domingo, 22 de janeiro de 2012

A Pedagogia das Diferenças

A Pedagogia das Diferenças

1. Sentido e Significado

O Processo educacional que visa a globalidade do conhecimento, a excelência ética e a riqueza de uma espiritualidade natural, nelas enxergando as diferenças entre os alunos e as alunas, sua criatividade humana e os dons, talentos e carismas de cada um, orientando-os pouco a pouco em sua vocação fundamental e seu lado profissional, de modo a fazer sobressair a interatividade entre eles, o debate em sala de aula, a pesquisa individual ou em grupo, a leitura silenciosa e o trabalho de redação e monografias, o compartilhamento de idéias e saberes, sentimentos e experiências, o planejamento escolar, o conteúdo rico da base curricular e a interdisciplinaridade, planos de aula e de curso bem feitos e quase perfeitos, enfatizando então a didática diferencial e detalhista, em que se respeite as diferenças entre os estudantes e se valorize os pontos de vista de todos e cada qual, sua visão da realidade e da sociedade, a interpretação da vida e dos seres e das coisas reais e cotidianas, fazendo-se assim a construção do bem pedagógico e da grandeza educacional, princípios de sustentação de uma vivência presente e futura de qualidade social e familiar, desconstrutora da violência na escola e da agressividade que ali possa reinar, geradora da paz na sociedade, da ordem social, hierárquica e institucional, de uma vida de equilíbrio, segura e tranquila, origem de pessoas de bem e bem formadas e bem fundamentadas moral e espiritualmente. Tal a fonte da Pedagogia das Diferenças para a qual todos e cada um dos Profissionais da Educação concorrem, desenvolvendo uma educação de qualidade sustentável onde as diferenças são o motor que faz movimentar uma educação rica de conteúdo cultural. Eis a novidade hoje da realidade escolar de nossos dias.

2. Um compromisso com a liberdade

Tendo em vista que a liberdade de um indivíduo, grupo ou comunidade é a condição para a sua felicidade, a atividade escolar então aqui e agora deve ser a construtora de escolhas bem feitas e quase perfeitas, de opções realizadas com sucesso e prosperidade, de alternativas buscadas a partir do bem que se deve fazer e da paz que se deve viver em sociedade, de possibilidades geradoras de saúde física e mental e bem-estar material e espiritual, e de tendências positivas no campo da política e das ideologias, da sociedade e suas ações culturais, da economia e suas tentativas de créditos e lucros financeiros, favores e benefícios de ordem capitalista e que são a base fundamental de uma experiência de tranquilidade, estabilidade humana e social e segurança existencial, trabalhando assim a comunidade estudantil e docente para que as fontes de uma aprendizagem livre e responsável sejam potencializadas e satisfeitas, suas diretrizes programáticas coincidam com uma vivência cotidiana em que a liberdade de ir e vir seja realçada, o trabalho técnico e profissional seja incentivado, as boas relações humanas e sociais sejam bem motivadas e cultivadas, e suas necessidades básicas e desejos, anseios e aspirações principais sejam levados à realização dentro das estruturas sociais das comunidades humanas. Assim, o colégio incentive a busca da liberdade, longe de prisões físicas e escravidões mentais, engajando todos e cada um na luta por defender a vida da consciência em sua trajetória de evolução na ordem da existência humana, produzindo nela conteúdos, programas, sentimentos e experiências que elevem a auto-estima dos alunos e alunas, carreguem positivamente o seu bom astral e energizem o seu entusiasmo jovem fortalecendo e fortificando suas iniciativas de criatividade e boa amizade no interior de suas famílias, convívios e comunidades. O bem que fizerem será motivo para expor a sua liberdade, construtora de felicidade. Nesse processo libertador, as diferenças se fazem presentes, definindo a dinâmica da liberdade e determinando o movimento em prol da felicidade mútua e da saúde e bem-estar recíprocos. Desta maneira se constrói a cultura da liberdade e a mentalidade do bem e da paz na escola e na sociedade.

3. Uma visão positiva e otimista da história

Para algumas pessoas, a vida é um processo evolutivo da consciência em busca de sua liberdade relativa, caminho esse feito com otimismo e alegria, percorrendo essa estrada positiva com o bem e a paz que devemos fazer e viver, transformando sempre para melhor nossas realidades cotidianas cujas sociedades progridem material e espiritualmente, seguindo as leis da natureza e a ordem do universo, um desígnio de Deus quem sabe cujo desenvolvimento é sustentado pelo desejo humano de crescer sempre construindo o que é bom e faz bem para o ser humano em geral. Essa alternativa otimista move a sociedade à procura de melhores condições de vida e trabalho, saúde e educação, para seus integrantes, o que faz da comunidade escolar a motora desse desenvolvimento, a interventora mais gabaritada para metamorfosear a dinâmica social e econômica, política e cultural, produzindo então os movimentos socio-culturais responsáveis pela introdução em nosso meio das inovações científicas e tecnológicas, das surpresas artísticas e filosóficas, e das originalidades morais e religiosas, interferidoras desse processo histórico, gerado com a sabedoria de um tempo onde impera a bondade das criaturas e suas identidades conformadas à convergência dos fatos e à concordância dos acontecimentos, refletindo assim a mobilização em vigor atualmente nas estruturas e sistemas de sociedade em que se cultiva primordialmente a auto-estima das pessoas e o bom astral que deve reinar nos grupos, indivíduos e comunidades que compõem e integram a vida e o trabalho dessas sociedades humanas, interessadas em seu progresso físico, mental e espiritual. Tal visão positiva da temporalidade mexe com a educação e seus currículos escolares, programas de ensino e aprendizagem, planejamentos de aula e de curso, e demais conteúdos pedagógicos, tornando seus agentes e educadores os pilares e fundamentos da mudança para melhor de nossas sociedades. Essa ótica positiva move as sociedades e seus processos educacionais.

4. Aprender com alegria

Constituindo diferenças dentro e fora de sala de aula, os estudantes aprendem melhor seus conteúdos de conhecimento, seus dados sobre a ética que devem desenvolver em sociedade e suas informações geradoras de uma espiritualidade natural firme e forte onde Deus tenha voz e vez na vida dos alunos e alunas, a fim de que sua formação cultural, psicológica e ideológica seja feita com alegria, de forma lúdica, conciliando e fazendo interagir então atividades artísticas e científicas, recreativas e esportivas, laboriais e de lazer, o que refletirá na realidade estudantil como incentivo à sua criatividade, ao desabrochar de seus talentos e carismas naturais, despertando sua vocação na vida cotidiana e seu lado técnico e profissional, condições para o aumento da auto-estima e elevação do astral, situações que farão personalizar a existência dos docentes e discentes e demais profissionais de educação, ressaltando ainda a fecunda produção de pontos de vista diferentes e contrários, de opiniões diversas e adversas, e de visões da realidade originais e interpretações da vida, do mundo e da sociedade profundamente autênticas, transparentes e verdadeiras. Tudo isso é condição para uma aprendizagem alegre e um ensino de qualidade, de conteúdos ricos em interdisciplinaridade, onde as matérias e disciplinas interagem umas com as outras e compartilham sua excelência de repertórios interculturais. É a Pedagogia da alegria que faz nascer uma educação qualitativa. Porque o mais importante de tudo é o bom conteúdo abstraido e a ótima cultura apreendida. O resto é consequência.

5. Sorrindo para a vida e o cotidiano

Trabalhar com as diferenças de alunos e alunas, sua criatividade natural, sua personalidade e caráter originais, sua vocação específica e profissão tendenciosa, seu lado técnico e ponto de vista pessoal, sua visão da realidade e interpretação própria dos seres e das coisas, sua auto-estima voluntária e bom astral, tem como consequência na vida escolar e da sociedade a vivência de uma cultura da liberdade e de uma mentalidade cujos valores morais e religiosos e princípios sociais, éticos e espirituais propiciam a coincidência com um espírito de felicidade, da qual participam estudantes e mestres, os demais profissionais da educação – diretores, coordenadores e inspetores – os funcionários da escola, as famílias dos discentes, a comunidade local e toda a sociedade em vias de usufruir os benefícios, créditos e favores de uma pedagogia voltada para as singularidades da personalidade estudantil e as particularidades de seu caráter, suas opiniões sobre a vida e o mundo, seu individualismo característico como também sua capacidade de inserção em atividades de grupo e convívio com sua comunidade de origem. Assim, buscar o diferencial na vida discente exige do professor caminhar à procura dos detalhes que qualificam alunos e alunas, enriquecem seu conteúdo cultural e os predispõem a uma experiência de virtudes elevadas, de bem com a vida e em paz com suas consciências. Deste modo, os estudantes personalizam o seu cotidiano, investem no seu jeito próprio de ser, viver e se comportar, engajam-se em sua maneira específica de lidar com as coisas, a família e o trabalho, a escola e a rua, construindo pois seu modo personalizado de enfrentar a vida, viver em sociedade e construir serviços, trabalhos e esforços por um mundo melhor para si e os seus. Tal o efeito positivo de uma pedagogia das diferenças em que os estudantes são conhecidos, ensinados e programados, avaliados e trabalhados segundo as expectativas de cada um a partir de que os docentes elaboram suas aulas presenciais ou virtuais enfocando a subjetividade de cada qual e sua natural disposição para interferir na vida social, política, econômica e cultural, e intervir em uma educação alegre quando se aprende brincando e jogando, sorrindo e se alegrando, com o otimismo de uma formação escolar cujas informações pedagógicas levam em conta a saúde estudantil e o bem-estar de toda a comunidade de ensino e aprendizagem. O Diferencial de cada um possibilita a visão global do mundo e da sociedade que todos devem possuir.

6. Em busca de uma vida saudável e agradável

Ao enfatizarmos a cultura da diferença na vida do estudante descobrindo-lhe seus talentos e carismas, revelando sua capacidade de interferir na realidade social com seus pontos de vista personalizados e suas opiniões diversificadas, usando sua criatividade para intervir nos destinos políticos e econômicos de sua sociedade, estamos na verdade oferecendo aos alunos e alunas uma oportunidade para adquirirem uma visão global do cotidiano, entendendo o todo a partir de suas partes, compreendendo a totalidade por meio de suas singularidades e particularidades, obtendo a identidade de um acontecimento de acordo com as diferenças que o torna possível, enriquecendo assim a mentalidade estudantil com um repertório de saberes e idéias, conhecimentos e práticas, sentimentos e experiências que transformarão sua vida escolar em conteúdo de qualidade excelente, para o qual contribuem a profundidade da rede interdisciplinar, os programas e matérias curriculares, o material escolar feito com planejamento e boa gestão, além de dar aos mestres e mestras a condição de também realizarem em suas existências docentes “vivências diferenciais”, fundamentos de uma interpretação do tempo e da história de forma globalizada e integrada com suas identidades singulares. Deste modo, se produz uma vida estudantil saudável e agradável onde todos ganham com a cultura da diferença sendo mentalizada e praticada por todos e cada um. Vence a globalização das coisas.

7. Ser bom e fazer o bem

A Escola Diferencial anseia por fazer a diferença dentro da realidade cotidiana preferindo aquilo que ninguém mais faz, optando por práticas virtuosas pedagógicas onde uma visão positiva da história substitui a interpretação negativa das coisas e fenômenos do dia a dia, o otimismo comportamental ocupa o lugar do pessimismo das pessoas e a alegria de viver, estudar e trabalhar toma o tempo da tristeza do convívio social, apelando para forças espirituais e energias psicológicas que exaltem a bondade que eleva e anima, a concórdia que entusiasma e a convergência de opiniões que incentivam a solidariedade e a colaboração recíproca entre grupos, indivíduos e comunidades. Tais exemplos de realidades positivas e otimistas fazem a diferença na vida dos estudantes, e os ajuda a sentir e agir de modo a que a saúde social e familiar se transforme em bem-estar para todos os que vivem e convivem em sociedade neste mundo em que vivemos, onde a diferença é o bem que fazemos e a capacidade de ser bom e viver em paz já que o comum é a maldade de indivíduos e a violência das ruas, a confusão das consciências e a irracionalidade das inteligências, o que exige de nós o preparo adequado para metamorfosear nossas relações humanas e fazer desabrochar nas comunidades em que estamos inseridos contextos de bondade – que não se pratica mais – culturas de paz e tranquilidade – pois o comum é a agressão entre as pessoas e o desejo de briga e conflito - e mentalidades engajadas e comprometidas responsavelmente com uma espiritualidade natural onde a virtude são os bons conhecimentos obtidos e as ótimas idéias adquiridas, a riqueza de produção de conteúdos culturais de excelência ética e a grandeza de comportamentos em que se priorize a justiça social, a qualidade de vida e a luta por dignidade de uma consciência elevada e em paz consigo mesma. Esse diferencial faz parte da filosofia da Escola das Diferenças.

8. Construir e não destruir

Outro aspecto que torna a Pedagogia diferencial é a sua possibilidade de ser construtiva – e se recusar a destruir o saber e as pessoas, se comprometer com a violência escolar e com a agressividade de todos os envolvidos no processo educacional, buscando então a evolução da consciência, de seus princípios, normas e valores orientadores da boa prática pedagógica, o progresso da liberdade e seus fatores de crescimento individual e em grupo como a criatividade de alunos e alunas, sua auto-estima elevada, a geração de pontos de vista pessoais, a criação de talentos e carismas postos em comum, e quaisquer artifícios e estratégias que propiciem a ótima aprendizagem e um ensino de qualidade para todos os estudantes. Deste modo estaremos construindo uma sociedade de bem com a vida e em paz com sua consciência, saudável e agradável, justa e fraterna, pacífica e ordeira, solidária e colaborativa, interativa e cooperadora para o surgimento de saúde social efetiva e bem-estar coletivo, de cujas abordagens todos podem usufruir com respeito mútuo e responsabilidade recíproca. É a Pedagogia procurando na metodologia das diferenças um caminho alternativo de progresso ideológico, psicológico e espiritual cujos frutos e favores beneficiarão toda a sociedade. Constrói-se pois desta maneira uma vida de plenitude cuja abundância é a boa educação desenvolvida e a pedagogia trabalhada com cordialidade e racionalidade, equilíbrio e bom-senso. Faz-se um trabalho pedagógico construidor de pessoas direitas e de respeito, base do diálogo e do ótimo convívio social.

