgãos do Governo, nos Simpósios e Conferências de Empresas e Faculdades, nas salas de aula do Estado e Município, na apologia de interesses de grupos governamentais, na defesa de intencionalidades de líderes e dirigentes de ONGs, enfim, onde haja um discurso a fazer, um direito por combater, um dever a cumprir, algo a ganhar, um crédito a considerar, a presença da atividade sofista se vê insistente. Na hora do discurso ou da argumentação persuasiva, põem-se idéias, teorias e ideologias como ferramentas de retórica a lucrar com a manipulação das consciências alheias, o manuseio das cabeças inocentes, a exploração da irracionalidade dos argumentos, a incerteza das “verdades” postas para todos, as dúvidas nas palavras debatidas, o vazio das oratórias sem fundamento, céticas e niilistas, transitórias e inconstantes, relativas e indefinidas, nadantes e indeterminadas, sempre com o objetivo de enganar o povo, ou obter créditos ao fazer a cabeça das pessoas. De fato, a Sofística é real e atual. Está presente nas escolas e universidades, na política e nas empresas, nos governos e prefeituras, como por exemplo a tentativa de aumentar impostos, elevar taxas sociais e produzir leis e regras de conduta que quem sabe alienam a sociedade dos verdadeiros interesses em jogo. Nem de boas intenções vivem os cidadãos. Aberrações e corrupções estão por toda parte. Pessoas são pagas para convencer multidões e persuadir grupos e indivíduos a fim de sustentar intenções obscuras, aberrantes e alienantes. Sim, a Sofística é uma realidade hoje.

ANEXO – C

O Pensamento descartável

Os Professores Sofistas e seus discípulos, desde a Antiga Grécia até nossos dias atuais, em suas andanças e viagens, peregrinações e locomoções, propunham um discurso itinerante quando defendiam os interesses de governos e altas autoridades das regiões visitadas, palavras descartáveis e idéias transitórias, uma oratória sem raizes ideológicas, argumentos sem premissas e conclusões, um raciocínio sem fundo de letras vacilantes, inseguras e incertas, uma retórica duvidosa e não científica, pois cruzavam os caminhos produzindo ideologias inventadas na hora, sem preparo programático, sem planejamento preciso, ignorando a lógica fundamental necessária para uma conferência de princípios estáveis e valores permanentes. Ao contrário, seus dizeres eram sem normas e fontes concisas, palavriados soltos e feitos de surpresa, sem preparo algum mas construidos de uma ora para outra, sem avisos pré-fabricados ou planos de futuro não consolidados. Deste modo, surgiu uma atividade filosófica gerada com o tempo e o exercício teórico e doutrinal de Protágoras e Górgias principalmente, articulando-se assim então o verdadeiro filosofar de diretrizes indefiniveis e orientações indeterminadas. Hoje, fazer filosofia é buscar essa estrada do ceticismo ambulante, do indeterminismo processual e do niilismo mobilizador de letras, idéias e palavras sem fundamento algum, todavia constituidores do pensar leve, da interpretação fácil, da visão da realidade construida com inconstância e instabilidade, porém produtores de princípios e valores mais tarde seguros, tranquilos e permanentes, o que caracteriza bem a arte de filosofar. Portanto, esse pensamento descartável sustentado por raizes fundas, fecundas e profundas é propriamente a maneira correta de transformar-se idéias e conhecimentos em teorias e práticas filosóficas. Tal o filosofar de nossa realidade moderna.

ANEXO – D

A Insofismática e a Sofística

Longe de ser um apelo ao erro, a Sofística é a Arte do Discurso e da Persuasão enquanto tal, de conteúdos ricos e de argumentos bem articulados, enquanto que a Insofismática é a Ciência que busca os fundamentos da verdade e do conhecimento em geral zelando para que a transparência das idéias e das palavras comungue com a experiência de autenticidade da realidade cotidiana. Ambas se aproximam pela logicidade filosófica e se distanciam porque a Ciência Insofismática enfatiza o apelo à verdade e a Sofística cuida da essência da argumentação sem compromisso necessário com a constituição e efeitos da verdade. A primeira pede a autêntica mostragem e demonstração da verdade, já a segunda permanece fiel à arte da persuasão dispensando o indispensável, que seria abraçar de todas as maneiras a responsabilidade de fazer da verdade a lei do discurso. A Sofística é mais arte que filosofia, visto que a Insofismática é mais ética do que ciência. Ambas caminham juntas porém se separam quanto à possibilidade da verdade, ficando os Sofistas apegados às normas com liberdade da substância da retórica, o que viabiliza a ação dos Insofismáticos que se engajam na defesa e apologia da verdade lógica e ontológica, ética e social. São convergentes mas tendem à discordância.