9. Fugir da violência e da agressividade

Uma Escola Diferencial precisa fazer diferente do comum do cotidiano, praticar o bem e a bondade, fugir de atitudes violentas e ações agressivas, concordar com as coisas boas e convergir com práticas virtuosas, escolher a liberdade com responsabilidade e o direito com respeito como condições de uma vida saudável e agradável, onde o bem-estar seja para todos e cada um, cada qual contribua com suas aptidões e talentos, dons e carismas, para um presente e futuro de tranquilidade social, estabilidade política, otimismo financeiro e equilíbrio cultural e ambiental, tornando assim a existência humana harmõnica com a natureza e em sintonia com o universo, abrindo então um tempo e espaço para o Criador, Autor da Vida, comungar com suas criaturas e participar ativamente de suas decisões, intervenções nas sociedades e interferências no comportamento cotidiano das pessoas. Esse diferencial positivo é uma das qualidades e virtudes da Escola das Diferenças, renovada pelo bem que abraça e liberta da agressão e das turbulências de uma cultura real que ainda se sujeita a uma mentalidade violenta em que balas perdidas percorrem as ruas cheias de cidadãos e cidadãs, as contradições culturais determinam doenças e mal-estar, e as adversidades entre si geram turbulências morais e religiosas, sociais e de toda espécie. Assim, a Pedagogia das Diferenças quer contribuir para um mundo melhor, de justiça social e transparência ética e espiritual. Ignorando a violência, ela passa a trabalhar na construção de uma humanidade feliz onde a liberdade é o fundamento dessa felicidade. Liberdade responsável.

10. Longe da prisão ideológica

Trabalhar com as diferenças na escola junto aos alunos e alunas é procurar incentivar a sua criatividade em sala de aula, desenvolver talentos e carismas quando se realiza feiras de ciência e tecnologia, eventos de arte e espetáculos de música, atividades de esporte, arte e lazer, formar e informar os estudantes sobre a tarefa de construir seu próprio ponto de vista pessoal, nos debates e trabalhos de grupo desabrochar a visão de cada um sobre a vida e a realidade, sua interpretação dos acontecimentos do cotidiano, animar sua auto-estima e elevar o seu astral, evoluindo para a geração de uma consciência em que a liberdade é buscada com responsabilidade, o respeito se une à prática de uma vida direita, se faz o bem e é bom, fugindo de ideologias que escravizam e aprisionam, ignorando a violência em seu entorno nas ruas, no trabalho e na família, produzindo sim uma existência diferente, onde a bondade das pessoas é dada como o mais importante na realidade, se cresce na concórdia e na crítica construtiva, se concorda ou discorda quando é preciso, fazendo da consciência crítica e dialética um estado de vida construtor de outras possibilidades, novas alternativas de vida e diferentes oportunidades de negócio e realização de ações geradoras de bem-estar social e familiar e saúde coletiva e individual. Assim se progride para a produção de uma sociedade de bem com a vida e em paz com sua consciência. Deste modo, se supera doenças sociais e turbulências físicas e mentais; transcende-se distúrbios de comunidades violentas e se ultrapassa as fronteiras de uma cultura ignorante e de uma mentalidade agressiva que só faz atrasar o progresso da humanidade. Desta maneira, a Escola das Diferenças cria um mundo novo, saudável e agradável, onde a liberdade condiciona a verdadeira felicidade.

11. Fora da escravidão psicológica

Buscar uma mente sadia onde os fenômenos da consciência, seus princípios e valores contribuem para uma boa orientação na vida, igualmente é o desejo de uma filosofia educacional que visa diferenciar o cotidiano, nele inserindo uma ética positiva e otimista e uma espiritualidade natural que leve em conta a justiça social, a liberdade com responsabilidade e o direito com respeito. Assim construimos uma sociedade de auto estima elevada, de compromisso com o bem-estar das pessoas e com uma saúde social e familiar em que sobressaem o ponto de vista das pessoas, que deste modo transformam em realidade o sonho de uma sociedade fraterna e solidária, ordeira e pacífica, de bem com a vida e em paz com sua consciência. Gera-se pois desta maneira uma Escola Diferencial que procura alimentar em todos os envolvidos com o processo pedagógico um ensino e uma aprendizagem onde a qualidade de conteúdo das matérias e disciplinas edifica um saber que dá importância ao bem que devemos fazer e à paz que devemos viver socialmente, estrada essa que faz a diferença no convívio das pessoas acostumadas a um ritmo de realidade violento, turbulento e agressivo. É a Escola das Diferenças trabalhando para um presente e futuro de qualidade de vida para todos os que constituem e integram a sociedade. A Diferença é a sua pedagogia da liberdade que constrói coisas boas para o bem e felicidade de todos e cada um. Um ensino diferencial.

12. Respeitar as diferenças

Uma Pedagogia inovadora sabe primeiramente ser diferente e respeitar as diferenças, os detalhes, as particularidades, os pontos de vista diversos e adversos, a criatividade de cada um, o caráter de uma pessoa e sua personalidade equilibrada, o bom-senso das coisas, a estrutura racional que todos carregam, as singularidades como identidade, endereço, família, trabalho, documentos, atividades de cada dia, opções de vida, alternativas de emprego, escolaridade, profissão, seu lado vocacional, os talentos e carismas, enfim, cria as condições indispensáveis para que a liberdade caminhe com respeito mútuo e responsabilidade recíproca, se desenvolvam a solidariedade e a fraternidade, o coleguismo, a participação e a comunhão de idéias, princípios e valores, a colaboração social e familiar, a cooperação da sociedade e de comunidades na evolução da consciência escolar, no progresso de seus alunos e alunas, no crescimento real, virtual e atual, no desenvolvimento de ações individuais e coletivas que produzam a integração escola-comunidade, educação-sociedade, ensino-aprendizagem, de tal maneira que as diferenças sejam reverenciadas e contribuam para o bem-estar dos estudantes e a saúde dos profissionais de educação e todo o sistema de ensino, de currículos renovados, de avaliações corretas, de planejamentos sustentáveis, de uma didática criativa e integralizadora onde todos e cada um cresçam estudando, possam emergir de uma vida complicada para uma existência simples e saudável, bonita e agradável, a partir de que todos gostem de viver e ser felizes, existir com qualidade de conteúdo moral, social e cultural, os conhecimentos sejam apreendidos com solicitude e assiduidade, a ética seja abstraida com bom desempenho escolar e se construa uma firme e forte espiritualidade natural em que os estudantes aprendam a gostar de Deus, das coisas sagradas, da vida eterna, imortal e infinita, dos valores absolutos e necessários, e dos princípios que condicionem uma boa orientação para a realidade cotidiana. Esses são os frutos, efeitos e consequências de um verdadeiro respeito pelas diferenças dos estudantes que deve atingir os professores, funcionários e demais profissionais que realizam o binômio escola-comunidade. Assim se constrói uma Pedagogia da liberdade onde ser diferente é uma necessidade e o respeito pelas diferenças o princípio da justiça e da felicidade comum. Tal a proposta de uma Pedagogia da liberdade em que as diferenças são exaltadas gerando a unidade da sociedade e a comunhão quase perfeita entre grupos e pessoas. Porque somos diferentes. A Diferença nos marca, é o nosso registro no tempo e na história. Somos a Diferença.

13. Fazer boas escolhas

Ao se buscar uma Pedagogia que respeite e valorize as diferenças entre alunos e alunas, os detalhes de seus pontos de vista pessoais, seu mundo próprio de criatividades e construção de visões do mundo e da realidade peculiares a si mesmos, se anseia por propiciar aos estudantes um contexto de vida e de oportunidades em que possam fazer suas opções de vida e trabalho, suas escolhas de uma liberdade respeitosa e responsável, suas alternativas de produção de uma saúde e bem-estar coletivo e individual, visando assim possibilitar um universo de viabilidades a partir de que os discentes auxiliados por seus mestres gerem um ambiente a sua volta de potencialidades construtoras do bem e da paz e desconstrutoras da violência escolar e da agressividade interestudantil, priorizando-se então valores como a interatividade e o compartilhamento de programas e conteúdos interdisciplinares, e princípios como a fraternidade e a solidariedade, o coleguismo e o espírito de equpe, a colaboração e a cooperação recíprocas, razões de uma experiência pedagógica de sucesso e de prosperidade para o presente e futuro educacional. Assim se define uma Educação Diferencial onde se privilegia o otimismo estudantil e a alegria escolar, o equilíbrio do magistério e o bom-senso dos profissionais de educação e o bom juizo dos estudantes. É uma Pedagogia que dá valor ao respeito entre as pessoas e à responsabilidade mútua que deve existir na construção do processo educacional. Quem ganha com isso certamente é a sociedade em seu entorno e a humanidade a curto, médio e longo prazos. É uma Educação Sustentável.

14. Escolher o bem

Buscar valores baseados no bem e nas virtudes, desenvolver princípios como a auto-estima pessoal, a criatividade, o respeito e a responsabilidade, o ponto de vista próprio, a visão da realidade personalizada, cultivar o bom caráter, abstrair conteúdos e disciplinas interessantes, apreender atividades saudáveis e agradáveis, realizar ações interativas e compartilhadas, ser solidário e progredir na fraternidade, procurar a paz e a tranquilidade, evoluir no caminho da bondade, da concórdia e da convergência, enfim, crescer fazendo opções de acordo com sua natureza vocacional e profissional, eis a proposta de uma Pedagogia fundamentada nas diferenças, detalhes e particularidades dos estudantes, tornando-os capazes de abraçar sua cidadania na sociedade e seu anseio por uma vida de saúde física e mental e bem-estar material e espiritual, transformando assim as matérias e disciplinas das escolas, seus currículo e planos de aula e de curso em estrada para o aperfeiçoamento de sua dignidade humana, qualidade de vida e luta por melhores condições de trabalho em seu meio urbano e rural. Feito isso, se possibilitará a construção de comunidades sem violência, progressivas e de bem com a vida, em paz consigo mesmas e voltadas para a emegência social e cultural, a emancipação ética, política e espiritual, o desenvolvimento econômico e financeiro sustentáveis, respeitando-se uns aos outros, venerando a realidade ambiental, a boa sintonia com o universo e a ótima harmonia com a natureza. Crescerão assim todos e cada um no caminho do bem e da paz. Tal o objetivo final da Pedagogia educadora das diferenças de alunos e alunas.

15. Viver em paz

A Diferença é a marca registrada dessa Nova Pedagogia que busca o respeito aos alunos e alunas, a valorização de seus pontos de vista pessoais, o cultivo da auto-estima e a procura por uma vivência de qualidade e dignidade humana dentro e fora da escola, fazendo da liberdade a fonte da verdadeira felicidade. Cria-se pois deste modo uma educação para o bem do estudante e de todos os Profissionais do ensino, construindo-se então saúde e bem-estar para todos, a justiça social, o direito de ser direito, e uma vida onde a transparência das virtudes éticas e espirituais é a verdade autêntica do ser, pensar e existir. Produz-se então uma educação que ignora o bullyng, a violência interescolar e a agressividade entre os agentes pedagógicos. Procura-se uma Pedagogia de qualidade de currículos criativos, planejamentos interativos e didáticas bem construidas com avaliações que tendem a quase perfeita correção do processo de ensino e aprendizagem. Sim, estamos construindo a Nova Escola – o ensino do presente e futuro – com mais dignidade entre seus membros, os direitos de todos respeitados ao mesmo tempo que cada qual cumpre com suas obrigações, compromissos e responsabilidades. É a Escola do Bem cujo fruto é a paz.

16. Procurar a tranquilidade e o repouso

Se queremos o diferencial de uma vida nova em sociedade, então abracemos o repouso do corpo e da alma, e a tranquilidade do espírito, vivendo segundo as diferenças que nos fazem ignorar a violência a nossa volta e uma experiência de agressividade, quando muitos se afligem e se vêem transtornados com doenças, moléstias e enfermidades, carregados de distúrbios de ordem mental, física e emocional, moral e espiritual, social e cultural, política e econômica, sofrendo os efeitos de uma cultura social incômoda e maléfica que nos faz abdicar de nossos princípios de bem e de paz e nos deixar levar por valores de discórdia entre grupos e divergência entre pessoas e indivíduos. Buscar uma mentalidade baseada nas diferenças que nos fazem bem significa nos engajarmos no compromisso respeitoso e responsável pelo bem de nossas comunidades locais e regionais, concebidas a partir da Pedagogia das Diferenças que torna a Escola e a Universidade como ferramentas da boa aprendizagem e instrumentos de um ensino de qualidade de conteúdo excelente, solução para os nossos problemas sociais, dificuldades financeiras e conflitos de família, de rua e de trabalho. Tal a Educação Diferencial de nossos dias atuais.

17. Fazendo a diferença na sociedade

17.a. Viva a Diferença!

Se o seu dia a dia vai mal, então semeie o bem e seja bom com as pessoas.
Seja diferente!
Se no seu local de trabalho ou no seu ambiente de família, todos lhe são adversos ou contrariam você, ou discordam da sua maneira de viver e se comportar, então crie as condições necessárias para que a paz e a concórdia reinem ao seu lado e em torno de você.
Seja diferente!
Diante da tristeza e da angústia, seja alegre e contente.
Seja diferente!
Perante a maldade e a violência cotidianas, ilumine e fortaleça os outros.
Seja diferente!
Se o clima está pesado com a doença e a enfermidade em sua volta, então sorria para as pessoas, anime os desanimados, motive os deprimidos, incentive os aflitos e perturbados, console os desesperados e se aproxime de quem está aparentemente infeliz.
Seja diferente!
Se na sua frente só há destruição e tragédia, briga e confusão, então gere amor e amizade, construa o direito e a justiça, pratique o respeito e a responsabilidade, produza o equilíbrio, o juízo e o bom-senso.
Seja diferente!
Na falta de fé, acredite em Deus.
Na dúvida e incerteza, confie no Senhor.
Na insegurança e instabilidade, seja firme fazendo o bem e seja forte construindo a paz.
Seja diferente!
Se o mal-estar invade a sua alma e a sua casa, tenha calma e espalhe a tranqüilidade, gere um ambiente seguro e confiante em si e em seu círculo de amigos.
Seja diferente!
Construa ao invés de destruir.
Em meio à divisão entre grupos e indivíduos, seja amigo e generoso, fraterno e solidário.
Se o orgulho e o egoísmo prevalecem, prefira a o amor e a humildade.
Se os complicados confundem, use a simplicidade para iluminar e a inteligência para fazer a diferença entre as coisas.
Seja diferente!
Seja luz onde existe a escuridão.
Seja alegria onde invadir a tristeza.
Seja entusiasmo onde houver a fraqueza.
Seja corajoso onde insistir a covardia.
Seja amor e vida onde imperam o ódio e a morte.
Seja bom quando fazem o mal.
Gere bem diante dos seus contrários e adversários.
Faça o jogo do bem diante do mal.
Utilize a malandragem do bem nessa hora.
Seja diferente!
Você não é obrigado a ser feio e ruim, por isso escolha ser bom e bonito.
Troque o seu pessimismo pelo otimismo de quem está de bem com a vida, e o seu negativismo pelo pensamento positivo de quem curte com prazer e alegria as boas coisas que a vida tem.
Eleve a sua auto-estima e elimine o seu baixo-astral.
Seja diferente!
Seja amigo da verdade e inimigo da mentira.
Procure a liberdade onde só há escravidão.
Busque a felicidade sempre e a guerra jamais.
Construa saúde perante a doença que lhe ameaça.
Arrisque no bem que você constrói e na paz que você vive, quando os conflitos forem fabricados e as contradições forem industrializadas.
Que Deus o ajude quando a maldade lhe perseguir e a violência desejar estragar a sua vida.
Deus existe.
Mas o mal também.
Seja diferente!

17.b. Faça a diferença hoje

Neste dia que amanhece, não queira ser o comum do dia a dia.
Não viva a rotina diária e noturna.
Não seja igual aos outros.
Mas seja diferente.
Faça a diferença na sua vida hoje.
Enquanto quase todos estão tristes e deprimidos, abatidos e
cabisbaixos, seja você alegre e contente, esteja de bom-humor ainda
que os contrários da vida insistam em derrubar você.
Enquanto quase todos estão negativos e pessimistas, faça você a
diferença vivendo aqui e agora de maneira positiva e otimista mesmo
que muitos digam "não".
Enquanto a maioria vive de violência e é agressiva, você
diferentemente faça o bem e seja bom com todos e cada um, até com seus
adversários.
Enquanto várias pessoas teimam em ser más e ruins, você faça diferente
e abrace o sorriso no rosto e beije a vida fazendo da liberdade a
fonte da felicidade.
Enquanto alguns preferem a discórdia de opiniões e a divergência nos
relacionamentos, procure você convergir quando possível e concordar
sempre que achar necessário.
Enquanto vários passem o cotidiano destruindo a vida dos outros, você
ao contrário não faça isso, todavia sempre construa a bondade que
edifica e a paz e a tranquilidade mais fortes que as más intenções da
consciência e as grandes confusões da inteligência.
Seja racional e cordial, enquanto outros se satisfaçam com a
irracionalidade dos pensamentos ou a frieza e a geladeira das
atitudes.
Seja um fogão sempre aceso ainda que o inverno chegue mais cedo ou as
pedras de gelo da realidade anseiem por estragar seu entusiasmo e
animação diante da existência.
Seja diferente na rua, na família e no trabalho.
Quem sabe assim você erga os angustiados, ou levante os aflitos e
medrosos ou anida anime e incentive os desesperados e com pânico
perante as coisas e os acontecimentos.
Quem sabe você ganha mais um para Deus.
Quem sabe você salve uma vida.
Quem sabe você assim liberta alguém da prisão ou da escravidão.
Seja diferente.
Faça hoje a diferença na sua vida.
Vale a pena ser um diferencial quando o importante é fazer alguém feliz.
Felicidade hoje é fazer a diferença.
Seja diferente.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Magistério

Magistério
Uma Consciência que evolui

1. De Mediador a Orientador

Atualmente, o cargo que ocupa o Professor deixou de ter a função monóloga de palestrante ou discursista ou conferencista para assumir o papel de Mediador perante os estudantes e o conteúdo interdisciplinar de matérias diversas e programas de ensino que exigem uma aprendizagem diferenciada que leve em conta o caráter e a personalidade de alunos e alunas, a sua subjetividade característica e o seu lado pessoal e interativo de tratar os temas e assuntos da rece curricular e grade de conhecimentos e ideologias a serem apreendidas e abstraidas pelo colegiado discente rumo à obtenção de uma orientação carismática, técnica e profissional deste mesmo Professor, agora condutor da boa escolaridade dos sujeitos da educação, seguidores da diretriz sensata e equilibrada de seu Mestre e Educador. Assim, cabe hoje ao Professor educar para a vida e o trabalho discente, disciplinando suas atitudes e atividades escolares, organizando o conteúdo e os programas do saber e do fazer tendo em vista ordenar e regularizar as ações pedagógicas desenvolvidas pelos jovens estudantes. De fato, o Docente não ensina mais, todavia orienta o aprendizado, esclarece dúvidas e incertezas do caminho, elucida as questões mais fundamentais, iluminando seus discípulos no caminho da liberdade de construção de sua própria aprendizagem cujos critérios positivos são dados e oferecidos por seu Mestre rumo à melhor estrada educativa que possa realizar as necessidades de seus alunos e alunas e satisfazer seus anseios, desejos e aspirações vocacionais e profissionais, articulando ao mesmo tempo o seu modo criativo de resolver problemas e solucionar interrogações, conflitos e dificuldades. Portanto, a função do Magistério se desloca do ensino para a devida e razoável orientação a ser prestrada pelo Professor visando a boa e melhor aprendizagem dos estudantes a quem comanda e conduz na boa caminhada pedagógica e educacional, o que certamente culminará com o encontro dos jovens aprendizes com a liberdade feliz de ser alguém na vida, consumando seu prazer de estudar em prol de um trabalho libertador. Como se observa, o Professor não ensina mais, porém o próprio estudante se torna responsável por seu aprendizado ajudado sim pelo Mestre na busca da melhor cultura pedagógica e mentalidade educacional orientadoras da sua ótima obtençao dos créditos, favores e benefícios de uma educação globalizante e diferencial onde os estudantes têm o seu astral elevado e a sua auto-estima aumentada. Consequentemente, receberão as informações precisas para uma bela formação escolar. Tal a missão de Mestres e Mestras aqui e agora na escola de hoje.

2. O Conteudista

Uma das novidades na escola de hoje é o papel do Professor como Produtor de Idéias e Gerador de Conhecimentos – Conteudista – inovando a metodologia de ensino e aprendizagem onde o Mestre cria conteúdos de saber com fundamentação interdisciplinar, seguindo o planejamento escolar e obedecendo aos currículos da sua Secretaria de Educação do Estado ou Município, enfatizando então seu repertório cultural, sua formação familiar, seus princípios éticos e espirituais e seus valores morais e sociais, construindo assim uma programação pedagógica em que sobressaem sua criatividade e o interesse dos alunos e alunas, sua intencionalidade e a correspondência dos estudantes, sua personalização de matérias e disciplinas e o acolhimento dos discentes, sua maneira própria de tratar as questões educacionais e a participação dos discípulos, sua comunhão e interatividade características e a colaboração dos aprendizes, constituindo-se pois assim um novo universo de alternativas programáticas, uma outra esfera de possibilidades sistêmicas e estruturais a partir de que a educação se torna aberta, a didática renovada e o sistema pedagógico de ensino libertador de preconceitos e bloqueios psicológicos e barreiras ideológicas capazes de impedir a obtenção de ideologias de aprendizagem que se identificam com o bem-estar de educadores e estudantes e a saúde de uma pedagogia libertadora, já que as diferenças são exaltadas e os detalhes de conteúdo e seu jeito diferente de abordar temas e assuntos escolares acolhidos por todos os interessados na renovação da escola por um ensino de qualidade e uma aprendizagem diferencial sem ignorar o lado globalizador da educação. Deste modo, é importante a função conteudista do Docente ajudando na desconstrução preconceituosa do saber interativo, fazendo ora compartilhar-se experiências interpessoais e que cooperam para uma escola de excelência humana indubitável. Mais uma vez, as diferenças ditam as regras do bom ensino e da ótima aprendizagem.

3. O Dia do Professor
(15 de Outubro)

Em sala de aula, dentro da escola ou fora do colégio, na faculdade de estudantes ou com os alunos da Universidade, lecionando ou pesquisando, estudando ou trabalhando, mediando ou orientando, o Mestre do ensino, o Pedagogo da aprendizagem, o Educador de matérias e disciplinas, o Gerador de conteúdo, o Produtor de conhecimentos, o Criador de idéias, o Promotor de debates e o Incentivador de pesquisas, o Animador dos grupos docentes e o Motivador das comunidades discentes, Ele, formado pela Sabedoria da Vida, informado das questões da realidade cotidiana, Solucionador dos problemas pedagógicos e educacionais, Crítico das interrogações diárias da vida das pessoas, Dialético quando necessário, Canal de respostas para as dúvidas e incertezas relativas ao processo ensino-aprendizagem, Cético de vez em quando, Relativista hoje em dia, Indeterminista sempre que pode, Solitário muitas vezes, Solidário e Fraterno quase sempre, Niilista quando o nada existencial e o vazio espiritual perturbam a sua vida, enfim, o Docente Mestre e Doutor quando possível é o Centro do movimento da vida, que orienta a todos e cada um com seus sábios pensamentos, com seus sentimentos cordiais e seus comportamentos disciplinadores, ordenando de fato a mente das pessoas, organizando a consciência e a racionalidade humanas, determinando as atitudes de grupos e indivíduos que estão sob sua responsabilidade.
Assim é o Professor.
Chave do sucesso da sociedade.
Segredo da prosperidade da humanidade.
Construtor de novas tendências e possibilidades, Ele é a porta do futuro, de um presente cheio de novidades e de um amanhã pleno de oportunidades.
Com o Professor, todos crescem, progridem e evoluem.
Sem o Professor, não há desenvolvimento social, político, econômico e cultural.
Com Ele, a pesquisa científica e as grandezas tecnológicas.
Sem Ele, desaparecem as riquezas materiais e evaporam as belezas espirituais.
Ele, o bom Professor, o Docente dos discentes, é a função matemática em torno da qual todos se sentem bem, em paz com a vida, positivos e otimistas.
Ele, a base fundamental da sociedade do conhecimento.

4. Tudo começa em sala de aula

Desde o seu ministério em sala de aula, passando pelos Conselhos de Classe e reuniões com a Diretoria e Coordenadores de plantão, percorrendo as atividades de ciência, de arte e esporte, dialogando com todos e cada um na horado recreio, ocupando-se com a preparação de provas, testes e exames em sua casa, planejando cursos e aulas, seminários e conferências, palestras e debates, pesquisas e monografias, batendo papo nos corredores da escola com alunos e alunas, funcionários e colegas de trabalho, participando das assembléias do sindicato e central de professores por melhores salários, planos de carreira racionais e sensatos e condições de exercício profissional razoáveis, atualizando e se reciclando com conteúdos e programas de aprendizagem onde impera a interdisciplinaridade, a didática colaborativa e interativa, o planejamento escolar equilibrado e a realização de currículos e programas de ensino, convivendo com problemas, conflitos e dificuldades pedagógicas dentro e fora do colégio, enfim, experimentando com limites e superações o universo educacional de seu Estado e Município, o Mestre vai acumulando vivências, práticas e experiências de trabalho docente que o ajudam a informar sua inteligência e formar sua consciência, que evolui com o tempo, se desenvolve na construção de uma liberdade de ir e vir, o que gera um comportamento progressivo de acumulação de identidades e diferenças, riqueza de conteúdos culturais, qualidade de serviços prestrados à comunidade escolar e excelência de virtudes éticas e espirituais, que refletem a vida do professor durante sua trajetória educacional, na convivência com a sociedade, para a qual a escola encaminha seus estudantes, mestres e demais profissionais da educação. Assim é a vida do mestre em seu cotidiano de ida e volta da escola. Nesse processo de atividades permanentes, vai adquirindo uma consciência do seu magistério, enriquecida com suas experiências e sentimentos humanos, seu engajamento social e familiar, pontos de vista e opiniões produzidas, princípios e valores de vida que o fazem orientador de seus discentes e mediador dos conteúdos da sala de aula presencial ou virtual. Assim se constrói a consciência do professor.

5. Uma vocação que supera dificuldades

Em sua ida e vinda para o trabalho em sala de aula, o mestre enfrenta muitos obstáculos para exercer o seu ministério, vencendo transtornos de transporte e locomoção, superando condições de vida docente insuficientes e mesmo problemáticas como o local de ensino em obras, pingos de chuva no lugar de docência, salários baixos e remuneração aquém de seu plano de carreira, disciplinas mal elaboradas, currículos de ensino e aprendizagem pouco planejados, alunos e alunas desobedientes, violentos e agressivos, funcionários de má vontade para trabalhar, conflitos com inspetores e coordenadores de plantão, mau relacionamento com o diretor da escola, divergências quanto aos programas de ensino e aprendizagem dos estudantes, questões de saúde física e mental quando várias vezes a enfermidade chega, os distúrbios de emoções acontecem com frequência quase absoluta, contrariedades na família e adversidades e pontos de vista diferentes entre os mesmos profissionais de educação, enfim, uma série de violências que resultam na má qualificação do professor, reciclagem e atualização carentes, fraca assiduidade escolar, contradições de consciência e indeterminismos de comportamento, uma vida descartável que vem levando até aqui, inconstância moral e débil situação espiritual, tudo isso afetando sua profissão e seu lado vocacional, alterando atitudes e ações colaborativas, interferindo na interatividade que deve reinar na escola, indefinindo circunstância de vida que tornam o trabalho desgastante e pesado, doente e debilitado, o que faz do professor um sujeito praticamente despreparado para a sua função, fato apenas superado por sua boa vontade, prazer no exercício do magistério, o bom coração que tem, seu equilíbrio mental e emocional e seu otimismo de vida. Fora isso, sua vida escolar é bastante turbulenta. Então, é preciso coragem e paciência para continuar sua luta por bem ministrar suas aulas e corresponder positivamente à expectativa de todos, inclusive os discentes. Nessa hora, precisa ser forte e contar com a ajuda de todos.

6. Trabalhar por prazer ou necessidade ou distração

O Mercado de trabalho federal, estadual e municipal, ou na área privada e particular, está sempre selecionando profissionais de sala de aula presenciais e virtuais que queiram seguir carreira profissional ou assumir atividades que lidam com prazer e alegria, vocação essa naturalmente constituida, o que certamente convive com outros mestres e mestras que vão e vêm da escola por necessidade material ou psicológica ou ainda como meio de distrair a cabeça, sair da rotina diária e diminuir a tensão psicossocial, distraindo-se a conceber planos de aula e de curso, atualizando seus conhecimentos aleatoriamente, nem sempre preparados didaticamente para o exercício do magistério, ministério esse que precisa ser levado a sério pois está em causa específica a educação de crianças e adolescentes, a formação pedagógica e interdisciplinar de jovens e adultos, a informação cultural a que todos têm acesso sobretudo hoje por ambientes online ou sistemas virtuais de rede mundial de computadores. Ao prestar esse serviço docente aos estudantes o professor leva em conta certamente sua educação familiar, sua formação cultural durante a vida, seu quadro negro de problemas mentais, dificuldades financeiras e conflitos na família e no trabalho, as condições de transporte e locomoção para a escola, sua infraestrutura material e espiritual, sua ética comportamental e sua espiritualidade natural quando desenvolve virtudes e atividades de qualidade técnica e profissional, sobretudo as de ordem moral e religiosa, seus princípios sociais e interpessoais, seus valores de vida e existência, suas raizes ambientais, seu contexto local de comunidades engajadas no processo de ensino e aprendizagem, sua cultura virtual, real e cotidiana e sua mentalidade baseada em normas de vida onde prevalecem a paz e a tranquilidade em suas relações, sua bondade, equilíbrio e otimismo na experiência de todos os dias e seu bom-senso em se preparar bem para ministrar aulas, desenvolver cursos técnicos e profissionalizantes, e evoluir construindo uma pedagogia de liberdade, fonte da verdadeira felicidade. Nesse processo pedagógico e educacional, ele se realiza vocacional e profissionalmente, e se satisfaz com sua criatividade progressiva e a evolução de seus dons, talentos e carismas de magistério ministerial. Com ele, a felicidade penetra sua família e seu trabalho, seus amigos e colegas, construindo assim em seu entorno uma vida de interações positivas compartilhadas com amor, boa vontade e grande auto-estima. Assim crescem o mestre e a mestra.

7. Plano de carreira, condições de trabalho e melhores salários

Por sua qualidade de conteúdos adquiridos, a excelência profissional de sua vocação, seus talentos em sala de aula, sua interatividade com a rede escolar, sua boa vontade em trabalhar diariamente, seu anseio por um ensino onde a aprendizagem é rica em matérias e disciplinas compartilhadas entre si, seu desejo por uma educação para a liberdade, sua didática criativa e sua mobilização constante junto aos estudantes, sua boa ética de virtudes espirituais, sua transparência moral, sua busca por um saber interativo e interdisciplnar, sua vontade de acertar ainda que algumas vezes os erros prevaleçam, eis as condições indispensáveis para que o magistério tenha um plano de carreira sensato, saudável e satisfatório, condições de trabalho razoáveis e salários dignos e justos, tornando sua opção em sala de aula alegre e prazeirosa, repartida com seus colegas de trabalho e que significam uma existência de equilíbrio e otimismo para mestres e alunos. Assim, o docente crescerá sempre em direção de uma escola de qualidade onde reina o mérito, que respeita e valoriza o professor dentro e fora de seu local de ensino, não só como mestre que é mas sobretudo pelo ser humano que representa, necessitado de uma renda pessoal bastante racional de acordo com seus limites e desejos naturais e culturais. Deste modo, o docente evoluirá para uma realidade sempre de dignidade e qualidade de vida profissional.

8. Reciclagem do saber e atualização dos conhecimentos

Procurar conhecer as novidades do seu conteúdo específico e as surpresas que ocorrem quando se busca inovar a disciplina, além de enriquecer a matéria tradicional existente, colorida com definições originais, detalhes interessantes e diferenças que dão importância ao seu excelente material de conhecimentos, eis o modo determinante da conduta do professor capaz de carregar de riquezas culturais e científicas seu repertório de saber, colocado em comum junto aos estudantes, com eles interagindo e compartilhando pontos de vista diversos e adversos, diferentes e contrários, opiniões divergentes e visões da vida e da realidade concordantes ou não, mas que através do debate em sala de aula, do diálogo franco e sincero, da pesquisa científica, torna possível a cooperação mútua e a colaboração recíproca, função do mestre e papel de alunos e alunas, que assim abstraem o grande manancial de idéias debatido e apreendem igualmente os macetes da essência cognitiva, discernente, fazendo então a diferença na abordagem de cada detalhe discutido, quando se abraça as melhores ideologias e seus efeitos de cultura distributiva e mentalidade repartida, tendo em vista a gigantesca e excelente aquisição por parte dos discentes, resultado de momentos de atualização do docente, que procurou conquistar novos conteúdos para vitalizar sua disciplina e incrementar ainda mais e melhor sua matéria curricular. Assim crescem mestres e estudantes, evoluindo a consciência de cada qual não só em relação ao saber conseguido todavia com o repartir de regras de ação, princípios de vida e valores de comportamento transformando ambos em agentes de evolução da inteligência em busca de uma liberdade iniciadora de uma vida feliz, de plenitude compartilhada e de abundância posta para todos. Desenvolvem-se assim os conteúdos interdisciplinares e as matérias de repertório novo cuja abstração é feita com responsabilidade e seriedade por cada estudante. Há assim progresso nas matérias articuladas, debatidas com sucesso e repartidas com o desejo de fazer crescer o processo educacional enriquecendo o material pedagógico. Crescem pois professores e estudantes. As novidades são distribuidas, interagidas e compartilhadas. Evolui-se ora para uma consciência de liberdade nos conhecimentos apreendidos. Há uma evolução da consciência de ambas as partes. E quanto maior a consciência, melhor a liberdade.

9. O Trabalho Interdisciplinar

A Concordância de matérias e a convergência de disciplinas, sua interação com atividades de arte, esporte e lazer, sua comunhão com eventos e conferências, devem trazer ao professor um manancial de conteúdos ricos em conhecimentos, em idéias compartilhadas e saberes colaborativos, tornando o Profissional de Educação um Articulador Interdisciplinar quando trabalha a construção do saber através da cooperação mútua entre a rede curricular, o planejamento de ensino, a boa aprendizagem de alunos e alunas, a didática interativa, a avaliação construtiva, fazendo dos estudantes instrumentos do bom repertório cultural então acumulado, neles desenvolvendo pontos de vista geradores de uma visão de mundo, da realidade e da sociedade, capaz de interpretar com transparência virtuosa os momentos reais e atuais e os acontecimentos do dia a dia, transformando em evolução permanente da consciência e da liberdade tal aquisição de conhecimentos compartilhados. Crescem o professor e o estudante e toda a teia escolar e seu conjunto de operadores educacionais dentro e fora de suas condições de trabalho, de rua e de família. Eis algo que faz progredir a carreira do magistério qualificando cada vez mais e melhor mestres e mestras e tornando possível seu crescimento virtuoso em termos de ética, trabalho e espiritualidade. Só tem a ganhar o docente e seus discentes no trabalho interativo interdisciplinar onde os conteúdos se trocam, convergem uns com os outros, superando diferenças e discordâncias, transcendendo barreiras pedagógicas e obstáculos psicológicos e ideológicos e ainda ultrapassando os limites humanos, naturais e culturais do processo de ensino e aprendizagem. Sim, crescem todos os Agentes Pedagógicos.

10. O Mestre, um Explicador

Explicar e saber explicar bem, eis a verdadeira vocação do professor, que assim ensina a matéria e disciplinas e seus conteúdos de conhecimento e compartilhamento, também reaprende ensinando, orienta melhor os estudantes em sua trajetória de vida e trabalho, conduz seus alunos e alunas a um aprendizado de qualidade quando abstrai o que é necessário para seu comportamento bom, ético e responsável, de respeito mútuo e solidariedade entre si, leva seus discentes a uma vida boa, de excelência moral e espiritual a fim de que sejam verdadeiros cidadãos e cidadãs dentro da sociedade civil, cumpram seus deveres e obrigações e satisfaçam seus direitos, sua dignidade elevada e sua luta por um mundo melhor de justiça social e fraternidade entre os povos, construindo pois deste modo uma humanidade livre e feliz, de bem com a vida e em paz com sua consciência, realizadora de seus talentos e carismas, desenvolvedora de sua criatividade, cumpridora de sua vocação para a liberdade, fonte da verdadeira felicidade. Pois bem. É papel do mestre explicar tudo isso. Ser um explicador sempre que necessário mostrando um bom caminho para aqueles e aquelas que ouvem e apreendem seu testemunho em sala de aula virtual e presencial. Sim, o docente, um grande explicador.

11. Buscar e incentivar a Pesquisa

É natural que o professor busque a pesquisa, o trabalho inovador, a construção de outros, novos e diferentes conteúdos do saber, a geração de conhecimentos saudáveis, o compromisso com uma ética de qualidade e uma espiritualidade natural, que sirvam de exemplo, entusiasmo e animação para os estudantes e demais membros do processo educacional, desenvolvendo o ensino e a aprendizagem de maneira sólida e eficaz, desconstruindo a violência escolar – o chamado bullying – e a agressividade de alunos e alunas, abrindo as portas para uma Pedagogia da Liberdade, uma Cultura das Diferenças e uma Mentalidade baseada no respeito entre grupos e indivíduos e na responsabilidade mútua, ignorando-se então a agressão interdisciplinar, a turbulência de matérias e disciplinas, os distúrbios de currículos carentes de fundamentos razoáveis e os transtornos de didáticas alienantes e avaliações faltosas comprometedoras do bom andamento do planejamento escolar, o que transforma os docentes e seus discentes em ferramentas emergentes de uma educação libertadora e instrumentos de um direito escolar onde os estudantes e demais profissionais de educação são incentivados a procurar as novidades pedagógicas, as diferenças educacionais e os detalhes de uma aprendizagem voltada para a produção de uma consciência livre, respeitosa e responsável, que a fazem evoluir constantemente para um modelo pedagógico ordeiro e pacífico, fraterno e solidário, concordante e convergente, renovador e libertador, o que só faz crescer a classe do magistério levando-a a horizontes mais justos dentro de uma carreira que tende a ser progressiva, emergente e evolutiva. Assim, o magistério pode caminhar para uma realidade humana e natural mais saudável e agradável onde seus direitos sejam respeitados, sua dignidade reconhecida e sua luta por melhores dias melhor de ser compreendida pela sociedade em geral. Deste modo caminha o magistério. Para uma liberdade cuja consciência é o entendimento de que o respeito impere entre todos, a responsabilidade reine e o compromisso com a liberdade se torne o maior e melhor princípio de todos, o valor mais alto e elevado, capaz de conduzir os mestres e mestras a uma boa, digna e razoável orientação na vida. Tal a postura do magistério atual.

12. O Dia a dia do Mestre

Desde sua saida de casa até a volta de sua atividade escolar o Professor vive momentos de superação de problemas, conflitos internos e dificuldades exteriores, crise de relacionamento na família e distúrbios no trabalho, transtornos na sua ida e vinda pela rua, um mundo de traumas, medos e aflições que levam o docente a ultrapassar contradições do cotidiano transformadas em obstáculos de sua ascensão familiar e social, situações que muitas vezes o levam à depressão patológica já que não consegue transcender essas contrariedades diárias ou tais adversidades transitórias de seu mercado de trabalho. Trabalhando quase sempre sob circunstâncias de risco, péssimas estruturas materiais de ensino, baixos salários, e uma perspectiva de crescimento de carreira bastante duvidosa e incerta, o Professor segue sua meta de tentar sobressair desses pesadelos cotidianos metamorfoseando suas ações e atitudes de cada hora, minuto e segundo realizando comportamentos bons, pacíficos e equilibrados, seguindo com otimismo e alegria seu empenho de fazer de seu esforço escolar um meio de vencer barreiras e ganhar a luta da vida, construindo alternativas de saúde e bem-estar para si e os seus, dentro de uma definição de existência onde reinam a justiça social e o respeito mútuo e a responsabilidade recíproca e imperam a fraternidade e a solidariedade de uma realidade magisterial compartilhada e interagida com rico conteúdo de conhecimentos e ótimas idéias, sob a tutela de uma ética firme e forte e de uma espiritualidade natural que asseguram voz e vez para o Deus da sua vida. Nessa vivência de todos os dias, o mestre consegue vencer, superando lutas e intrigas, brigas e batalhas, combates e a guerra escolar, de onde sobrevivem os profissionais mais espetos e malandros de princípios e valores estáveis e bem consolidados com o tempo e a história. Sim, porque o docente vive de princípios. Suas regras são sua capacidade vocacional e seu talento profissional, seu carisma natural e suas raizes culturais conquistadas pouco a pouco. Assim, o mestre evolui com a consciência que supera impecilhos, transcende barreiras e ultrapassa obstáculos em nome de uma liberdade que gera o bem e a paz e desconstrói a violência a sua volta e a agressividade de seus parceiros de colégio ou faculdade. O Mestre evolui com trabalho, sabedoria do tempo e a paciência de caminhar com os pés no chão evitando sonhos e fantasias e ignorando seu lado imaginário de abordar os problemas da vida. Ele cresce e progride trabalhando.

13. Um Profissional que cresce

A Jornada do Mestre em sua ida e vinda para o trabalho escolar ou universitário é feita de novidades permanentes, de surpresas admiráveis, de construção de conteúdos inovadores, de produção de idéias e conhecimentos ricos em matérias interdisciplinares, de convivência harmônica ou problemática com os Profissionais da Educação e seus alunos e estudantes, de colaboração nas atividades intracolegiais, de ajuda no que pode fazer para o desenvolvimento de uma pedagogia da liberdade, na desconstrução da violência em sala de aula, da iminência do bullyng e da constante agressividade estudantil, operando então na busca pela tranquilidade em seu emprego, geração de direitos individuais e coletivos, luta por melhores condições de vida, de trabalho e de salário, empenho emergente por produzir planos de aula consistentes, currículos criativos, didáticas interativas e avaliações quase perfeitas, corretas quando procuram o progresso dos estudantes e sua evolução na consciência e liberdade. Assim se processa a carreira de um magistério engajado no desejo de saúde pedagógica e bem-estar educacional para todos os envolvidos na dinâmica de ensino e aprendizagem. Deste modo, evoluem os professores, crescem os alunos e alunas e progridem todos os responsáveis pelo bom andamento da escola assim como os funcionários, auxiliares e a comunidade circunvizinha, todos esforçando-se para garantir justiça social, respeito entre os cidadãos e responsabilidade na ânsia por produtividade escolar. Desta maneira, se desenvolve a boa escola onde a liberdade reinante é condição da verdadeira felicidade.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Era do Limite

A Era do Limite

Introdução

Tentamos aqui e a partir de agora mostrar e demonstrar neste trabalho de pesquisa a importância de nossos limites naturais na vida de cada dia , salientando pois ao mesmo tempo a necessidade que temos hoje de tomar consciência de sua realidade em nossas existências, entender as suas manifestações sociais e ambientais e compreender o modo pelo qual devemos reagir diante deles, a fim de que assim, conscientes de seus fenômenos em nós e por nós, vivamos bem a nossa vida, sem excessos ou exageros, com equilíbrio, pois nesses casos a virtude está no meio, onde a verdadeira medida é viver sem faltas e sem atitudes em demasia.
Nessa era dos limites, sejamos conscientes e responsáveis perante as fraquezas de nosso corpo, os cansaços e fadigas de nossa mente e os esgotamentos e debilidades de nosso espírito.
Somente assim teremos de fato uma vida de qualidade, de saúde plena e bem-estar razoável.
Sejamos conscientes.

A Consciência de nossas limitações

1. As Barreiras e as Fronteiras de nosso estado de vida

Dentro e fora da realidade da experiência cotidiana, observa-se nos seres humanos um crescente processo de conscientização das suas limitações naturais, temporais e reais, em que conscientes de nossos limites podemos melhor administrar a nossa vida de cada dia, os nossos trabalhos e atividades diárias, nosso comportamento individual e social, sabendo de antemão que se convivemos em sociedade devemos então suportar as diferenças e limitações de nossos semelhantes, o que nos proporciona um convívio social de mais qualidade, perfeito em seu entendimento mútuo e compreensível em seu relacionamento humano e natural, dando-nos então a possibilidade de uma vida mais excelente, perfeita e de qualidade social há muito tempo comprovada.
Nossas limitações se identificam muitas vezes com a dor e o sofrimento do dia a dia, as doenças e as enfermidades que enfrentamos, o medo e a insegurança propiciados pela violência urbana e rural, o esgotamento mental, o cansaço físico e a fadiga psicológica e espiritual que quase sempre assumimos em nossa convivência cotidiana.
Além disso, o desemprego e a falta de trabalho e ocupação profissional, os conflitos familiares, as controvérsias escolares e universitárias, a dialética das idéias e dos conhecimentos adquiridos, consolidados e desenvolvidos, a antítese de pensamentos que se contrariam, a adversidade de atitudes que se chocam diariamente, a guerra entre o bem e o mal, distúrbios mentais e emocionais, a depressão patológica, a tristeza e a angústia, o nada e o vazio espirituais, a dúvida e a incerteza céticas, o indeterminismo de nossas posturas sociais e culturais, políticas e econômicas, a indefinição de nossas ações éticas e religiosas, a batalha pela vida e a luta por um estado de saúde melhor, a superação de preconceitos e superstições, a ultrapassagem de obstáculos mentais e a transcendência das confusões da mente e das complicações irracionais, a ignorância e a ausência de conhecimento e discernimento que nos possibilitem separar as coisas.
Tudo isso, enfim, nos mostra que vivemos atualmente a era do limite, ou seja, assumimos cada vez mais e melhor uma consciência de nossas limitações e dificuldades, uma vivência de fronteiras comportamentais bem definidas uns em relação aos outros.
Somos mais conscientes de nossos limites humanos e cotidianos.
Estamos no limite da existência humana.

2. A Finitude Temporal

Estar no mundo, ser limitado historicamente, assumir a nossa temporalidade mortal, abraçar as nossas fronteiras psíquicas, sociais e espirituais, abarcar as nossas contingências reais e atuais, comprometer-nos com as nossas margens comportamentais cotidianas, compreender e aceitar conscientemente as definições de nossas tendências e os determinismos de nossas possibilidades presentes e futuras, reconhecer o nosso passado carregado de bloqueios mentais e físicos, saber de antemão até onde podemos chegar e quando devemos parar, discernir os sonhos impossíveis e os anseios irrealizáveis dos acontecimentos do dia a dia plenos de travamentos políticos e econômicos, sociais e culturais, perceber aonde a nossa natureza atinge os seus objetivos, assumir as nossas finalidades e metas cheias de obstáculos humanos e naturais, observar sempre a diferença entre a nossa racionalidade real e a nossa imaginação louca, entender e preservar as nossas carências afetivas, os nossos desejos vazios e as nossas necessidades insatisfeitas, enfim, conscientizar-nos de nossa finitude e temporalidade, sempre pois com uma perspectiva de eternidade, cujos valores de bem e de bondade, as virtudes da paz e da concórdia, e as vivências fraternas e solidárias então alcançarão a sua plenitude de liberdade e excelência de felicidade, eis os detalhes da verdadeira diferença que devemos fazer entre os nossos limites cotidianos e as nossas possibilidades eternas e infinitas.
Olhar a realidade desse modo nos ajuda a viver bem a nossa vida de cada momento, garantindo para nós boa qualidade de vida, enriquecida com os favores que a natureza nos propicia e aperfeiçoada com os benefícios que a vida nos proporciona, sempre conscientes de que esse estado de vida natural é positivo, nos enche de alegria e otimismo, porque vem de Deus, o Senhor, a Razão da vida e o Sentido da natureza.
Compreendendo por conseguinte tal situação real e natural em que aqui e agora nos encontramos, concluímos que esses limites temporais e suas finitudes históricas – como a dor, o sofrimento e a morte – são negações do corpo e da alma humanas, que contradizem nossas esperanças de um mundo melhor.
Todavia, é na natureza, que deriva de Deus, e não no sofrimento, que está a nossa salvação, purificação e felicidade.
Somos felizes e nos purificamos, não quando sofremos, porém ao fazermos o bem e vivermos em paz uns com os outros.

3. A Ideologia Existencialista

Segundo os pensadores da filosofia existencialista dos tempos modernos, posterior ao socialismo liberal e democrático, e antes ao capitalismo selvagem, como Sartre – e os limites da náusea emocional, do nada existencial e do vazio espiritual -, Heidegger – e as fronteiras da temporalidade, da finitude e da historicidade -, Marcel – e as definições dos valores católicos e cristãos – e outros, a história da humanidade tem sido, desde as suas origens mais distantes até o momento de hoje, um processo de ocorrências cujas características se identificam com realidades tais como a condição humana e natural, os limites e os determinismos de sua natureza, as definições da sua consciência imanente, transcendental e transcendente, os bloqueios mentais e as barreiras psicológicas e sociais, os obstáculos ao conhecimento verdadeiramente possível, as impossibilidades da racionalidade questionadora, o lado imaginário da mente, a irrealidade de certos comportamentos e a irracionalidade de algumas ideologias, a inconsciência de outras atitudes que se alienam da realidade em torno de si, os preconceitos mentais e as superstições religiosas, as confusões cerebrais e as complicações de determinadas teorias, as ações dogmáticas e os pensamentos carregados de dúvidas e incertezas, a cultura do descartável, a ética individualista baseada na solidão patológica e no isolamento psicótico, o travamento da inteligência e a queda dos paradigmas da estabilidade diante da mutabilidade da experiência e da instabilidade das práticas cotidianas, a violência das cidades, a maldade das pessoas, a divisão das classes sociais, a exclusão de indivíduos e a marginalização das ruas, morros e favelas, a tirania e o autoritarismo dos poderes constituídos, a intolerância sexual, racial e religiosa, a ignorância e o analfabetismo de populações inteiras aliadas à sua pobreza e miséria, a alienação do real e do dia a dia, endemias e epidemias graves, o que nos dá a correta visualização atual do que acontece no mundo contemporâneo em termos de limites temporais e condicionamentos históricos, refletindo de fato assim o fenômeno da natureza humana, definida em suas essências e determinada em suas experiências diárias.
Com efeito, a corrente existencialista de hoje soube refletir bem sobre as limitações do homem e da mulher, sujeitos pois às intempéries da história e aos cárceres do tempo, prisioneiros de sua própria natureza e escravos de sua mesma condição humana.
Os existencialistas nos mostraram e demonstraram que somos limitados na nossa natureza.
Nossas vidas têm fronteiras.
Nossas existências possuem obstáculos.
Devemos compreender essa realidade, se de fato almejamos a nossa tão sonhada felicidade real.

4. As Regras Sociais e os Padrões Comportamentais

Desde os tempos antigos, as pessoas se juntam e se unem para viver em sociedade constituindo um poder central que ordene a sua vida comunitária, discipline suas consciências e experiências e organize a sua realidade cotidiana, para isso criando regras sociais e gerando padrões comportamentais capazes de lhes proporcionar saúde física e mental, e bem-estar social, político, econômico e cultural.
Tais regras de vida e padrões de existência são necessários para garantir a estabilidade da sociedade, consolidar seus princípios morais e espirituais e empreender o progresso dos povos e o desenvolvimento das nações.
Esses limites sociais em forma de regras de conduta e padrões de comportamento são definidos por um “contrato” entre os habitantes da região de modo a lhes oferecer garantia de vida, segurança em seus trabalhos e atividades e sustentabilidade para suas famílias, células principais e vitais da sociedade.
Sem essa regulação do ambiente social vivido, impossível seria o bom convívio entre as pessoas, que vêem nessas leis comunitárias o fundamento de sua sobrevivência como gente, povo ou nação.
Portanto, os limites são necessários, sejam eles naturais ou culturais.
Precisamos de regras, base da boa convivência.
Por meio de padrões de ação, vivemos bem e convivemos melhor uns com os outros.

5. A Morte: o maior dos limites

A Morte física e biológica é o fim da vida terrena e a continuidade da vida da eternidade.
É o limite da biologia.
É a fronteira da matéria.
Com ela, perde-se o tempo e ganha-se o infinito.
Porque a vida é eterna.
Não termina com a morte.
Entre a vida e a morte, o limite do tempo e da história, e o desejo da eternidade, o anseio pela permanente continuidade, a luta pela vida sem fim, a busca pela energia vital, o espírito eterno, a alma duradoura, o espaço sem limites, a região sem fronteiras, o mundo espiritual, o universo animado pela vida que não acaba.
Diante da morte como limite da temporalidade e fronteira da historicidade, abre-se a porta da possibilidade de uma vida fundamentada pelo Espírito Eterno, Supremo e Superior, que chamamos de Deus, o Senhor.
Além dos limites da mortalidade, descobre-se a imortalidade, a perpetuidade de uma vida boa baseada na Divindade, origem da vida e fim da morte.
Morrendo, nos abrimos para a vida, renovamos as nossas energias vitais e nos libertamos mais uma vez mergulhando no oceano da eternidade, a casa de Deus.
Superando os limites da morte, ultrapassando as suas fronteiras temporais e históricas, invadimos a nossa transcendência da alma cuja energia de vida é inesgotável.
Desde então, nos tornamos eternos e infinitos, vitais e inesgotáveis, transcendentes e para sempre.
A Morte é o limite e o fim, todavia a vida é a continuidade e a eternidade.
Somos eternos, contínuos, vitais e inesgotáveis, espiritualmente fortes e animados pela energia divina, sustento da vida humana.

6. A Necessidade do Equilíbrio
e do Bom-senso

Quando estamos no limite de nossa existência ou fazemos dele o ponto de equilíbrio de nossas ações, sentimentos e desejos, ou o tornamos a nossa idéia mais forte e a nossa atitude mais firme, sensata e consolidada, segura e estável, constante e duradoura, permanente e fundamentada, então o bom-senso de uma vida consciente e razoável nos diz claramente que nesse instante estamos de bem com a vida, com a saúde lá em cima, em paz conosco mesmo, garantidos interiormente, com as nossas seguranças blindadas e reforçadas, as quais se identificam nesse momento com o bem-estar interno em que nos encontramos cujo reflexo se apresenta fora de nós, no ambiente que nos envolve, nas pessoas felizes com a nossa presença junto a elas, na energia positiva e no otimismo sempre freqüente de quem sempre nos acompanha e se põe ao nosso lado para o que der e vier.
No equilíbrio, o nosso limite.

7. A Lei Natural

A consciência humana, que tem dentro de si a lei natural, criada por Deus, o Senhor, para a felicidade do homem e da mulher, suas criaturas, deve ser fiel ao Criador, Autor da Vida, e assumir um compromisso responsãvel com sua execução prática na vida cotidiana, trabalhando sem cessar para a saúde e bem-estar de todos e cada um dos seres humanos.
Eis aqui a lei natural, a lei da natureza humana:
1) Fazer o bem e evitar o mal
2) Procurar a paz e não a violência
3) Buscar a luz e não as trevas
4) Praticar o amor e não o ódio
5) Amar a vida e não a morte
6) Ser direito
7) Amar a justiça
8) Conhecer a verdade
9) Buscar a liberdade
10) Procurar a felicidade
11) Respeitar os outros
12) Ser responsável
13) Ter juízo e bom-senso
14) Buscar a humildade e a simplicidade
15) Procurar a calma e a tranquilidade
16) Amar o silêncio
17) Conversar com Deus, o Senhor, o Criador, Autor da Vida

8. Os Limites da Natureza Humana

Homem e mulher, na sua natureza específica, têm limites determinados, cuja fronteira natural não pode ser ultrapassada por ambos.
São limites humanos naturais:
- a fadiga, o cansaço e o esgotamento mental
- a dor, o sofrimento e o sacrifício
- a doença, a moléstia e a enfermidade
- o bloqueio mental (preconceitos e superstições)
- o conhecimento verdadeiramente possível
- o bem que reage à ação do mal
A humanidade precisa compreender os seus limites naturais.
Deste modo, será feliz.

9. A Ordem Natural de todas as coisas

Existe ordem na natureza ? Quem pensou essa ordem ? Alguém projetou a ordem do universo ? O Pensamento cria a realidade ? O Pensamento cria a ordem da realidade ? Há uma Mente Superior, ordenadora do caos, que organiza a realidade ? Uma Razão Universal governa a vida, o tempo e a história, a consciência humana, a realidade natural e cultural de todos os seres e todas as coisas ? Deus é natural ? O Real é racional ? O Racional é real ? O Pensamento é real e natural ? A Natureza possui uma ordem, uma racionalidade própria, ali inserida por Alguém ? Acreditamos que sim. Existe uma ordem, uma lógica do concreto, uma racionalidade natural no interior da realidade, a qual é projetada e pensada por Alguém Superior, que chamamos de Deus, o Senhor.

10. As nossas Necessidades

Quando comemos ou bebemos, tomamos banho ou escovamos os dentes, colocamos uma roupa ou usamos um sapato, vamos para o trabalho de ônibus ou metrô, e retornamos ao fim do dia para a nossa casa, e descansamos e dormimos em nossa cama, restabelecendo então as nossas forças e energias para o dia seguinte, estamos pondo em prática os limites de nossas necessidades, através de um movimento sem fim, um processo permanente de construção de novas atividades e diferentes possibilidades de satisfação vocacional e realização profissional, realizando assim os nossos desejos diurnos e noturnos e experimentando ao mesmo tempo os nossos anseios por uma vida melhor e de qualidade, saudável e agradável, cuja saúde individual e bem-estar coletivo é viver bem e em paz consigo mesmo, construindo pois uma vida de fraternidade e solidariedade capazes de garantir as nossas seguranças neste mundo e proteger as nossas energias vitais que experimentamos sempre cotidianamente.
Nossas vidas são feitas de necessidades
No necessário, estão as nossas condições de vida e os limites da nossa existência.

11. A Condição Humana

Homem e Mulher, criaturas de Deus, em sua natureza, são determinados historicamente, no tempo e espaço em que vivem, aqui e além, na Eternidade, por vários aspectos que compõem a vida humana cá no Planeta Terra, onde vivem na sua finitude temporal. Ei-los:
1) Desejos humanos
2) Necessidades naturais
3) Consciência
4) Liberdade
5) Sexo
6) Família
7) Escola
8) Trabalho
9) Sofrimento
10) Morte

Tais condicionamentos humanos e naturais limitam, tendenciam e possibilitam a vida humana aqui e além, na Terra e na Eternidade.

12. As Definições Temporais

No tempo da vida e na vida do tempo, temos uma vocação a ser desempenhada junto aos nossos semelhantes, abraçamos uma profissão com a qual nos realizamos colocando em prática a nossa criatividade, os nossos dons, carismas e talentos, abarcamos em nós a possibilidade permanente de construção de novas idéias e diferentes conhecimentos, somos condicionados pelos desejos que criamos e pelas necessidades que nos satisfazem, somos desejados pelos desejos dos outros, pensamos o que outros antes já pensaram, sentimos os sentimentos alheios, nos comportamos de acordo com as determinações do ambiente em que vivemos ainda que façamos sempre a diferença que se encontra na nossa liberdade de opções bem feitas e de alternativas bem concretizadas, embora essa tal liberdade seja continuamente condicionada pelas minhas necessidades humanas e naturais e pelas regras sociais e demais padrões com que a realidade nos envolve.
Essas definições temporais fazem parte da nossa natureza biológica e social, são constituídas pelas condições históricas e pelas limitações reais do nosso convívio cotidiano, determinam os nossos comportamentos atuais e interferem nas nossas decisões mais importantes da vida de cada dia.
Se namoramos e nos casamos, se produzimos uma família, se construímos um trabalho e nos encontramos empregados, se estudamos em uma universidade ou vamos ao hospital tratar de um problema de saúde, se vamos à igreja rezar e conversar com Deus, se vamos fazer compras no supermercado ou tomar uma água e um cafezinho no botequim, se compramos pão e leite para os nossos filhos e netos na padaria ou nos dirigimos à farmácia para buscar um remédio necessário, se compramos o jornal no jornaleiro todas as manhãs ou vamos aos Correios enviar uma carta aos amigos, se almoçamos no restaurante da esquina ou compramos alguns produtos no shopping do bairro, então percebemos que realmente somos definidos pelas coisas temporais e pelos seres históricos, sendo cotidianamente bombardeados por esses condicionamentos que a realidade social nos obriga a suportar.
Então, eu quero sim, porém quero o que os outros também querem.
Sou feito por mim e pelos outros.
Tal a nossa temporalidade.

13. Os Determinismos Históricos

As grandes guerras mundiais, as reformas institucionais e constitucionais, as revoluções políticas e sociais, culturais e econômicas, a violência urbana e rural, a agressividade das pessoas, os distúrbios mentais e emocionais, os desvios de caráter, as aberrações da personalidade, as doenças incuráveis, as moléstias em forma de epidemias e endemias, as enfermidades hospitalares, o medo e o pânico de grupos e indivíduos, a fome e a miséria, a ignorância e o analfabetismo, a corrupção moral e a intolerância religiosa, a transgressão sexual e os preconceitos raciais, a exclusão e a marginalização social e econômica, a falta de transparência e autenticidade na ética e na política, a tirania e o autoritarismo dos poderes, a pedofilia e a pornografia sexual, o alcoolismo e o tabagismo, o tráfico de drogas e o comércio de entorpecentes como a maconha, a morfina, a heroína e a cocaína, a prostituição infantil e adolescente, a exploração sexual de mulheres exportadas para o exterior, os crimes da internet, a pirataria e a compra e venda de produtos ilegais, as injustiças sociais e as representações ilegítimas, os escândalos e a má fama de autoridades e pessoas famosas, a manipulação dos meios de comunicação em favor de atividades incorretas, enfim, as divergências e as contradições históricas e sua rede de contrariedades temporais e sua teia de adversidades cotidianas, constituem os determinismos que a realidade em que vivemos nos impõe, escravizando ao mesmo tempo os nossos sonhos de liberdade e aprisionando pois os nossos desejos de felicidade.
A Realidade histórica e a experiência temporal cotidianas determinam as nossas idéias e os nossos conhecimentos, os nossos anseios e sentimentos, as nossas operações físicas e mentais e os nossos comportamentos materiais e espirituais.
A Realidade tem regras, a sociedade possui padrões de conduta e a natureza define as leis que regem os nossos desejos e necessidades.
Então, a nossa liberdade não é “livre”, contudo condicionada aos ditames da experiência cotidiana, a qual nos sujeita aos caprichos de suas determinações práticas.
Somos “livres” até certo ponto.
Na verdade, somos limitados por nossas necessidades humanas e naturais, e pela realidade social que define de que modo devemos agir e comportar ainda que possamos discordar dela.

14. Natureza e Existência

Entre os especialistas e doutores de filosofia, discute-se a seguinte questão:”O Fundamento da existência é a natureza, ou a existência é o princípio da natureza ???”
Muitas respostas até bem fundadas procura-se dar, ora afirmando uma ou outra posição, todavia creio que o aspecto relacional ou a sua interatividade é a melhor solução podendo-se posicionar dependendo do ponto em referência em benefício de uma postura ou de outra de acordo pois com o interesse do visualizador ou da intencionalidade de quem pensa o problema.
O mais importante e interessante é o estado de vida capaz de suportar tanto a hipótese da natureza quanto a viabilidade da existência.
Tal estado de vida é quem constitui a essência da natureza e a substância da existência.
Parece que o ser da coisa ou o conteúdo do ser é a possibilidade mais correta, em função de que se define o seu estar no mundo, cujo contato determina os seus limites naturais e existenciais.
Esse choque entre a essência e a aparência, a substância e o acidente, a consciência e a experiência, a razão e a ação, a inteligência e os acontecimentos, a teoria e a prática, o racional e o real, o repouso e o movimento, o descanso e o trabalho, a estabilidade e o processo, a constância e a dinâmica, o permanente e o exercício, a paz e a guerra, o empenho e a calma, o esforço e a tranqüilidade, enfim, essa dialética de vida com seu motor de contradições interativas faz o sentido de nossas limitações cotidianas e realiza e torna possível a causa de nossas fronteiras realistas e racionalistas, cujos bloqueios temporais e seus obstáculos históricos demonstram a finitude da existência e os limites que a natureza é capaz de assumir e suportar em sua trajetória de vida.
Esse jogo crítico e dialético mexe com o comportamento humano, atinge seus anseios, desejos e necessidades, influencia os seus sentimentos mais profundos e contagia as suas idéias e conhecimentos mais ricos e perfeitos que possam parecer.
Esse duelo natureza-existência toca a vida das pessoas, interfere no destino da sociedade e intervém no presente e no futuro da humanidade, do mesmo modo que o fez no decorrer de todo o seu passado, real, temporal e histórico.
Essa realidade de opostos que se chocam e contradizem faz-nos refletir e tomar uma atitude em prol de uma ou de outra, da qual dependerá o sucesso ou não de nossa vida de relações, paixões e ações, razões e emoções.

15. A Cultura do Descartável

Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.


16. O Medo, o pânico e o desespero das pessoas, assim como suas dores e sofrimentos, e suas doenças, moléstias e enfermidades

O Auge das nossas limitações extremas e o ponto mais crítico de nossos limites naturais e existenciais, ocorre quando os nossos corpos físicos, as nossas mentes conscientes e os nossos espíritos transcendentes sofrem a dor, experimentam a dor da alma, a dor biológica e psicológica, a dor espiritual, a dor que fere e machuca a vida de cada um de nós, alterando então nossas atitudes e comportamentos, agitando nossas cabeças e transformando as nossas consciências, mudando os nossos hábitos e costumes, modificando a raiz de nosso equilíbrio mental e emocional, ao ponto de muitas vezes chegarmos ao exagero do desespero, ao medo sem medidas e ao pânico comportamental descontrolado, violento e assustador.
A Dor é um mistério.
Mas ela é real, acontece mesmo.
E com ela surgem as doenças, crescem as moléstias e agravam-se as enfermidades.
No limite da dor e na fronteira do sofrimento, e às portas da morte, quase sempre perdemos a estabilidade, falta-nos o devido juízo e o correto bom-senso, e o desespero nos pega de surpresa, e ficamos com medo de tudo e de todos, e entramos em pânico, querendo ao mesmo tempo quebrar tudo pela frente, arrebentar com todas as coisas, tornando assim a violência e a pancadaria as soluções imediatas que encontramos para o nosso então desequilíbrio de vida, o que nos faz cair na lata do lixo da existência e no vazio e o nada espirituais.
Aí quase enlouquecemos, nos perturbamos internamente, perdemos a paz interior e o bem que antes costumávamos fazer.
Foge de nós a calma e a tranqüilidade não quer saber mais da gente.
E parece que até Deus desaparece nessa hora.
Ficamos aflitos e em conflito uns com os outros, inquietos e inseguros, insensíveis e indiferentes diante do ambiente que nos cerca.
Ao nosso lado e em torno de nós observamos só inimigos, adversários de plantão querendo nos derrubar e destruir, desejando o nosso fracasso e prejuízo, tentando nos estragar de vez por dentro e por fora.
Ora, perdemos o controle e o domínio de nós mesmos.
Precisamos de ajuda.
Diante de nossos limites, então, alguém surge para nos ajudar.
E vemos assim que somos dependentes.
A Dependência nos revela as nossas limitações neste mundo.
Sim, somos dependentes.

17. O Fator Psicológico

Com todo o respeito e boa educação que são devidos nessa difícil hora da tua vida, permite-me Dona Maria de Fátima te apresentar uma palavra amiga, uma mensagem de esperança, uma carta de orientação psicológica diante dos problemas que tu enfrentas nesse instante, perante as dificuldades, contrariedades e adversidades que te chegam a todo momento seja do trabalho ou da família, seja das tuas ocupações variadas ou te tuas preocupações exageradas, seja da parte do Thiago ou da garota dele, seja dos teus amigos e amigas, conhecidos e conhecidas, parentes e familiares.
Creio por experiência de vida que se a cabeça está boa, então tudo vai bem na nossa vida.
Não importam o lugar ou o ambiente em que nos encontramos de vez em quando, nas diversas horas do dia, ou a situação difícil que atravessamos diariamente ou as circunstâncias quase impossíveis que vivemos durante o dia e a noite, e até de madrugada, como por exemplo o controle do diabetes, os remédios que precisamos tomar, os exercícios físicos que necessitamos fazer como a ginástica ou o teste de Cooper ou as corridas bastante cansativas na Praça Afonso Pena, como tu já nos disseste, ou as andanças e longas caminhadas até a Penha, ou Niterói, ou ao Rio Comprido e à Tijuca, ou ao Méier, sempre dando aulas online e presenciais, ou dirigindo uma escola, ou corrigindo provas e pesquisas da Estácio, ou gerando questões para Concursos, ou operando o teu tempo no MV1 ou no Colégio Padre José de Anchieta, a todo instante em contato com professores, gestores e colegas de trabalho, dirigindo-se a esses locais a pé ou de ônibus ou de metrô ou de automóvel, além é claro das gritarias e discussões com o Thiago ou com a mulher dele dentro ou fora de casa por quaisquer motivos, e ainda os teus compromissos e responsabilidades cotidianas que tu, por ser uma pessoa direita, te vês obrigada a cumprir e realizar, enfim, em toda a tua problemática existencial que tu carregas hoje aqui e agora em tua vida, vivências e experiências de cada dia, não interessam as crises que tu possas atravessar ou as enfermidades que tu tenhas que assumir, em tudo isso é necessário ter uma cabeça boa que administre bem os teus bens, o teu patrimônio, os teus problemas e as tuas coisas, que controle bem a tua mente e as tuas emoções, que te leve ao razoável domínio de ti mesma, mantendo sempre o bom equilíbrio, o juízo ordenado e o bom-senso organizado capazes de te dar então uma vida boa, de atitudes sensatas e disciplinadas, de sentimentos bonitos e profundos e de pensamentos e idéias que te ajudem a viver bem e curtir bem as boas coisas que a vida nos dá.
Como se observa, nossos problemas externos e nossas preocupações do dia a dia têm uma origem interior, psicológica, espiritual, a qual se não for resolvida, propiciará a continuidade das situações contrárias e das circunstâncias adversas.
Portanto, ordenar a nossa mente, disciplinar a nossa razão e organizar a nossa vida, conhecimentos e experiências de cada momento, é vital para consertar os nossos erros diários, diminuir os nossos defeitos de cada instante, equilibrar as nossas finanças, economias e orçamentos domésticos, ajeitar a nossa vida cotidiana, administrar bem nossas tarefas e trabalhos que a toda hora exigem de nós competência e habilidade, vocação e profissionalismo, compromisso e responsabilidade, e acima de tudo sustentar a nossa calma interna e garantir a nossa tranqüilidade interior, tornando-nos cidadãos e cidadãs de qualidade de vida comprovada cujo Fundamento é óbvio é o Senhor nosso Deus, Razão Suprema e Inteligência Superior.
Em vista disso, considero importante que tu não te preocupes nesse período de adversidades com tanto elementos externos, como um novo apartamento para o Thiago, as contrariedades em casa ou no emprego, as dificuldades com a tua saúde, ou os relacionamentos críticos e dialéticos com que tu convives diariamente; todavia, mais interessante do que isso deve ser: garantir a tua saúde pessoal que começa na cabeça, organizar a tua vida e as tuas idéias dando ora e outra uma “paradinha de Pelé” em que crias silêncio no teu cotidiano, intervalos de vida onde possas colocar tudo em ordem, condições necessárias para tu saires da rotina que mata, garantir a tua segurança interior, manter a calma precisa e a tranqüilidade indispensável que te farão bem, e te darão paz social e repouso espiritual.
Tudo isso é apenas uma palavra amiga, um conselho espiritual, os quais te ajudarão a viver uma vida feliz e de bem com tudo e com todos.
Desejo te ajudar.
Conta conosco.
E conta com Deus também nessa hora aparentemente impossível.
Que Ele, o Senhor, te ajude igualmente.

Beijos,

Chico da Glória

18. A Lei da Atração Energética

Quando o homem e a mulher se atraem, se amam e se desejam sexualmente manifestam a lei da atração energética, presente, insistente e existente na natureza humana, criada por Deus, o Senhor.
São reflexos dessa lei ainda o bem que atrai o bem, a paz que atrai a paz, o amor que atrai o amor, a vida que atrai a vida, o respeito que atrai o respeito, a responsabilidade que atrai a responsabilidade, a justiça que atrai a justiça, o direito que atrai o direito, a verdade que atrai a verdade, a luz que atrai a luz – energias que se atraem e se complementam, produzindo frutos, efeitos e consequências em prol da coletividade, em favor da sociedade, em benefício da humanidade.
Se o bem atrai o bem, igualmente o mal atrai o mal, o mau atrai o mau, a violência gera violência, a maldade produz maldade e a ruindade leva as pessoas à marginalidade, à exclusão social e à corrupção moral e espiritual.
Energias que se atraem.
Forças que se complementam.
Poderes que se ajudam para o bem ou o mal das pessoas.
A Energia do bem atua em favor do progresso e da paz pessoal, social e ambiental.
A Força do bem constrói a fraternidade e a solidariedade.
O Poder do bem cria condições boas de vida, saúde, trabalho e educação para as pessoas que vivem e convivem em sociedade.
O Bem e a Bondade atraem coisas boas, positivas e otimistas, boas virtudes morais e espirituais, boas maneiras de ser, pensar e existir, boas idéias e bons ideais, boas experiências de vida, boas ideologias sociais, políticas e econômicas, boas teorias e boas práticas, bons desejos e boas intenções e interesses, boas ações e boas atitudes que ajudam a todos e cada um a possuir boa qualidade de vida, boa situação financeira, bons compromissos sociais, bom respeito pessoal e boa responsabilidade social, cultural e ambiental.
O contrário também acontece.
O Mal e a maldade criam a divisão e a prisão, a opressão e a escravidão, a marginalização e a exclusão, o egoísmo e a falsidade, a corrupção e a imoralidade, os vícios e defeitos, a miséria e a ignorância.
Essas energias, forças e poderes que se atraem e complementam, e se ajudam umas às outras, tanto da parte do bem como do mal, vivem intrinsecamente no interior da natureza, e inclusive da natureza humana.
Atraimo-nos uns aos outros.
Dependemos uns dos outros.
Que Deus, o Senhor, venha em auxílio da nossa fraqueza, e nos ajude a superar os limites da natureza, apontando-nos o melhor caminho a seguir, o caminho do bem e da paz, do amor e da vida.
Deste modo seremos realmente livres e felizes eternamente.

19. O Equilíbrio do Universo

A Vida humana, o tempo e a história, a natureza e o universo, o corpo material, mental e espiritual, movimentam-se equilibradamente, alternando-se entre a ordem e o progresso, a estabilidade e o crescimento, a constância e a evolução, a permanência e o desenvolvimento, o repouso e o trabalho, o descanso e a mobilidade. Esse estado de equilíbrio (justiça) é projetado, pensado, ordenado e organizado pela Razão Superior, que chamamos de Deus, o Senhor, o Criador.

20. A Ordem da Natureza

A Realidade obedece a uma ordem do pensamento.
Na realidade natural universal, existe uma lei(ordem,direito) produzida pelo Pensamento Superior, Razão Suprema, Inteligência maior e melhor.
O Pensamento pois é o responsável pela ordem existente e insistente no interior da realidade natural universal empírica objetiva.
Tal Pensamento Superior e sua lei(ordem,direito) está presente, existente e insistente, inclusive, na natureza humana, esta obedecendo àquela.
Esta é a ordem real natural.

21. A Lei da Natureza

A Natureza humana possui uma lei: a lei natural.
Diz a lei natural:
- faça o bem e evite o mal
- procure a paz e não a violência
- ande na luz e não nas trevas
- pratique o amor e não o ódio
- viva a vida e não a morte
- busque a verdade e não a mentira
- seja direito e não errado
- deseje a justiça e não a injustiça
Diz ainda a lei natural:
- sexo com amor somente entre o homem e a mulher que se amam
Diz também a lei natural:
- Deus, o Senhor, é o Criador da lei e igualmente da natureza humana.

22. A Lei do Eterno Retorno

Historicamente, durante a caminhada temporal da humanidade, em seus ambientes locais, regionais e globais, do princípio ao fim, constatou-se e comprovou-se a lei do eterno retorno. Em outras palavras, o bem e o mal sempre conviveram, com vitórias e derrotas para ambos os lados, dentro e fora do contexto tempo-espacial e eterno dessas mesmas sociedades humanas, geograficamente instaladas e historicamente constituidas. Ou seja, ora o bem vence ora o bem é derrotado. Ora o mal ganha ora o mal perde. Assim é a vida das comunidades humanas, da natureza vegetal e animal e do universo inteiro com seus momentos de luz e de trevas, com suas situações positivas e negativas, com suas circunstâncias otimistas e pessimistas, com suas condições naturais, culturais e ambientais cheias de contrariedades e adversidades, ou plenas de alto astral e auto-estima elevada.
Tal é a lei do eterno retorno.
O Bem retorna vencendo o mal
O Mal retorna ganhando do bem.
Ora a paz e a concórdia.
Ora a guerra e a violência.
Em um instante, a fraternidade e a solidariedade; logo depois, a divisão, a exclusão e a marginalização social.
Surge então uma questão importante: o bem e o mal, serão 2 princípios eternos ? Existirão, convivendo um com o outro, 2 deuses infinitos ? 2 reis, 2 mestres, 2 doutores, 2 fontes, 2 princípios, 2 origens, 2 fundamentos, 2 deuses, 2 senhores ?
Não sabemos.
No entanto, a experiência cotidiana nos afirma a insistência desses 2 momentos antagônicos, antitéticos, contrários, adversos, graves, críticos, dialéticos, contraditórios...
Cabe a nós escolher o nosso caminho.
Eu opto pela estrada da liberdade e da felicidade que me levam a Deus, o Senhor, o Criador, o Autor da Vida, o Fundamento de todos os fundamentos.

23. A Vida é uma Dialética

Muitas vezes em nossa vida diária através de uma idéia que surge em nossa mente construímos um mundo de possibilidades para a nossa existência, criamos novas realidades e diferentes experiências, produzimos ricos conteúdos de conhecimento de qualidade, como em um processo TESE – ANTÍTESE – SÍNTESE, que denominamos de movimento dialético, onde um fenômeno que acontece no cotidiano é contraposto por outro, e este por sua vez sofre uma diversa contradição gerando então um fenômeno agora transformado, resumo dos contrários que o antecederam, produto das adversidades que o geraram.
Assim é a vida de cada dia e de cada noite.
Vivemos por meio de contradições, que se guerreiam umas com as outras, gerando novos contrários e diferentes realidades contraditórias cuja síntese é um perfeito universo de experiências que tendem para o bem que fazemos e para a paz que vivemos, visto que a nossa natureza é boa originalmente, porque vem de Deus, e tudo o que ela cria e propaga caminha para a nossa felicidade e bem-estar, desenvolvendo em nós, de nós e para nós, e por nós, a boa liberdade que se identifica com o direito e o respeito vividos, a responsabilidade em nossas atitudes e relacionamentos, o juízo e o bom-senso em nossas atividades, o nosso equilíbrio mental e emocional, o controle da nossa cabeça e o domínio de nós mesmos..
Portanto, através de contradições sempre novas e diferentes vamos construindo a vida, articulando outras realidades e condicionando diversas experiências fecundas e profundas, sempre nesse processo dialético em que uma palavra produz palavras que se contrariam que por seu lado geram outras palavras que se contradizem, permitindo ao final a síntese de uma ótima ideologia transformadora, que então modifica para melhor os nossos ambientes de vida, metamorfoseando o nosso cotidiano, dando-nos pois a possibilidade de uma vivência mais ordeira e pacífica, mais fraterna e solidária, mais livre e feliz, mais saudável e agradável.
Viver portanto é contradizer e contradizer-se, o que nos propicia novas atitudes perante a realidade, diferentes olhares sobre o cotidiano, outras posturas sociais diante dos problemas, gerando-nos uma vida de possibilidades múltiplas e de alternativas diversas, mais rica em conteúdo e mais perfeita na sua experiência de cada instante.
Somos dialéticos.
Por meio da dialética, o mundo se desenvolve, a vida se processa, a realidade progride, o ambiente evolui, e crescem as nossas melhorias sempre mais abertas e libertas, renovadas e restauradas, recuperadas e regeneradas, em um movimento perene de grandes descobertas que se concretizam e de gigantescas revelações que nos surpreendem a todo momento.
Dialetizando, a vida se constrói.
Ficamos mais ricos.
Nos tornamos mais perfeitos.
Aumenta a nossa qualidade de existência.
Superamos limites.
Ultrapassamos obstáculos.
Transcendemos as barreiras dos preconceitos mentais e das superstições religiosas.
Vivemos então a excelência de uma realidade humana, naturalmente constituída e culturalmente desenvolvida.
Metamorfoseamos assim as nossas experiências e situações diurnas e noturnas.
Nos transformamos para melhor.
De bem com a vida e em paz conosco mesmo, vamos gerando novas dialéticas e fazendo das contradições presentes que aqui e agora se processam pontes para a felicidade, ferramentas de renovação interior e exterior e instrumentos de libertação material e espiritual, física e mental.
Que Deus abençoe pois as nossas dialéticas cotidianas.

24. O Controle alheio sobre nós mesmos
Mudanças temporárias
Transformações inconscientes
Metamorfoses involuntárias

Parece mesmo que a história da humanidade tem sido desde as suas origens mais remotas uma história de relações de poder, onde um sempre domina o outro, de tal maneira que o que eu penso é o pensamento alheio, os meus desejos já são desejados por outros, minha vontade já não é minha, pois sou manipulado por outras cabeças diferentes e até contrárias à minha, explorado pelos poderes de pessoas diversas que me hostilizam e querem sempre o meu prejuízo, monopolizado pelas adversidades e contrariedades do ambiente em que estou ou vivo a cada momento, dominado pelos pontos de vista de outrem, dependente dos interesses de outros seres que me olham com desdém, ignorando os meus direitos e a minha dignidade de pessoa humana, tornando-se então indiferente aos meus desejos e necessidades, e insensível às minhas dores e aos meus sofrimentos de cada dia, como que tentando roubar a minha alma e assaltar o meu corpo e o meu espírito, “chupando” como vampiros e sanguessugas o meu sangue inocente, destruindo pois a minha vida cheia de energia e estragando os meus talentos plenos de criatividade, capazes de me oferecer uma existência nova e liberta de tiranias de egos e de autoritarismos de poderes, que anseiam loucamente por me escravizar com todas as forças e me aprisionar com todas as covardias possíveis e injustiças cabíveis.
Vejam a que nível pode chegar a maldade humana, a loucura das pessoas que têm algum poder e a ruindade de seus arbítrios inflamados de maus interesses e más intenções.
De fato, o poder corrompe as pessoas.
Nesse processo de dominação, que inconscientemente observo em mim e através do meu eu, vejo mudanças acontecerem ainda que provisórias ou temporárias, sinto transformações que me deixam transtornado, alienado, irracional e irreal, experimento uma espécie de metamorfose interior onde minha vontade não é mais respeitada, minha visão de mundo não é mais aceita, e a consciência dos meus atos não é mais compreendida nem permitida por quem faz de mim objeto de seus desejos egoístas, coisa manipulável, instrumento de exploração e ferramenta capaz de me usar tendo em vista as suas intenções violentas e maldosas e seus interesses obscuros, alienantes e mortíferos, porque ao final de toda essa exploração interpessoal e interdependente, encontro-me “morto”, com a vida acabada, sem chances de recomeçar, sem oportunidades que me possibilitem sair dessa situação escrava cujas circunstâncias prisioneiras e que me carregam de algemas ideológicas e cadeias psicológicas realizam em mim de fato uma verdadeira “lavagem cerebral”, a partir da qual eu não mais existo, não sou nada, não tenho absolutamente coisa alguma, não sou mais uma pessoa comum, como qualquer outra que vem a este mundo.
Dependente dessa outra pessoa cujo poder me explora, manipula e monopoliza, modifico-me internamente, assumindo de ora em diante os conceitos e ideologias dessa pessoa poderosa, que faz a minha cabeça, dominando-me quase que totalmente, exercendo sobre mim com todo o arbítrio possível a força de me transformar em sua boneca de estimação ou em seu cachorrinho vira-latas, mudando desse modo o meu caráter e alterando assim a minha personalidade, a partir de agora sujeita a seus caprichos e interesses, arbítrios e intencionalidades, de tal modo que a minha consciência agora é a consciência do outro, assim como a minha vontade é a sua vontade e os meus desejos os seus desejos mais aviltantes e degradantes ao ponto de me colocar na “lata do lixo” da existência, no “buraco negro” de uma realidade triste e infeliz, e no “fundo sem fundo” do abismo do inferno.
Eis a intervenção alheia na minha subjetividade.
É a sua interferência arbitral, insensível e indiferente sobre o meu ego, a minha pessoa cuja dignidade e liberdade nos são dadas pelo Criador, o Autor da Vida, Deus e Senhor, que durante esse movimento de exploração alheia sobre mim vem observando os meus passos, na tentativa correta e direita de fazer justiça a meu favor oferecendo-me os benefícios de sua Divina Providência.
Tal dinâmica de sujeição, prisão e escravidão de uma pessoa pela outra exige de nós uma atitude comprometida e responsável capaz de derrubar esses limites de dominação e suas fronteiras de exploração de um ego sobre o outro, defendendo os direitos da vida e advogando os seus anseios de liberdade e felicidade em nome do Deus da Vida e Senhor da Justiça.
Que Deus nos ajude a ser justos diante dessa relação de poderosos e escravos, dando vitória à vida dos injustiçados, que como os outros merecem uma existência de dignidade e qualidade de vida cujo reconhecimento deve ser dado pela conjuntura da sociedade e o bom-senso das pessoas perante as quais essas realidades acontecem.
Sejamos justos.
Defendamos a vida.
Exaltemos a liberdade.
E que a vitória seja da felicidade.

25. Somos Dependentes/1

Inter-Dependência
Razão Social, Consciência
Coletiva e Inteligência Comunitária

Dependemos uns dos outros.
Temos necessidade de interagir e compartilhar nossas idéias e ideais, intenções
e interesses, símbolos e valores, imagens e vivências.
Em nossa realidade prática cotidiana, nos movemos e nos comunicamos, construindo a vida e destruindo a morte, criando iniciativas e oportunidades de comunicação, abertura de possibilidades, renovação de trabalhos, atividades, operações e exercícios sociais, políticos, econômicos e culturais, libertação de preconceitos e superstições irreais e irracionais, anti-culturais, impossaibilitando a negação, os contrários e as contradições de uma experiência do bem que se faz e da paz que se vive, do amor que se pratica e da vida que se partilha, se comunica, interagindo com as pessoas, favorecendo uma sociedade comprometida com a fraternidade e a solidariedade cuja saúde social e bem-estar coletivo se identificam com comunidades seguras e estáveis garantidas pelo respeito pessoal e a responsabilidade social e ambiental que devem assumir tais experiências existenciais comunitárias.
Precisamos uns dos outros.
Desejamos uns aos outros.
Necessitamos repartir nossas riquezas culturais, nosso abertura social, nosso compromisso político, nosso crescimento econômico e nossa consciência ambiental.
Dependemos uns dos outros.
Somos dependentes.
Somos inter-dependentes.
Nossa dependência física, mental e espiritual propicia a geração de favores e benefícios cujos frutos e consequências vêm ajudar nossa pobreza e miséria existenciais, tornando possível uma nova experiência de vida onde não se admitem excluidos e marginalizados, nem presos nem escravos, nem cegos nem doentes, mas sim construtores de saúde social e bem-estar coletivo, criadores do bem que se distribui e da paz que se partilha, interagindo então com situações reais cotidianas em que todos e cada um encontram as alternativas de ser feliz, alegre e contente.
Com otimismo e positivismo, animando as pessoas ao redor, motivando sua auto-estima e alto-astral, incentivando seus trabalhos e atividades em prol da coletividade, sua emergência social e emancipação política, sua pluridade cultural e seu desenvolvimento econômico, podemos realizar projetos de vida voltados para a construção da cultura da vida, do bem e da paz, ignorando os valores e tendências da cultura da morte, da maldade e da violência.
Porque dependemos uns dos outros, é possível construir melhores condições, relações e situações de vida, trabalho, saúde e educação para todos nós, fugindo de experiências negativas contrárias à busca de nossa liberdade pessoal e felicidade coletiva.
Nossa inter-dependência faz-nos responsáveis uns pelos outros, favorendo uma convivência socual em que o respeito e o direito vividos são os motores do bem-comum social, do bem-estar coletivo e da paz e do bem comunitários.
Que Deus, o Senhor, nos ajude em nossos projetos sociais, nossos planos econômicos e nossos compromissos políticos, nossas atividades culturais e nossos exercícios éticos e morais, possibilitando um futuro-presente de paz e saúde para todos nós.

25-A. Somos Dependentes/2

Inter-Dependente

Nestes 49 anos de vida, agradeço a Deus, o Senhor, a graça de ser dependente.
Dependente de Deus, o Senhor, em primeiro lugar.
Dependente da minha mãe, dona Glória da Conceição Rodrigues Gomes.
Dependente da minha família.
Dependente dos meus amigos.
Durante a vida, aprendi a ser dependente,
aprendi a ser pobre,
aprendi a ser amado,
aprendi a ser ajudado.
Percebi, tomei consciência, aprendi como é importante ser dependente.
Depender dos outros.
E os outros dependerem de mim.
Ser inter-dependente.
Manter essa inter-dependência.
Permanecer inter-dependente.
Dependermos uns dos outros.
Ajudar-nos uns aos outros.
Amar-nos uns aos outros.
Acho que Deus é assim.
Amar e ser amado.
Ajudar e ser ajudado.
Eu depender dos outros e os outros dependerem de mim.
Acho que esse é o sentido da vida,
a razão de existir,
a essência da existência.
Dependemos uns dos outros.
Somos pobres.
Graças a Deus.

26. O Respeito à Natureza

Respeitar-nos é a condição da ordem interior, da saúde quase perfeita, da felicidade biológica, psíquica e social, e do bem-estar material e espiritual, físico e mental, que buscamos e lutamos por viver nesta vida temporal e eterna, histórica e transcendente.
Se desejamos a paz interna e ficar de bem com a vida, então batalhemos por respeitar e levar a sério a natureza humana, assim como reverenciar os outros seres naturais como os animais e as plantas, que têm vida, e por isso merecem a nossa veneração e consideração.
Sejamos naturais.
Respeitemos a nossa natureza.
Sejamos compreensivos e procuremos entender os nossos limites naturais, as nossas condições humanas, as nossas diferenças sociais, as nossas definições temporais e os nossos determinismos históricos, assim também as regras da sociedade e os padrões de comportamento do homem e da mulher que o mundo nos impõe.
Nos respeitemos.
E respeitemos os outros.
E respeitemos a Deus em primeiro lugar.

27. Os Preconceitos Mentais e
as Superstições Religiosas

Tanto os bloqueios mentais – como os preconceitos – como os travamentos irracionais – como as superstições – assim igualmente as confusões da consciência e as complicações irreais, constituem limitações da vida humana no seu processo de construção de conhecimentos sólidos, de uma cultura forte e saudável, de idéias e ideais bem fundamentados em seus valores, virtudes e vivências, os quais sempre fazem o caminho do progresso físico e mental, material e espiritual, suportando nessa caminhada crescente e evolutiva choques de culturas diferentes e conflitos de mentalidades diversas, verdadeiros limites do desenvolvimento humano, naturalmente produzido e culturalmente articulado, enfrentando pois a violência da linguagem dogmática e de suas expressões fantásticas e imaginárias, representações portanto da irracionalidade inconsciente e da irrealidade plena de obstáculos em forma de palavras aberrantes e seus conceitos fechados e suas definições obscuras.
Essas travas da mente e tais bloqueios da racionalidade limitam a capacidade humana e sua criatividade, e as possibilidades que ela tem de se desenvolver em todos os sentidos da vida natural e existencial.
Superamos essas fechaduras da inteligência quando nos abrimos ao diálogo, renovamos nossas boas intencionalidades de crescimento interior e exterior, e nos libertamos de pessoas e ambientes contrários aos nossos bons propósitos de progresso em todas as áreas do conhecimento, da ética e da espiritualidade.
Através do debate, ultrapassamos essas barreiras da mente.
E transcendemos as fronteiras da miséria e da ignorância.

28. As Fechaduras das Prisões Ideológicas

Ao abraçarmos uma determinada ideologia de algum poder ou grupo partidário, esses conjunto de idéias que formam e representam a teoria de tal partido político, nos fecham para outros ideais, bloqueando nossa entrada simultânea ou não em outra esfera política, travando nossas alternativas de liberdade que poderiam ou não escolher outras, novas e diferentes ações partidárias, de acordo sempre com nossas opções ideológicas ou tentativas de abertura para diversas representações racionais de cunho politizante.
O que acontece é que nesse momento em que abarcamos essa representação ideológico-partidária nos fechamos quase que totalmente em uma prisão de idéias e valores, símbolos e imagens, práticas e vivências, que agora nos escravizam, das quais passamos a depender, por elas então manipulados em nossas consciências, dominados por seus arbítrios incontidos, explorados por suas tendências opressoras, oprimidos por sua violência desrespeitosa e monopolizados por seu universo sem saída, sem portas nem janelas, portanto, um mundo obscuro que na verdade nos aliena quase que completamente da realidade ao nosso lado e em torno de nós.
O Poder central do partido e sua ideologia política fecham as nossas liberdades, alternativas de saída e as nossas opções de abertura, aprisionando-nos em seu mundo de cadeias bem ordenadas e escravizando-nos em seu universo de cárceres bem organizados.
Limitados então por essas fechaduras, vemo-nos ludibriados por suas vantagens aparentes, enganados por seus interesses passageiros e desvirtuados por suas aberrações sem benefício algum para nós.
Nos limites da prisão e nas fronteiras da escravidão, tentamos derrubar suas fechaduras arriscando a nossa vida diante da violência do partido, do desvio da ideologia e da maldade do poder.
Nessa hora, só nos resta rezar.
Pedir a Deus a nossa libertação.
Salvar-nos de tamanha covardia e de tão cruel injustiça.
È difícil superar essas limitações, porém não impossível.
Precisamos de um pouco de malandragem.
E da ajuda de Deus, é claro.

29. A Escravidão psíquica e bio-social

Cegos internamente, doentes emocionalmente e escravos mental e socialmente, muitas vezes nos alienamos da experiência real cotidiana porque seguimos pontos de vista nossos e dos outros que na verdade nos tornam dependentes patológicos, pois assumimos idéias e valores doentios, que nos afastam de nossos amigos e familiares, nos isolam do ambiente em que vivemos, nos fazem pessoas solitárias, irrealistas e irracionais, inconscientes e imaginárias, enlouquecidas portanto por visões de mundo que nos são indiferentes, não tem nada a ver conosco, insensíveis aos nossos comportamentos, que ignoram nossos desejos e necessidades, mas que são atraentes para nós, fazem a nossa cabeça, conquistam o nosso coração, embora às escondidas riam da nossa cara, nos ignorem e desprezem.
Sofremos com essas humilhações involuntárias.
Adoecemos com esses interesses alienantes.
Dependemos patologicamente de tais iniciativas culturais, que não estão nem aí para nós, nem dão vez e voz para os nossos gritos de dores psicológicas e espirituais, sociais e biológicas.
Nossos gritos dolorosos na verdade não são ouvidos, todavia abafados por estranhos interesses e sufocados por esquisitas intencionalidades.
Escravos e dependentes, nos encontramos em uma rua sem saída.
Só nos resta então acordar, e recomeçar a nossa vida, refazendo a nossa cabeça, optando por outras interpretações da realidade que nos renovem interiormente e nos libertem externamente.
Sim, precisamos de uma outra cabeça.
Nova e diferente.
Desse modo, superaremos esses limites.

30. O Limite é o nosso
Equilíbrio e Bom-senso

Nas circunstâncias mais difíceis e quase impossíveis de viver, diante dos graves problemas e dificuldades do dia a dia, perante as situações mais críticas e dialéticas, tristes e angustiantes, aflitas e desesperadoras, como a doença de um parente ou a morte de um conhecido, o desemprego de um amigo ou a briga com a namorada, em quaisquer momentos de contrariedades em nossos relacionamentos e adversidades no trabalho ou dentro da família, em todos os instantes da existência cotidiana em que nos deparamos com conflitos e violências, maldades das pessoas e ruindades dos marginais e traficantes de nossa realidade atual, sempre nessas horas boas ou contraditórias devemos ter equilíbrio mental e emocional e usar o nosso bom-senso racional e consciente para bem administrar as nossas atitudes, bem ordenar os nossos comportamentos, bem disciplinar as nossas atividades e bem organizar os nossos exercícios da mente, do corpo e do espírito.
Sim, o nosso limite natural, humano e consciente, que nos faz viver bem e gozar com qualidade as boas coisas que a vida nos dá, que nos torna autênticos e transparentes em nossos atos sociais, políticos e econômicos, que nos transforma em bons cidadãos e cidadãs livres e felizes no interior de nossas sociedades, que realiza o nosso processo permanente de construção interior e exterior, a partir do qual podemos crescer humanamente, evoluir natural e culturalmente, progredir física e mentalmente, nos desenvolver material e espiritualmente, emergir socialmente, nos emancipar politicamente, dilatar a nossa boa compostura ética e aumentar o nosso compromisso com Deus e com a nossa comunidade, alargando com os outros os nossos laços de amizade, fraternidade e solidariedade, é sem dúvida alguma o nosso bom equilíbrio da mente e o nosso bom-juizo racional, ferramentas da natureza que o Senhor Deus se instrumentaliza para nos ajudar a ter boa saúde pessoal e bem-estar coletivo, configurando assim uma humanidade de bem com a vida e em paz consigo mesma.
Sensatos e equilibrados nos tornamos mais humanos, mais naturais e mais conscientes de nossos direitos e obrigações no meio da sociedade.
Eis o limite natural de nossa humanidade.

Conclusão

Compreendendo os nossos limites naturais e existenciais é possível respeitá-los em nós e nos outros, assumindo a partir de então um comportamento ético bem equilibrado, capaz de entendê-los e bem conviver com eles, propagando para todos a necessidade presente de tomarmos conscientização desse problema real, ajudando as pessoas ao nosso lado e ao nosso redor a saber a importância deles nessa hora atual da história da humanidade, tendo em vista a sua boa vida neste mundo e além, a sua ótima qualidade de vida e existência, as quais serão alcançadas com o nosso respeito próprio e alheio e com a responsabilidade de agirmos já em função do bem-estar de nós e de nosso semelhante.
Nos limites do nosso bom-senso, a nossa verdadeira saúde, a nossa real liberdade e a nossa autêntica felicidade.
Que então portanto nesse momento o respeito seja a nossa marca.
Que Deus nos ajude.